<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645</id><updated>2012-01-29T21:32:58.935Z</updated><title type='text'>Madeira Gentes e Lugares</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>51</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-3322702948730859533</id><published>2011-03-29T11:51:00.011+01:00</published><updated>2011-10-16T12:10:56.574+01:00</updated><title type='text'>Salvages Ilhas Selvagens</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shl7zfiXHSI/AAAAAAAAC5w/8-RPYMqQKQU/s1600-h/Madeira_Canarias+-A.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339434957793598754" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shl7zfiXHSI/AAAAAAAAC5w/8-RPYMqQKQU/s400/Madeira_Canarias+-A.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 309px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;( Foto by NASA &lt;a href="http://visibleearth.nasa.gov/"&gt;Visible Earth&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Introdução&amp;nbsp;e Generalidades&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Arquipélago da Madeira já era &lt;a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/navegaport/d05.html"&gt;conhecido&lt;/a&gt; desde meados do século XIV por navegadores, que percorriam o Atlântico à procura das “paradisíacas ilhas atlânticas” ou do “paraíso perdido” da Antiguidade Clássica da Europa, onde fenícios e gregos narravam “odisseias” para lá das “Colunas de Hércules”, que se perpetuaram na cartografia da época, desenhada por cartógrafos ibéricos e italianos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shl7D1P5NKI/AAAAAAAAC5o/jIy7dz2sWAc/s1600-h/Map_of_Angelino_Dulcert_cropped.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339434138988000418" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shl7D1P5NKI/AAAAAAAAC5o/jIy7dz2sWAc/s400/Map_of_Angelino_Dulcert_cropped.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 367px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Carta Portulano de Angelino Dulcert, Majorque, 1339&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto by web)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na carta de Dulcert de 1339, «a costa africana e algumas das ilhas Canárias já eram referenciadas e anotadas. As ilhas madeirenses só aparecem desenhadas em 1351, numa carta do chamado atlas Mediceo e logo a seguir numa carta atribuída aos irmãos Pizzigani, de 1367, numa folha do planisfério catalão de Abraão Cresques, de 1375 (conservada na Biblioteca Nacional de Paris), na carta de Pinelli, de 1390», e também na «carta de Solleri, de 1385, além de várias outras». Nestas, «verificam-se algumas modificações dos contornos e do posicionamento relativo das ilhas de carta para carta, e ligeiríssimas alterações na grafia das designações da Madeira conhecida por Lenyame, Lecname ou Legname e das Selvagens por Selvagens ou Salvages, estas pela primeira vez apontadas, na carta dos Pizzigani de 1367», segundo Luís de Albuquerque e Alberto Vieira - “&lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.scribd.com/doc/45798806/1987-avieira-madeiraxv"&gt;O Arquipélago da Madeira no Século XV&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;”. No ano 1489 na Carta Portulano do Cartógrafo Albino de Canepa, as Selvagens já eram uma “referência cartográfica” entre a Madeira e as Canárias, conforme se vê a figura abaixo colocada.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhmDI_Q_LI/AAAAAAAAC5Y/z1Sb_0PaMk4/s1600-h/1489_Portolan_Chart,_Albino_de_Canepa,_Cartographer.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339129562386201778" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhmDI_Q_LI/AAAAAAAAC5Y/z1Sb_0PaMk4/s400/1489_Portolan_Chart,_Albino_de_Canepa,_Cartographer.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 299px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Carta Portulano do Cartógrafo Albino de Canepa, 1489&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto by web)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o Tenente-Coronel Alberto Artur &lt;a href="http://escritoresdamadeira.no.sapo.pt/Alberto_Artur_Sarmento/index.html"&gt;Sarmento&lt;/a&gt;, na sua obra intitulada a “&lt;em&gt;As Selvagens (1906)&lt;/em&gt;”, refere que, é «a Diogo Gomes, navegador ao serviço do infante, mais tarde almoxarife do paço de Cintra, que se deve a primeira noticia da Selvagem, por um seu manuscripto intitulado ‘De insulis primo inventis in oceano occidentis’. Este manuscripto, existente na bibliotheca real de Munich, foi traduzido para allemão em 1845 pelo Dr. SchmelIer, e em 1899 vertido todo o codice do latim pelo sr. Gabriel Pereira, da Sociedade de Geographia de Lisboa.&lt;br /&gt;'Em certo dia, vindo eu, Diogo Gomes pela ultima vez da Guiné, ao meio das ilhas Canarias e a da Madeira, vi uma ilha e estive n’ella, chamada ilha Selvagem.&lt;br /&gt;É estéril, ninguem habita ahi, nem tem arvores nem aguas correntes. As caravellas do senhor infante descobriram esta ilha e descendo em terra acharam muita urzella, que é uma herva que tinge os pannos de côr rubra, e acharam-na em grande abundancia.&lt;br /&gt;Depois, alguns pediram ao senhor infante que lhes desse licença para irem alli com as suas caravellas e podessem transportar a urzelIa a Inglaterra e Flandres; onde tem grande valor.&lt;br /&gt;O senhor infante deu-lhes licença, com a condição de lhe darem a quinta parte do lucro, o que fazem.&lt;br /&gt;E o senhor infante mandou para alli caprideos que se reproduziram muito bem'».&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cvc.instituto-camoes.pt/navegaport/d24.html"&gt;Diogo Gomes&lt;/a&gt; era moço da câmara do infante D. Henrique e foi também seu navegador. Numa navegação efectuada em 1456 esteve na embocadura do rio Grande (actual rio Geba, na Guiné) e terá, no regresso, subido o rio Gâmbia até Cantor, onde obteve as primeiras informações sobre as explorações mineiras no Senegal e Alto Níger e desembarcado nas ilhas orientais do Arquipélago de Cabo Verde. Em 1459/60 voltou à Guiné e explorou a região do rio dos Barbacins. No regresso de uma destas viagens “poderá ter descoberto” as Ilhas Selvagens. A data oficial da descoberta das ilhas ainda parece que continua a ser um enigma. Na consulta a vários autores, as datas da mesma, não são concordantes (?). 1438, é a data mais referenciada. Contudo como já foi dito anteriormente, as Selvagens já constavam da cartografia trecentista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhlkebdhzI/AAAAAAAAC5Q/aoEOd3nDo9U/s1600-h/EurNoAfricaNearEast14thC_Foto_3.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339129035565664050" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhlkebdhzI/AAAAAAAAC5Q/aoEOd3nDo9U/s400/EurNoAfricaNearEast14thC_Foto_3.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 253px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Planisfério catalão de Abraão Cresques, de 1375&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Conservado na Biblioteca Nacional de Paris - Foto by web)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prosseguindo a supracitada obra do Tenente-Coronel Alberto Artur Sarmento “&lt;em&gt;As Selvagens (1906)&lt;/em&gt;”, «encorporados na corôa os bens do Mestrado de Christo, no reinado de D. Manoel, fizeram os reis concessões dos terrenos da Ordem a muitos fidalgos de sua casa e esforçados guerreiros que se distinguiram nas luctas de além-mar.&lt;br /&gt;No seculo XVI pertenciam estas ilhotas a uma família madeirense do titulo de Cayados.&lt;br /&gt;Um dos seus descendentes, o cónego Manoel Ferreira Teixeira, doou-as por 1560, a sua sobrinha D. Filippa Cabral de Vasconcellos, casada com José Ferreira de Noronha Franco, dos morgados das Selvagens.&lt;br /&gt;Quando em l863 foi posta em execução a lei da extincção dos morgados, alguns d’elles registaram officialmente os seus bens, tendo-se d’isso descurado o morgado Cabral de Noronha.&lt;br /&gt;Em 1904, os seus herdeiros venderam-n’as por posse incontestada ao sr. Luiz da Rocha Machado, seu actual proprietario». “As Selvagens (1906)” do Tenente-Coronel Alberto Artur Sarmento é uma monografia das ilhas Selvagens, nela dando conhecimento da sua história, geografia geologia, paleo-oceanografia, fauna, flora e das suas lendas até o início do século XIX. A estes conteúdos, de igual forma, são descritos no “&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;” e nas “&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhlMmTuQLI/AAAAAAAAC5I/Mr_UXRYnPqk/s1600-h/DSC02860.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339128625363828914" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhlMmTuQLI/AAAAAAAAC5I/Mr_UXRYnPqk/s400/DSC02860.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(...) «por serem hermas, e desconversáveis assi de navegação como de gente» (...)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o autor das “&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;”, «as Selvagens são denominadas por este nome, ‘por serem hermas, e desconversáveis assi de navegação como de gente, e com huns perigosos baixios, em distância de trinta léguas entre huma ou outra, as quais pode ser que sejam do número das doze’ que, segundo o historiador João de Barros, se dizem Canárias». Este ainda mais refere que, as Selvagens «em fins do século XVII, (…), faziam parte dum Morgadio administrado por uma família de Santa Cruz, da Madeira, do título genealógico Teixeira Caiado, ignorando-se os seus proprietários desde o tempo da colonização até aquela data. Em 1904, João Cabral de Noronha, descendente do morgado Cabral de Noronha vendeu-as ao banqueiro madeirense Rocha Machado, por cuja morte passaram à posse de seu filho, Luís da Rocha Machado, que guarda sobre elas o direito de coutada (…). A outros, se arrendam para caça e pesca, usufruindo-as também clandestinamente pescadores e caçadores canários da Ilha de Tenerife, seus próximos vizinhos».&lt;br /&gt;O "carismático madeirense", &lt;em&gt;Sr. João Borges&lt;/em&gt;, numa entrevista concedida ao semanário &lt;em&gt;Tribuna da Madeira em Abril de 2003&lt;/em&gt;, com o título “Estado comprou as Selvagens ao banqueiro Rocha Machado”, por ocasião da visita oficial pelo então Presidente da República Dr. Jorge Sampaio às Selvagens, refere que, as «Selvagens pertenceram inicialmente a um cónego da freguesia da Sé, no Funchal. Depois, passaram para a família Cabral Noronha. Mas um dos membros da família (ao perder muito dinheiro no jogo), ficou com grandes dívidas. Para as saldar, decidiu entregar as Selvagens ao banqueiro Rocha Machado».&lt;br /&gt;(...) «Na década de 1940, Luís Rocha Machado (que tinha herdado as ilhas do pai), passou a alugar as ilhas durante várias semanas a um grupo de pessoas que incluía Rufino de Menezes, o comandante Paços Gouveia e João Batata.&lt;br /&gt;Todos os anos, na época em que as cagarras-bebés estavam gordas, o grupo ia até as ilhas para as apanhar. A ideia era extrair-lhes o óleo e guardar as penas e a carne para depois comercializar tudo.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhku4z6nzI/AAAAAAAAC5A/NHQ8NI98sOU/s1600-h/DSC02853.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339128114934619954" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhku4z6nzI/AAAAAAAAC5A/NHQ8NI98sOU/s400/DSC02853.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Ninho de Cagarra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://selvagens.seawatching.net/protect.html"&gt;Alexandre Zino&lt;/a&gt; - um grande apreciador de aves - acompanhava o processo. Um dia, vendo que os exploradores já começavam a perder o interesse pelas Selvagens, propôs ao grupo acabar com a matança. Procurou Luís Rocha Machado e conseguiu ficar como locatário das ilhas, proibindo a caça das cagarras.&lt;br /&gt;Zino construiu nas Selvagens uma casa para estudar a vida das aves, tendo feito algumas descobertas curiosas, junto com dois investigadores do World Wildlife Fund (WWF). Zino teve sempre a intenção de tornar as ilhas una reserva natural, mas isso só aconteceu mais tarde, quando o Estado Português as adquiriu.&lt;br /&gt;A aquisição das Selvagens pelo estado aconteceu no início dos anos 70 numa altura em que o World Wildlife Fund (WWF) manifestou o interesse pela compra das ilhas com objectivos científicos. Mas Luís Rocha Machado decidiu dar prioridade ao governo português.&lt;br /&gt;Na cerimónia de aquisição estiveram presentes, o Governador da Madeira na altura, coronel Sobral, acompanhado do secretário de Estado do Tesouro, Costa André. Consta que foram vendidas por cerca de 1500 contos. Desde então as Selvagens pertencem ao Estado, tendo sido transformada em Reserva Natural.» Finalizou o &lt;em&gt;Sr. João Borges&lt;/em&gt;, num artigo escrito pela jornalista&lt;em&gt; Cármen Vieira&lt;/em&gt;, no citado semanário!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As Selvagens, foram classificadas como Reserva «até à batimétrica dos 200 m», através do Decreto-lei n.º 458/71, de 29 de Outubro, dirigida directamente pelo Serviço de Reservas e Parques Naturais, em Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhj5U3CfqI/AAAAAAAAC44/7aYqumcMJYE/s1600-h/DSC02819.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339127194750975650" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhj5U3CfqI/AAAAAAAAC44/7aYqumcMJYE/s400/DSC02819.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A 29 de Outubro de 2011, a Reserva das Ilhas Selvagens faz, a aprazível idade de&amp;nbsp;40 anos, inicialmente como “Reserva” (Decreto-lei n.º 458/71, de 29 de Outubro) e depois classificada como “Reserva Natural” (artigo 1.º do Decreto Regional n.º 15/78/M, de 10 de Março).&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhd0awvHpI/AAAAAAAAC4w/HkRuH3w0eC4/s1600-h/DSC02837.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339120513366040210" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhd0awvHpI/AAAAAAAAC4w/HkRuH3w0eC4/s400/DSC02837.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;As Selvagens&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O sub-arquipélago da Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Enquadramento Geográfico - Geomorfologia e Geologia&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As Ilhas &lt;a href="http://www.madeiranature.com/index/cms/page/-/page/activities_other/articleId/532/articleTitle/ilhas-selvagens/lang/pt"&gt;Selvagens&lt;/a&gt; situadas no Atlântico Norte fazem parte integrante do Arquipélago da Madeira, e estão incluídas na divisão administrativa da Freguesia da Sé, concelho do Funchal. Geograficamente, as ilhas situam-se a cerca de 163 milhas, a Sul da Madeira e a cerca de 82 milhas, a Norte de Canárias. &lt;a href="http://whc.unesco.org/en/tentativelists/1742/"&gt;Coordenadas&lt;/a&gt;: 30° 01' 35" - 30° 09' 10" N / 15° 52' 15" - 16° 03' 15" W.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhdLAUb3HI/AAAAAAAAC4o/QepXhmFXQcw/s1600-h/C%C3%83%C2%B3pia+de+img026.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339119801893379186" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhdLAUb3HI/AAAAAAAAC4o/QepXhmFXQcw/s400/C%25C3%25B3pia%2Bde%2Bimg026.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 381px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Carta Náutica - Selvagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Fonte, Instituto Hidrográfico)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Este pequeno arquipélago é constituído por dois grupos de ilhas e ilhéus, separados à distância de cerca de 11 milhas, entre as profundidades das batimétricas: 423 m, 323 m e 351 m, (ver carta naútica), e dispõe-se no sentido NE-SW. O grupo setentrional (NE) é constituído pela Selvagem Grande e dois Ilhéus adjacentes (o Palheiro da Terra e o Palheiro do Mar), e o grupo meridional situado a SW do anterior, é constituído pela Selvagem Pequena, conhecida por Pitão Grande, e Ilhéu de Fora, também conhecida por Pitão Pequeno, e os Ilhéus adjacentes a estas: Ilhéu Grande, Ilhéu do Sul, Ilhéu Pequeno, Ilhéu Alto, Ilhéu Comprido, Ilhéu Redondo e os Ilhéus do Norte. Estes dispostos em "arco", se assim se pode descrever, estão separados por um estreito braço de mar de baixas profundidades.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhc2qJ91zI/AAAAAAAAC4g/Unr3HFVrQxk/s1600-h/DSC02809.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339119452346505010" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhc2qJ91zI/AAAAAAAAC4g/Unr3HFVrQxk/s400/DSC02809.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Pequena&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As &lt;a href="http://www.vierayclavijo.org/html/paginas/articulos/salvajes/islas_salvajes.htm"&gt;Selvagens&lt;/a&gt;, com cerca de 27 milhões de anos, &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/04/madeira-e-selvagens-enquadramento.html"&gt;mais antigas&lt;/a&gt; que o Porto Santo, Madeira e Desertas, são datadas geocronologicamente da época do Oligocénico, do período Paleogénico (Terciário).&lt;br /&gt;Este grupo de ilhas e ilhéus e afloramentos rochosos constitui a parte imergida de um edifício vulcânico, pertencente ao “Hotspot de Canárias”, cuja base se encontra aproximadamente entre as batimétricas dos 3.000 e dos 4.000 metros de profundidade e que se foram construindo com as sucessivas erupções submarinas naquela área do Atlântico, sendo “aplanadas” pela erosão e sedimentação marinha. Segundo Carvalho e Brandão (&lt;em&gt;Geologia do Arquipélago da Madeira-1991&lt;/em&gt;), «as Ilhas Selvagens estão geologicamente mais próximas das Ilhas Canárias que do restante Arquipélago da Madeira e que os três ilhéus principais das Selvagens encontram-se todos eles rodeados por recifes ou baixios maiores ou menores, alguns só visíveis na maré baixa». Estas, no seu conjunto têm uma área total de 281 ha de área terrestre. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhb-BwMAJI/AAAAAAAAC4Y/r-38Htl5wiU/s1600-h/DSC02827.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339118479428288658" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhb-BwMAJI/AAAAAAAAC4Y/r-38Htl5wiU/s400/DSC02827.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Baía das Cagarras - “Filões calcáreos”&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Casa de Alexander Zino, à esquerda da Casa dos Vigilantes - foto de José Santos)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O autor das “&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;” refere que, as «Selvagens são atravessadas em vários sentidos por muitos filões de calcáreos, às vezes marmorizados, com espessuras que atingem mais de 1 m». Ainda mais refere que, as «Selvagens ligam-se todas pela curva batimétrica de 1.000 m, os Ilhéus de Fora, Pequeno, Comprido e os do Norte, pela batimétrica dos 20 m. Pela batimétrica dos 50, vemos que a erosão submarina tem actuado acima da batimétrica de 100 m, aproximadamente a 70 ou 80 m, construindo uma larga plataforma a Oeste, mas principalmente a N e a NE».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhbfv317DI/AAAAAAAAC4Q/cICWUpJymqU/s1600-h/DSC02876.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339117959232482354" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhbfv317DI/AAAAAAAAC4Q/cICWUpJymqU/s400/DSC02876.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6237&amp;amp;fullsize=1"&gt;Selvagem Grande&lt;/a&gt; é «constituída por quatro conjuntos de formação, sendo o inferior constituído essencialmente por corpos vulcânicos intrusivos e extrusivos, predominantemente fonolíticos, o qual está sob uma formação composta essencialmente por sedimentos marinhos fossilíferos que, por sua vez, está sob uma camada essencialmente basáltica, sobre a qual se encontra um tapete de areias organogénicas calcárias amareladas», (&lt;em&gt;Carvalho e Brandão, Geologia do Arquipélago da Madeira-1991&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhbCg5sEtI/AAAAAAAAC4I/8ZuZY5PIN8w/s1600-h/DSC02869.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339117456997487314" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhbCg5sEtI/AAAAAAAAC4I/8ZuZY5PIN8w/s400/DSC02869.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Planalto - Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(A cerca de 100 m de altitude - foto de José Santos)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6489&amp;amp;fullsize=1"&gt;Selvagem Grande&lt;/a&gt; é a maior ilha e apresenta uma «forma pentagonal», com arribas altas em toda a sua costa, cortadas em declive precipitado do lado N, descaindo do planalto principal. As elevações mais altas desta Ilha, são o Picos dos Tornozelos, Inferno e Atalaia (sendo esta última a mais elevada, cerca de 163 metros), e delineiam-se vales muito largos, mas pouco profundos, pois os terrenos são mais ou menos planos. Esta, tem uma área de 245 ha e uma linha de costa de cerca 9.500 m. Na zona do planalto atinge o «seu maior comprimento de 2.000 m desde a Ponta do Risco até a Ponta de Leste, com a maior largura de 1.700 m da Ponta da Atalaia à Ponta Espinha e sobe a maior altura até cerca de 100 m. É completamente árida e desabrigada», segundo o autor das “&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;”, e ainda mais refere, «que distinguem-se três costas nesta Ilha: a de leste, em forma de arco, alta (Pico dos Tornozelos) e de difícil ascensão, arenosa e rochosa; a costa de norte, rectilínea, também rochosa, alta e inclinada para o mar; a costa de oeste, alta, inacessível até o Pico da Atalaia, sendo mais suave e alcançável do lado da Ponta deste nome. Tem como ilhéus adjacentes o Palheiro da Terra e o Palheiro do Mar. O Palheiro da Terra, dista 850 m da Selvagem Grande a NW, e o Palheiro do Mar, situa-se a 1.500 m a WNW da Ponta do Risco e a 2.100 m a NW do Cabeço da Atalaia. No planalto, «o basalto das encostas é colunar».&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhap7F7WII/AAAAAAAAC4A/YWUyJXlmIiU/s1600-h/DSC02861.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339117034531412098" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shhap7F7WII/AAAAAAAAC4A/YWUyJXlmIiU/s400/DSC02861.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Basalto Colunar - Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto de José Santos)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Selvagem Grande existem várias grutas, presumivelmente consequência de canais de lava vulcânicos, entre as quais, a da Baía das Pedreiras e a do Pico do Inferno. A primeira, a 2 m acima do nível do mar, tem cerca de 30 m de comprimento e 2 de altura.&lt;br /&gt;A Selvagem Grande é a primeira Ilha que se emblema no horizonte, geralmente à distância de 24 milhas e até de mais, se o permitirem as condições atmosféricas. Desta também se pode observar o Pico de Teide em Tenerife. Tem um pequeno desembarcadouro situado na Baía das Cagarras onde se encontra a casa dos Vigilantes do Parque Natural da Madeira e de onde parte o acesso ao planalto.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6488&amp;amp;fullsize=1"&gt;Selvagem Pequena&lt;/a&gt;, também conhecida por Pitão Grande e o Ilhéu de Fora, igualmente conhecido por Pitão Pequeno, são os maiores ilhéus deste grupo insular, todos considerados primitivos focos vulcânicos. Sobre estes, Carvalho e Brandão (&lt;em&gt;Geologia do Arquipélago da Madeira-1991)&lt;/em&gt; referem que, a Selvagem Pequena ou Pitão Grande «é constituída essencialmente por formações fonolíticas e basálticas, possuindo abundantes areias organogénicas calcárias, na sua parte central. O Ilhéu de Fora tem uma constituição geológica muito semelhante à da Selvagem Pequena».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhaQhhGC4I/AAAAAAAAC34/TnfmqNY36xE/s1600-h/DSC02805.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339116598169308034" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhaQhhGC4I/AAAAAAAAC34/TnfmqNY36xE/s400/DSC02805.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Pequena&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6444&amp;amp;fullsize=1"&gt;Selvagem Pequena &lt;/a&gt;ou Pitão Grande, com uma área de 20 ha, «tem uma forma bastante irregular, mede 800 m de comprimento e 500 m de largura». As suas arribas são baixas e rodeadas de algumas praias de areia e calhau rolado. A sua linha da costa pode medir 2.600 m na preia-mar e 6.300 na baixa-mar», segundo o autor das “&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;”. A SE do Pico do Veado, existe um fundeadouro.&lt;br /&gt;Nesta Ilha existe uma casa pré-fabricada (&lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6226&amp;amp;fullsize=1"&gt;estação de vigilância&lt;/a&gt;), onde permanecem os Vigilantes do Parque Natural da Madeira, no período estipulado pelo mesmo.&lt;br /&gt;O Ilhéu de Fora ou Pitão Pequeno, com uma área de 8,1 ha, «da qual só emergem 500 m de comprimento por 300 m de largura e coberta de areia», a sua superfície, também aumenta as suas dimensões na baixa-mar.&lt;br /&gt;Em termos de relevo, todos os ilhéus das Selvagens são de pouca altitude, sendo os pontos mais elevados de cada um dos dois ilhéus principais, o Pico do Veado, na Selvagem Pequena ou Pitão Grande, com cerca de 49 metros e o Pitão Pequeno ou Ilhéu de Fora, com cerca de 18 metros. A grande extensão deste planalto insular, para N e W mostra como são «violentos os mares destes quadrantes» e certamente, estas ilhas tinham no seu passado dimensões bastante maiores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhZu4aFg-I/AAAAAAAAC3w/_CxnIMG3mNU/s1600-h/DSC02820.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339116020198376418" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhZu4aFg-I/AAAAAAAAC3w/_CxnIMG3mNU/s400/DSC02820.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Clima&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela &lt;a href="http://www.confluence.org/confluence.php?id=16939"&gt;situação&lt;/a&gt; geográfica e a condição de ilhas, as Selvagens sofrem a influência oceânica, “condicionadas” pelas correntes do Golfo e das Canárias e pelos ventos alísios oriundos de Nordeste. O seu &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/06/clima-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;clima&lt;/a&gt; pode ser considerado tipo oceânico subtropical, como algumas zonas costeiras das ilhas de Canárias, (outros autores classificam-no de subtropical marítimo).&lt;br /&gt;A baixa altitude, não favorece a condensação e as nuvens arrastadas pelos ventos, passam sem que haja precipitação. Ocasionalmente, são afectadas por tempestades que formam no Atlântico acompanhadas de ventos provenientes de Norte ou de Oeste, que provocam chuvas torrenciais acompanhadas de trovoada durante algumas horas.&lt;br /&gt;Por vezes, os ventos de Leste e de Sul precedentes do continente africano carregados de poeiras e massas de ar quente recordam a proximidade do Deserto do Saara, aumentando as temperaturas e reduzindo a humidade do ar. As temperaturas rondam os 15 e 20 graus centígrados, no Inverno. A presença de numerosas &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6239&amp;amp;fullsize=1"&gt;conchas&lt;/a&gt; de moluscos terrestres, segundo os especialistas, indicam que no passado o clima destas Ilhas foi mais húmido do que nos dias de hoje.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Flora e fauna terrestre&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhYkN1w6YI/AAAAAAAAC3g/35UI0bFgY7I/s1600-h/DSC02857.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339114737461422466" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhYkN1w6YI/AAAAAAAAC3g/35UI0bFgY7I/s400/DSC02857.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Biogeograficamente as &lt;a href="http://selvagens.seawatching.net/faunaflora.html"&gt;Selvagens&lt;/a&gt; fazem parte de Macaronésia, assim como, os arquipélagos da Madeira, dos Açores, das Canárias e de Cabo Verde.&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6235&amp;amp;fullsize=1"&gt;vegetação&lt;/a&gt; da Selvagem Grande foi outrora usada com fins comerciais através da apanha da urzela, líquenes do género Nemaria que eram exportados para a Europa.&lt;br /&gt;Cultivou-se também, na Selvagem Grande outras espécies vegetais com fins comerciais particularmente o sumagre (&lt;em&gt;Rhus Coriaria&lt;/em&gt;) e o pastel (&lt;em&gt;Isatis Praecox&lt;/em&gt;). Presentemente encontra-se em fase de recuperação os seus endemismos, após a retirada desta flora exótica e dos herbívoros (Coelhos) e roedores (&lt;em&gt;Mus barbarus e Mus musculus&lt;/em&gt;), introduzida no passado, intencionalmente os primeiros e os segundos acidentalmente.&lt;br /&gt;A &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6225&amp;amp;fullsize=1"&gt;Selvagem Pequena&lt;/a&gt; ou Pitão Grande e o Ilhéu de Fora ou Pitão Pequeno, constituem habitats únicos, com os ecossistemas inalterados. Estas ilhas por serem inóspitas, não criaram condições de colonização por parte do homem e ao que parece nunca ocorreu a introdução de herbívoros.&lt;br /&gt;A flora terrestre das Ilhas Selvagens, na sua generalidade é de porte rasteiro, e reveste-se de um grande interesse científico. Esta compreende «cerca de 105 plantas vasculares distintas, das quais 11 são endémicas destas ilhas. Alguns exemplos são: &lt;em&gt;Scilla maderensis var. melliodora&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Argyranthemun thalassophilum&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Lobularia canariensis ssp.&lt;/em&gt; &lt;em&gt;rosula-venti&lt;/em&gt; e &lt;a href="http://plantasdemitierra.blogspot.com/2007/09/euphorbia-anachoreta.html"&gt;&lt;em&gt;Euphorbia&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; anachoreta&lt;/em&gt;». Esta última espécie surge unicamente no Ilhéu de Fora, (fonte, Parque Natural da Madeira). A vegetação das Selvagens tem mais afinidade com as Canárias do que com a Madeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhXjTapkTI/AAAAAAAAC3Q/Bup_rEw0ITY/s1600-h/DSC02851.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339113622266810674" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhXjTapkTI/AAAAAAAAC3Q/Bup_rEw0ITY/s400/DSC02851.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Pequena gruta com ninho de Cagarra - foto de José Santos)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As &lt;a href="http://selvagens.seawatching.net/general.html"&gt;Ilhas Selvagens&lt;/a&gt; têm uma grande importância &lt;a href="http://selvagens.seawatching.net/resources.html"&gt;ornitológica&lt;/a&gt;. É uma das mais importantes colónias de &lt;a href="http://selvagens.seawatching.net/sounds.html"&gt;aves marinhas&lt;/a&gt; do Atlântico. São um “santuário de nidificação” de aves que desfrutam condições peculiares e únicas.&lt;br /&gt;A fauna vertebrada é representada por «8 espécies pertencentes a 3 famílias: &lt;em&gt;Procelariidae&lt;/em&gt; (5 espécies), &lt;em&gt;Laridae&lt;/em&gt; (2 espécies) e &lt;em&gt;Motacillidae&lt;/em&gt; (1 espécie)».&lt;br /&gt;Nas Selvagens existe a «maior colónia de Cagarras &lt;em&gt;Calonectris diomedea borealis&lt;/em&gt; do Mundo, com uma população recentemente estimada em cerca de 18.000 casais».&lt;br /&gt;A mais numerosa ave das Selvagens é «o Calcamar&lt;em&gt; (Pelagodroma&lt;/em&gt; &lt;em&gt;marina)&lt;/em&gt;, com uma população superior a 40.000 casais. As outras aves marinhas são: Alma negra (&lt;em&gt;Bulweria bulwerii)&lt;/em&gt;, Roque de Castro (&lt;em&gt;Oceanodroma castr&lt;/em&gt;o) e o Pintainho (&lt;em&gt;Puffinus assimilis)&lt;/em&gt; Garajau comum (&lt;em&gt;Sterna hirundo)&lt;/em&gt; e Gaivota de patas amarelas (&lt;em&gt;Larus cachinnans), &lt;/em&gt;estas duas anteriores, inferiores a 50 casais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhW63Md4tI/AAAAAAAAC3I/VGPQtzwa3sk/s1600-h/PICT0135.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339112927496364754" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhW63Md4tI/AAAAAAAAC3I/VGPQtzwa3sk/s400/PICT0135.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Corre Caminhos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Única ave residente na Selvagem Grande, a merendar a “ração do fiel companheiro” dos Vigilantes do Parque Natural - foto de José Santos)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A única ave residente que pode ser encontrada durante todo o ano, é o Corre Caminhos (&lt;em&gt;Anthus bertheloti bertheloti)&lt;/em&gt;, considerada uma sub-espécie com características iguais à espécie que se encontra nas Ilhas Canárias, mas é diferente da existente no Arquipélago da Madeira».&lt;br /&gt;Na Selvagem Pequena (onde não existem aves terrestres), evidencia-se «a grande colónia de Calcamar (&lt;em&gt;Pelagodroma marina&lt;/em&gt; ) e a nidificação ocasional de Gaivina-rosada (&lt;em&gt;Sterna dougallii)&lt;/em&gt; e de Gaivina-de-dorso-preto (&lt;em&gt;Sterna fuscata)&lt;/em&gt;», (fonte, &lt;em&gt;Parque Natural da Madeira&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;As outras espécies de vertebrados destas ilhas são a &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6236&amp;amp;fullsize=1"&gt;osga&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;Tarentola boettgeri bishoffi)&lt;/em&gt; e a lagartixa (&lt;em&gt;Lacerta duguessii)&lt;/em&gt;, endemismos da Macaronésia.&lt;br /&gt;Nestas ilhas existe um apreciável número de invertebrados endémicos, com uma elevada percentagem de insectos endémicos, sobretudo coleópteros e lepidópteros.&lt;br /&gt;Por curiosidade, um coleóptero (&lt;em&gt;Deuchalion oceanicus), &lt;/em&gt;espécie de &lt;a href="http://www.scuba-madeira.com/tauchen-madeira.c/Fauna%20und%20Flora.html"&gt;escaravelho&lt;/a&gt;, endémico do Ilhéu de Fora, vive unicamente associado à &lt;em&gt;Euphorbia anachoreta&lt;/em&gt;, planta também endémica, (fonte, &lt;em&gt;Parque Natural da Madeira&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Ilhas Selvagens: importância no passado e no presente&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhWPG1uVdI/AAAAAAAAC3A/S69tMv8U2LU/s1600-h/DSC02807.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339112175781696978" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhWPG1uVdI/AAAAAAAAC3A/S69tMv8U2LU/s400/DSC02807.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Pequena&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto de José Santos)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Referindo novamente a notícia por 1459/60 (pela última vez da Guiné, ao meio das ilhas Canarias e a da Madeira), de Diogo Gomes sobre as Ilhas Selvagens, “De insulis primo inventis in oceano occidentis”, «as caravellas do senhor infante descobriram esta ilha e descendo em terra acharam muita urzella, que é uma herva que tinge os pannos de côr rubra, e acharam-na em grande abundancia. Depois, alguns pediram ao senhor infante que lhes desse licença para irem alli com as suas caravellas e podessem transportar a urzella a Inglaterra e Flandres, onde tem grande valor». O «senhor infante deu-lhes licença, com a condição de lhe darem a quinta parte do lucro, o que fazem».&lt;br /&gt;Segundo o autor das “&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;”, o valor atribuído à urzela devia-se à sua aplicação na tinturaria, “tingindo-se os panos de cor rubra”. «Este líquen existe no arquipélago madeirense como planta espontânea, tendo-a encontrado o navegador Diogo Gomes, nas referidas Ilhas Selvagens» (…). «Desde essa época vegetam três espécies de urzela: &lt;em&gt;Nemaria fuciformes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;N. &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.uklichens.co.uk/species/Roccella%20fuciformis%20large.jpg"&gt;&lt;em&gt;rocella&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, abundantemente nas Desertas; &lt;em&gt;N. fucoides&lt;/em&gt; na Madeira, onde vegetam também as outras espécies, assim como no Porto Santo. É uma planta de meio restricto, naturalizada nas rochas da beira-mar, mais expostas ao sol, aglomerada em tufos de cor cinzento-pardacenta, e geralmente em locais tão inacessíveis que Gaspar Frutuoso, querendo mostrar os trabalhos, perigos e mortes causadas pela construção das primitivas levadas ou canais de irrigação cortadas em rochas escarpadas e sobre abismos de centenas de metros de profundidade, escreveu que 'os homens trabalhavam nelas em cestos amarrados com cordas, pendurados pela rocha, como quem apanha urzela».&lt;br /&gt;«A aplicação deste líquen à tinturaria fazia-se depois de «convenientemente preparado com adicionamento de urina para o curtimento, (uma vez) libertada do amoníaco pela acção da cal, e reduzida a uma pasta de consistência sólida, tendo a coloração violeta avermelhada».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhVuv3TpPI/AAAAAAAAC24/f65BpvZ5fPU/s1600-h/DSC05475.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339111619858506994" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhVuv3TpPI/AAAAAAAAC24/f65BpvZ5fPU/s400/DSC05475.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sumagre&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(&lt;em&gt;Rhus Coriaria&lt;/em&gt; - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Continuando o mesmo autor, (...) «tomou tanto incremento o comércio de urzela no arquipélago madeirense que suscitou uma legislação especial, constituiu monopólio do Estado, foi empresa de contratadores e traficância de contrabandistas quando, por protecção à urzela de Cabo Verde, se desacreditou intencionalmente a da Madeira, depois de aceita e preferida em toda a Europa como a melhor no mercado; e proibiu-se a sua exportação com grande prejuízo dos Municípios». (…). «Nem a qualidade do produto, nem as providências dos Governadores resolveram o problema, porque o trabalho dos negros em Cabo Verde e a Descoberta das anilinas na Europa deram o golpe de morte na urzela da Madeira retirando a importância comercial da também colhida nas Selvagens».&lt;br /&gt;Um outro produto natural de igual riqueza comercial na Europa, referindo-se novamente o autor das “&lt;em&gt;Ilhas de Zarco&lt;/em&gt;”, a «partir do século XV, que também valorizou as Ilhas Selvagens, foi o pastel (&lt;a href="http://images.google.com/images?q=Isatis%20praecox"&gt;&lt;em&gt;Isatis&lt;/em&gt;&lt;/a&gt; &lt;em&gt;Praecox&lt;/em&gt;), planta glauca, de cujas folhas se extraía um líquido azul empregado na coloração de panos comerciais. Teve o pastel muito emprego no continente europeu desde João Gonçalves Zargo. Exportava-se, já seco ao sol ou amassado em bolas depois de sua fermentação». Por outro lado, também, o «grupo das Selvagens foi outrora muito conhecido e explorado pela abundante produção de sumagre (&lt;em&gt;Rhus Coriaria&lt;/em&gt;), arbusto da família das Anacardiaceas, naturalizado no Arquipélago da Madeira. Empregava-se esta planta no curtimento de couros e peles destinados à indústria de calçado corda vão de origem mourisca e muito usado pelo povo. O curtume daqueles produtos animais (peles) fazia-se com as folhas e casca do sumagre. Era grande o consumo de sumagre na Europa».&lt;br /&gt;As Ilhas Selvagens antigamente, eram abundantes em gado caprino, entre os «animais úteis ao homem, aves e coelhos, estes de raça pequena, vulgar mas muito apreciados pelo sabor da sua carne. A caça anual, que tem lugar no mês de Setembro, produz uma dezena de barricas de carne salgada e umas centenas de peles, cujo colorido varia entre o amarelo-areia ao cinzento-turvo pardacento».&lt;br /&gt;A espécie de ave que era mais caçada nas Selvagens era a Cagarra (&lt;em&gt;Calonectris diomedea borealis&lt;/em&gt;) &lt;em&gt;Palmipede&lt;/em&gt; indígena, da família &lt;em&gt;Procelárida&lt;/em&gt;. É ave marinha que emigra de Outubro a Novembro, para voltar em fins de Fevereiro ou princípio de Março e procriar em Junho.), «cuja prodigiosa multiplicação anual é a única e maior riqueza daquele grupo insular».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhVUniaAAI/AAAAAAAAC2w/OCvzi0fJRnw/s1600-h/DSC02850.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339111170946760706" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhVUniaAAI/AAAAAAAAC2w/OCvzi0fJRnw/s400/DSC02850.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Cagarra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto de José Santos)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ornitólogo &lt;a href="http://www.sra.pt/jarbot/por/museu/museu.htm"&gt;Padre Ernesto Schmitz&lt;/a&gt; (1845-1922) escreveu, segundo o autor das Ilhas de Zargo, que apesar de «serem caçadas anualmente umas 20 a 22.000, a população não diminui, o que prova a sua grande densidade. Devem, portanto, exceder o total de 60.000, porque cada Cagarra põe apenas um ovo por ano, e é necessário haver pelo menos 40.000 para uma reprodução anual de 20.000. Em parte alguma do mundo existe tamanho número de Cagarras».&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt; refere que à Cagarra, «fazem-lhe caça em todas as ilhas, mas principalmente nas Desertas e Selvagens que a captura se torna rendosa, (…) pelo numero de indivíduos novos caçados anualmente nas Selvagens por homens de S. Gonçalo e Caniço, que ali vão nesse especial propósito. A cagarra, depois de salgada, trazida para a Madeira, onde a vendem de preferência às classes pobres, que muito a apreciam, a pesar do acentuado ressaibo a peixe e do caracter oleoso da sua carne. Os caçadores das Selvagens também lhe chamam pardela, à semelhança dos espanhóis das Canárias».&lt;br /&gt;Para além da caça feita a esta ave, Luís da Rocha Machado, filho do antigo proprietário das Selvagens, concedeu em 1939, à firma industrial Leacock, sedeada no Funchal, a exploração de adubo de cagarra, abundante na Selvagem Grande, para fabricação de guano.&lt;br /&gt;Na década dos anos sessenta do século XX (cerca de 1966), «nenhum interesse a mais oferecia as Ilhas Selvagens que caça e pesca». Embora no entanto, era «um dos pontos mais falados do arquipélago e objecto de particular atenção de ambiciosos e aventureiros», segundo o autor das “Ilhas de Zargo”. Contudo, as Selvagens além do interesse económico para os seus proprietários nos séculos anteriores foram alvo das comunidades científicas de toda a Europa e motivo de várias expedições carácter geológico, botânico e zoológico.&lt;br /&gt;Assim, o mesmo autor refere que «em Agosto de 1963 a bordo do baleeiro Persistência, uma digressão de cientistas europeus (...), foi explorar as Selvagens apoiado pela Imperial Chimical Industries de Londres e com o auxílio da Câmara Municipal do Funchal.&lt;br /&gt;(...) «Participaram nesta missão representantes do Museu Nacional de História Natural de Paris, do Centro Nacional de Vulcanologia de Bruxelas, do Museu Britânico de Londres e do Instituto Zoológico da Universidade de Giessen. Transportaram-se às Selvagens estes cientistas de renome, feito no mundo: Marjorie Pickering, botânico; Thomas Tams, ornitólogo; Joseph Honorez, geólogo; Dr. Meinel, biólogo; Erick Weinreick e Gunther Maul, ictiólogos. Este último, sobejamente conhecedor da vida marina das águas madeirenses, cientista de nome feito por estudos e descobertas, é geralmente o condutor-apoio das missões que aportam ao Funchal e o criador do &lt;a href="http://www.cm-funchal.pt/cmf/default.aspx?id=2029"&gt;Museu Municipal&lt;/a&gt; do Funchal ».&lt;br /&gt;Igual missão às Ilhas das Selvagens, foi realizada em Outubro de 1968, pela Sociedade Francesa de Protecção da Natureza, com os cientistas Cristian Jouanin da Sociedade Francesa, Francis Roux do Centro Francês da Migração das Aves, ambos do Museu de Paris. Esta missão, foi transportada bordo do Navio Hidrográfico «Pedro Nunes», da Marinha de Guerra Portuguesa, e foi chefiada pelo Professor Santos Júnior da Universidade de Ciências do Porto. Estas expedições, foram acompanhadas e "incentivadas" pelo arrendatário das ilhas, Paul Alexander Zino, madeirense e defensor entusiasta das colónias de aves marinhas do Arquipélago da Madeira, que como já foi referido anteriormente, tinha “despertado” a protecção e o interesse das mesmas, por parte da World Wildlife Fund (&lt;a href="http://www.worldwildlife.org/who/"&gt;WWF&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhU2-K2rsI/AAAAAAAAC2o/mQwsqjebY0I/s1600-h/DSC02833.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339110661625917122" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhU2-K2rsI/AAAAAAAAC2o/mQwsqjebY0I/s400/DSC02833.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Baía das Cagarras&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Estado Português em 1971, adquiriu as Ilhas e instituiu o estatuto de Reserva nesse mesmo ano através do Decreto-lei n.º 458/71, de 29 de Outubro. Desta forma as Selvagens passaram a ser uma Reserva, "essencialmente ornitológica", como uma das mais importantes áreas de nidificação de aves marinhas de todo o Atlântico Norte.&lt;br /&gt;No período de mudança de regime político em Portugal (1974/75), as Selvagens foram também “alvo desta época revolucionária” da história do País, não sendo imunes aos "excessos" próprios deste período. Assim, populares "conhecedores das ilhas" em embarcações de pesca desembarcaram na Selvagem Grande e destruíram as casas existentes. Estes, alegando chavões políticos relacionados com o direito à propriedade, exigiam a liberdade da apanha das cagarras, não licenciada nem autorizada por força da lei da Reserva Natural, foram impedidos pela acção de Paul Alexander Zino e dos guardas que este tinha contratado na altura.&lt;br /&gt;Em 1976, foram realizadas várias "expedições de caça" a estas ilhas, que dizimaram a população de Cagarra então existente, tendo sido abatidos juvenis e adultos indiscriminadamente.&lt;br /&gt;Com o processo &lt;a href="http://www.cne.pt/dl/eparam2002.pdf"&gt;autonómico&lt;/a&gt; as Ilhas Selvagens passaram a ser geridas pelos órgãos de governo próprio da Região Autónoma da Madeira. Assim, em 1977 é construída uma casa de abrigo para os vigias do Parque Natural, os quais entram em funções nessa altura. Refere-se que o Parque Natural foi dirigido directamente pelo Serviço de Reservas e Parques Naturais, em Lisboa, até à constituição da Direcção Regional dos Parques Naturais da Madeira.&lt;br /&gt;Em 1978 a Assembleia Regional da Madeira aprovou o Decreto Regional n.º 15/78/M, de 10 de Março, que foi alterado pelo &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/1978/03/05800/05010502.PDF"&gt;Decreto&lt;/a&gt; Regional n.º 11/81/M de 15 de Maio, a qual definiu as Ilhas Selvagens “Reserva Natural”, não só o território destas, como também fundos marinhos até à batimétrica dos 200 metros, com as seguintes proibições:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1) A realização de quaisquer trabalhos, obras ou actividades profissionais sem autorização do Governo Regional;&lt;br /&gt;2) A utilização de fundeadouros fora das zonas especialmente destinadas a esse fim;&lt;br /&gt;3) O acesso de pessoas, excepto mediante autorização do Governo Regional, que a concederá apenas para fins de estudo, de resolução de problemas técnicos ou a visitantes acompanhados por pessoas devidamente credenciadas, ou em estado de necessidade;&lt;br /&gt;4) A introdução de veículos terrestres, excepto mediante autorização do Governo Regional;&lt;br /&gt;5) O sobrevoo por aeronaves a altitude inferior a 200 metros, excepto em operações aéreas necessárias ao funcionamento da reserva ou em estado de necessidade;&lt;br /&gt;6) A introdução de espécies animais ou vegetais terrestres, a colheita, captura ou perturbações dos existentes, bem como a apanha de espécies vegetais marinhas, exceptuados os casos regularmente previstos;&lt;br /&gt;7) A colheita de material geológico ou arqueológico ou a sua exploração sem autorização do Governo Regional;&lt;br /&gt;8) A pesca de arrasto e outras artes que colidam com o fundo até à batimétrica fixada pela reserva, ressalvando-se as artes de anzol e rede;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9) A utilização para fins comerciais de aparelhos de fotografia, filmagem e radiodifusão sonora ou visual sem autorização do Governo Regional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhTQJBev8I/AAAAAAAAC2g/kMNuXUjtMTs/s1600-h/DSC02874.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339108895012863938" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhTQJBev8I/AAAAAAAAC2g/kMNuXUjtMTs/s400/DSC02874.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Casa dos Vigilantes - Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1982, o Serviço do &lt;a href="http://www.pnm.pt/"&gt;Parque Natural&lt;/a&gt; da Madeira foi criado pelo &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/1982/11/26000/37703774.PDF"&gt;Decreto&lt;/a&gt; Regional n.º 14/82/M, prevendo o n.º 1 do seu artigo 5.º, que o mesmo ficaria na dependência da Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas, ficando as Selvagens como Reserva Natural a ser geridas e apoiadas por este serviço, com a regulamentação do &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/1993/05/121b00/28602873.PDF"&gt;Decreto&lt;/a&gt; Regulamentar Regional n.° 13/93/M (que aprovou a orgânica do Serviço do Parque Natural da Madeira, que dentro da sua "natureza e competências" apoia as "reservas naturais das ilhas Desertas e Selvagens, do Garajau, bem como as que venham a ser futuramente criadas").&lt;br /&gt;O excelente e efeciente trabalho de conservação da Natureza, desenvolvido nas Selvagens, por parte do Serviço do Parque Natural da Madeira, veio garantir a evolução favorável das colónias de aves marinhas nidificantes e a manutenção das frágeis comunidades florísticas da Selvagem Pequena e Ilhéu de Fora. Em resultado, às Selvagens foi-lhes atribuído o Diploma Europeu do Conselho Europa para Áreas Protegidas em 1992, sendo a única reserva portuguesa galardoada com este diploma. Através da Resolução nº 65/1997 do Comité de Ministros do Conselho Europeu, foi-lhes atribuída a categoria "A " deste Diploma Europeu.&lt;br /&gt;As Selvagens estão contempladas na categoria de “Protecção de Áreas Naturais” do Plano de Ordenamento do Território da Região Autónoma da Madeira (POTRAM), publicado no &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/1995/06/144a00/40984103.PDF"&gt;Decreto&lt;/a&gt; Legislativo Regional n.º 12/95/M, de 24 de Junho.&lt;br /&gt;Por proposta da Região Autónoma da Madeira no âmbito da Directiva Habitats, (Resolução n.º 1408/2000, de 28 de Setembro, do Governo Regional da Madeira), as ilhas Selvagens passaram a integrar a Rede Europeia de Áreas Protegidas, denominada “&lt;a href="http://www.igeo.pt/atlas/Cap1/Cap1e_4.html"&gt;Natura 2000&lt;/a&gt;”. Esta rede europeia de sítios protegidos, resulta da aplicação de duas directivas Comunidade Europeia: a Directiva Aves (&lt;a href="http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/l28046.htm"&gt;Directiva&lt;/a&gt; 79/409/CEE), que protege todas as espécies de aves selvagens do território comunitário e a conservação dos seus habitates, através da criação de Zonas de Protecção Especial (ZPEs) e a Directiva Habitates (&lt;a href="http://europa.eu/scadplus/leg/pt/lvb/l28076.htm"&gt;Directiva&lt;/a&gt; 92/43/CEE), que tem em vista a protecção das espécies de fauna e flora, que não são abrangidas pela directiva anterior, através da criação de Zonas Especiais de Conservação (ZECs). Por outro lado, a Rede Natura 2000 «pretende proteger as espécies e habitates naturais ameaçados da Europa e conduzi-los para um bom estado de conservação». Assim, competiu a cada Estado membro elaborar uma Lista Nacional de Sítios (&lt;a href="http://www.dre.pt/pdf1sdip/2007/08/14700/0491304915.PDF"&gt;Portaria&lt;/a&gt; n.º 829/2007, de 1 de Agosto), para integração na RN2000. Estes Sítios de Importância Comunitária, que integram esta rede, foram aprovados pela Comissão (Decisão n.º 2002/11/CE), a 28 de Dezembro de 2001, nos termos da Directiva 92/43/CEE do Conselho Europeu, cujo anexo I identifica nas ilhas Selvagens vários habitats:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Bancos de areia permanentemente cobertos por água do mar pouco profunda;&lt;br /&gt;- Lodaçais e areias a descoberto na maré baixa;&lt;br /&gt;- Enseadas e baías pouco profundas;&lt;br /&gt;- Falésias com flora endémica das costas macaronésicas;&lt;br /&gt;- Formações baixas de euforbiáceas junto a falésias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, as Ilhas Selvagens têm a seguinte Protecção legal:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Nacional e Regional: Reserva Natural das Ilhas Selvagens (Decreto n.º 458/71 de 29 de Outubro, alterado pelo Decreto regional n.º 15/78/M de 10 de Março, que inclui a IBA). ZPE Ilhas Selvagens (PTSEL0001, &lt;a href="http://www.gov-madeira.pt/joram/1serie/Ano%20de%202000/ISerie-085-2000-09-22.pdf"&gt;Resolução&lt;/a&gt; do Governo Regional n.º 1408/2000, também inclui a IBA). Esta legislação, "materializa-se" através do &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2006/03/044A00/16581659.PDF"&gt;Decreto&lt;/a&gt; Legislativo Regional n.º 5/2006/M que adapta à Região Autónoma da Madeira o &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/1999/04/096A00/21832212.PDF"&gt;Decreto-Lei&lt;/a&gt; n.º 140/99, de 24 de Abril, alterado pelo &lt;a href="http://dre.pt/pdf1sdip/2005/02/039A00/16701708.PDF"&gt;Decreto-Lei&lt;/a&gt; n.º 49/2005, de 24 de Fevereiro, que procede à revisão da transposição para o direito interno das directivas comunitárias relativas à conservação das aves selvagens (directiva aves) e à preservação dos habitats naturais e da fauna e da flora selvagens (directiva habitats). (Jornal Oficial, Número 20 I Série, Quinta-feira, 2 de Março de 2006).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Internacional: ZPE Ilhas Selvagens; SIC Ilhas Selvagens (&lt;a href="http://www.spea.pt/IBA/IBAs%20PDF/PT086.pdf"&gt;PTSEL0001&lt;/a&gt;). Diploma Europeu de Áreas Protegidas do Concelho da Europa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhSkj_RYhI/AAAAAAAAC2Y/Z_I6HAZ4vps/s1600-h/DSC02858.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339108146337112594" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhSkj_RYhI/AAAAAAAAC2Y/Z_I6HAZ4vps/s400/DSC02858.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Navio Patrulha da República Portuguesa (NRP)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Coincidindo com a celebração dos 30 anos da criação da Reserva Natural das Ilhas Selvagens, em 2001, a Região Autónoma da Madeira formalizou a candidatura desta Reserva Natural, a Património Mundial Natural da UNESCO. Esta candidatura posteriormente foi retirada em Maio de 2004 (&lt;a href="http://www.gov-madeira.pt/joram/1serie/Ano%20de%202004/ISerie-067-2004-06-01.pdf"&gt;Resolução&lt;/a&gt; n.º 735/2004 - o Governo Regional da Madeira, solicita ao Governo da República a retirada, para reformulação, da candidatura das Ilhas selvagens à Lista do Património Mundial da &lt;a href="http://whc.unesco.org/en/tentativelists/1742/"&gt;UNESCO&lt;/a&gt;).&lt;br /&gt;Em 2002 foi iniciado um projecto com vista a erradicação de todas as espécies introduzidas na Selvagem Grande numa tentativa de recuperação ao seu “habitat natural”.&lt;br /&gt;A fiscalização e apoio à Reserva Natural das Ilhas Selvagens é prestado pela Marinha de Guerra Portuguesa a qual é de referir que os serviços prestados à Região Autónoma em geral, e as Selvagens em particular, têm sido relevantes e meritórios. Com o apoio do Navio da Marinha, os Vigilantes do Parque Natural, são rendidos de acordo com as necessidades de vigilância previstas, pela Direcção do Parque Natural da Madeira.&lt;br /&gt;As Ilhas Selvagens, pela sua localização ( aproximadamente até ao Paralelo dos 29º e 15', Norte, confinante com a &lt;a href="http://ec.europa.eu/fisheries/publications/outermost_regions_canaries_es.htm"&gt;ZEE&lt;/a&gt; do Arquipélago das Canárias), assumem particular importância para a Região Autónoma da Madeira assim como para Portugal (!). Estas embora sendo um sub-arquipélago diminuto, permite o &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/07/o-mar-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;aumento&lt;/a&gt; significativo da &lt;a href="http://ec.europa.eu/fisheries/publications/outermost_regions_madeira_pt.htm"&gt;Zona Económica&lt;/a&gt; Exclusiva Portuguesa e assim acréscimo das possibilidades de &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg6p6YZBhxI/AAAAAAAACww/YD_Fd4VfJ1c/s1600-h/Levantamentos+Hidrogr%C3%83%C2%A1ficos.jpg"&gt;exploração&lt;/a&gt; de recursos marinhos (pesca) ou não marinhos que ainda não são conhecidos (?).&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;É a Zona Económica Exclusiva (ZEE)&amp;nbsp;que mais interessa à Região Autónoma da Madeira e a Portugal pelo interesse geoestratégico na Europa e no Mundo.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;- Assim sendo, deseja-se que as Salvages continuem Selvagens!&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhSCppX0OI/AAAAAAAAC2Q/CrTGKvc-s2U/s1600-h/DSC02845.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339107563740319970" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhSCppX0OI/AAAAAAAAC2Q/CrTGKvc-s2U/s400/DSC02845.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Idem - foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Por qualquer vizinhança se faz uma fronteira. O muro, a vedação, a cancela e o marco impõe os “limites” a familiares, vizinhos e amigos com um historial comum ou não (!?). Faz parte da natureza humana!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O território e o espaço comum, já no passado da sociedade humana de colectores/caçadores, eram demarcados e defendidos. Assim, tanto nesse passado como nos dias de hoje este procedimento é semelhante e natural, como a própria essência do “existir” e do “ser”!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A questão do Farol e da soberania das Selvagens&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhRfzW4KCI/AAAAAAAAC2I/JlW6fUO-wr8/s1600-h/DSC02798.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339106965051680802" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhRfzW4KCI/AAAAAAAAC2I/JlW6fUO-wr8/s400/DSC02798.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Selvagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As Selvagens e os seus ilhéus foram sempre um obstáculo à navegação naquela área do Atlântico. A navegação nestas águas é extremamente perigosa, devido à existência de numerosas ilhotas e rochedos submersos a baixa profundidade, que “afiaram” com o efeito da ondulação ou da maré. Houve sempre a necessidade assinalar a presença das ilhas naqueles mares por força das rotas de navios que demandavam às Canárias e para o Hemisfério Sul, ou vice-versa.&lt;br /&gt;Segundo o Comandante Teixeira de Aguilar, na sua obra “&lt;em&gt;Faróis da Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens&lt;/em&gt;”, esta questão da segurança marítima e necessidade de construir um Farol nas Selvagens partiu por iniciativa do «país vizinho, em 1881, propondo que Portugal arcasse com metade das despesas decorrentes», e mais referia o texto que «dos antecedentes que existe no Ministério do Estado em Madrid, deduz-se claramente que não está determinado se a soberania da ilha pertence a Espanha ou a Portugal».&lt;br /&gt;O Governo Português, depois do parecer da Comissão de Faróis e Balizas, concordou com a construção do farol, sem pôr cm causa a soberania nas ilhas.&lt;br /&gt;Entretanto o proprietário das ilhas naquela época, Constantino Cabral de Noronha, emanou uma carta, onde manifestava, que «o governo espanhol deveria celebrar com ele e com os seus herdeiros um contrato para salvaguardar eventuais prejuízos».&lt;br /&gt;Pelo ano de 1887, o ministro de Estado de Espanha declarou concordar com a proposta do Governo Português e a 6 de Outubro de 1911 emanou outra resposta, dando conta que as «ilhas se consideram para todos os efeitos como compreendidas entre o arquipélago canário, portanto, a Chefia de Obras Públicas das Canárias e a do Serviço Central de Sinais Marítimos providenciarão de comum acordo a localização do farol».&lt;br /&gt;A reacção do Governo Português não se fez esperar, pela «manifesta confusão» do Governo de Espanha, e em resposta, Lisboa ouviu de Madrid que estavam «dispostos a tratar da questão das ilhas nos mais amigáveis termos».&lt;br /&gt;Em 1912, comunicava o ministro espanhol que seria tratada esta questão, reivindicando os direitos daquele país.&lt;br /&gt;A construção do farol ficou suspensa por falta de diálogo. Mas o curioso, é que, foram dadas instruções ao ministro da Marinha para «nada se praticar de definitivo com respeito á aquela farolagem enquanto se encontrar pendente a discussão entre os dois países sobre a propriedade das ilhas». Ou seja, «deduz-se que haveria dúvidas, mesmo ao nível governamental» por parte de Portugal, sobre a soberania das Selvagens, (&lt;em&gt;Referência - Jornal da Madeira, 14 de Outubro de 2001&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;A Comissão Permanente de Direito Marítimo Internacional atestou a soberania das ilhas em 1938 e foi colocado no planalto da Selvagem Grande, um marco Astronómico pela Missão Hidrográfica das Ilhas Adjacentes, neste mesmo ano. Esta Comissão de Direito Marítimo Internacional foi criada em 2 de Abril de 1924, «com objectivos da maior relevância no domínio do direito internacional marítimo e, em especial, com a vantagem de assegurar, por meio dela, a presença portuguesa no Comité Maritime International, com sede em Bruxelas, e ainda como meio propulsor em matéria legislativa relacionada com a actualização do direito marítimo interno».&lt;br /&gt;Na década de setenta do século anterior deu-se &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6444&amp;amp;fullsize=1"&gt;naufrágios&lt;/a&gt; de navios junto às Selvagens por falta de “&lt;a href="http://www.ancruzeiros.pt/anclfaroism.html"&gt;farolagem&lt;/a&gt;” destas ilhas. A responsabilidade de Portugal pela segurança marítima daquela área, foi posta em causa.&lt;br /&gt;A 6 de Junho de 1977 foi instalado o farol na &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6237&amp;amp;fullsize=1"&gt;Selvagem Grande&lt;/a&gt; (no cimo do Pico da Atalaia, Lat. 30º 08’.60 N, e Long. 15º 52’.18 W) e a 17 do mesmo mês, o da &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6225&amp;amp;fullsize=1"&gt;Pequena&lt;/a&gt; (no cimo do Pico do Veado, Lat. 30º 02'.04 N e Long. 16º 01’.56 W).&lt;br /&gt;A instalação foi efectuada pela Direcção de Faróis da Marinha, que presentemente é um organismo da Direcção-Geral da Autoridade Marítima, integrado no Ministério da Defesa Nacional.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A questão da soberania das Ilhas Selvagens foi sempre alvo de dúvidas (?), que actualmente, certamente estarão ultrapassadas pelo respeito mútuo e pelo &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.estig.ipbeja.pt/~ac_direito/dmarlegis.html"&gt;&lt;strong&gt;direito internacional&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;. Por laços históricos comuns, os Arquipélagos do Atlântico sempre estiveram e estarão ligados pelo &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/07/o-mar-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;&lt;strong&gt;MAR&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; que os une.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;“Uma notícia curiosa”&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhQ65R6TnI/AAAAAAAAC2A/lL4ErjC12jE/s1600-h/DSC02865.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339106330986303090" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhQ65R6TnI/AAAAAAAAC2A/lL4ErjC12jE/s400/DSC02865.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;(…)&lt;br /&gt;«Una noticia sumamente curiosa por muchos motivos es la que aparece en el “Correo de Tenerife” número 17 de 10 de Noviembre de 1808, y que dice lo siguiente»:&lt;br /&gt;«AVISO. La persona a quien acomode comprar las dos Islas llamadas Salvajes que pertenecen en propiedad libre a la familia portuguesa y casa de Cabral en la Isla de la Madera, puede dirigirse al Presbítero D. Miguel Cabral de Noroña, Capellan de Ejercito, residente en la Ciudad de La Laguna Capital de Tenerife, que este dirá con quién ha de tratarse, y en que terminos», (sic). Fonte: (&lt;em&gt;Madeira y Azores en los Primeros Periodicos Canarios (1750-1850), Juan José Laforet. Real Sociedad Económica de Amigos del País de Las Palmas&lt;/em&gt;.)&lt;br /&gt;(…)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A Lenda das Ilhas Selvagens&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhQcOR9O3I/AAAAAAAAC14/1nrLKBf9xXM/s1600-h/DSC02828.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339105804047694706" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhQcOR9O3I/AAAAAAAAC14/1nrLKBf9xXM/s400/DSC02828.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Selvagem Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto de José Santos)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;As &lt;a href="http://www2.crb.ucp.pt/historia/abced%C3%A1rio/feitorias/sem%20t%C3%ADtulo.bmp"&gt;Ilhas de Arguim&lt;/a&gt; desconhecidas da maior parte dos madeirenses, sempre contribuíram e alimentaram o “sebastianismo insular”, na visão das ilhas encantadas na salvação e refúgio de El-Rei D. Sebastião. Mas as Selvagens e o seu tesouro e as suas raridades ocultas contribuíram para a internacionalização destas Ilhas do Atlântico.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhQBOyDQMI/AAAAAAAAC1w/iBCoFnJu2JM/s1600-h/PICT0091.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339105340325839042" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhQBOyDQMI/AAAAAAAAC1w/iBCoFnJu2JM/s400/PICT0091.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(Nau Santa Maria de Colombo - no Porto do Funchal)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;O Tesouro do Pirata Kidd: o Temerário&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;«Um fabuloso tesouro pertencente à catedral de Lima, no Perú, escondido, nas Selvagens, pelo pirata Kidd, o Temerário. Levou-o àquelas paragens um navio espanhol vindo de Baltimore (E. U. A.), que o saqueou e a três navios mexicanos, e naufragou perto das Selvagens.&lt;br /&gt;O único sobrevivente expirou nas Canárias, revelando à hora da morte, a um marinheiro inglês, o segredo de que fora testemunha e também agente. O inglês, como bom patriota, não se conteve, ao regressar a Londres, de comunicar o facto ao Departamento da Marinha. Desde então sucederam-se as pesquisas nas Selvagens que foram cavadas e revolvidas pelos Morgados, seus primitivos donos, e por inúmeros argonautas e aventureiros. A. Mellersh, comandante da corveta inglesa “Rattler”, por exemplo, esteve quatro vezes nas Selvagens, nos anos de 1848 a 1851, à procura do velo de ouro tão cobiçado, em cuja empresa gastou umas 3.000 libras esterlinas. O próprio Almirantado inglês participou nesta tentativa, mandando a corveta “Myrmidow” fornecer água aos exploradores. O insucesso levou Mellersh a escrever ao cônsul britânico no Funchal, a 22 de Novembro de 1851, que 'têm sido feitas escavações em ambas as Ilhas (Pitão Grande e P. Pequeno), e acho poucas probabilidades de encontrar o tesouro, não obstante crer bem que ele esteja aqui enterrado'.&lt;br /&gt;Com a certeza desta realidade passou na Madeira, em 1923, o explorador inglês Sir Ernest Shakleton que, dirigindo-se ao Polo Sul, procurou, no Funchal, Luís da Rocha Machado, proprietário das Selvagens, a quem pediu autorização para pesquisar aquelas Ilhas, no regresso da sua viagem polar, dizendo-se portador de dados descobertos no Ministério da Marinha relativos ao tesouro de Kidd. A morte surpreendeu Shakeiton em viagem, e o tesouro continuou sepultado no fundo pitoresco da lenda ou da esperança duma ilusória realidade.&lt;br /&gt;Outros exploradores, nacionais e estrangeiros, têm demandado as Selvagens com igual fito e trazido de lá a mesma decepção.»&lt;br /&gt;(…)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;In Ilhas de Zargo&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;- O tesouro ainda continua nas Selvagens!?&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhOwfRH5_I/AAAAAAAAC1o/IutYESTIiuo/s1600-h/canarias-selvagens.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5339103953181730802" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShhOwfRH5_I/AAAAAAAAC1o/IutYESTIiuo/s400/canarias-selvagens.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 311px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Sub-arquipélago das Selvagens - &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Canárias&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto by web)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Post-Scriptum:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Códigos Postais das Ilhas Selvagens:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Selvagem Pequena&lt;br /&gt;9000-900 FUNCHAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Selvagem Grande&lt;br /&gt;9000-900 FUNCHAL&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Visitas à Reserva Natural das Ilhas Selvagens são condicionadas. Os pedidos são solicitados ao &lt;a href="http://www.pnm.pt/"&gt;Parque Natural da Madeira&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: #336666;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALBUQUERQUE, Luís de e VIEIRA, Alberto (1987). &lt;em&gt;O Arquipélago da Madeira no Século XV&lt;/em&gt;. Secretaria Regional do Turismo e Cultura. Funchal.&lt;br /&gt;ÂNGELA, Borges Gonçalves e NUNES, Rui Sotero (1990). &lt;em&gt;Ilhas de Zargo - Adenda&lt;/em&gt;. Câmara Municipal do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;FONSECA, Ana Mafalda Amador Garcia da, (2006). &lt;em&gt;Oferta Turística e Relação Turismo - Ambiente na Região Autónoma da Madeira&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Dissertação para obtenção do Grau de Mestre em Gestão Estratégica e Desenvolvimento do Turismo.&lt;/em&gt; Universidade da Madeira. Funchal.&lt;br /&gt;JARDIM, Roberto e FRANCISCO, David (2000). &lt;em&gt;Flora Endémica da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Múchia Publicações. Funchal.&lt;br /&gt;INSTITUTO Hidrográfico. &lt;em&gt;Carta Náutica&lt;/em&gt;. Arquipélago da Madeira N.º 33101.&lt;br /&gt;INSTITUTO Hidrográfico. &lt;a href="http://websig.hidrografico.pt/www/content/documentacao/hidromar/2003/Hidromar75.pdf"&gt;&lt;em&gt;Boletim&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Hidromar N.º 75, Jan/Fev 2003&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Paulo (1999). &lt;em&gt;A Conservação e Gestão das Aves do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas - Serviço do Parque Natural. Funchal.&lt;br /&gt;PEREIRA, Eduardo C. N. (1989). &lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;. 4.ª Edição. Câmara Municipal do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SARMENTO, A. Arthur, (1906). &lt;em&gt;As Selvagens&lt;/em&gt;. Officinas do Heraldo da Madeira. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-3322702948730859533?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/3322702948730859533/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=3322702948730859533&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3322702948730859533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3322702948730859533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/09/ilhas-selvagens.html' title='Salvages Ilhas Selvagens'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Shl7zfiXHSI/AAAAAAAAC5w/8-RPYMqQKQU/s72-c/Madeira_Canarias+-A.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-645739599101333102</id><published>2010-10-04T17:57:00.027+01:00</published><updated>2010-12-03T11:50:49.448Z</updated><title type='text'>Bugio (Ilha do), Bugia (Fonte da) e Bugiaria (Sítio da)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKnzJ0Q-CZI/AAAAAAAAD_s/zocHvg6v-tA/s1600/DSC0001.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="262" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKnzJ0Q-CZI/AAAAAAAAD_s/zocHvg6v-tA/s400/DSC0001.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Bugio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Foto do &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Serviço do Parque Natural da Madeira)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gaspar Furtuoso (1522 - 1591), nas &lt;em&gt;Saudades da Terra&lt;/em&gt;, ao descrever «&lt;em&gt;o descobrimento das ilhas chamadas desertas, e cujas são e do que nelas há, e de algumas coisas de outras duas ilhas chamadas salvages&lt;/em&gt;» e sobre a Ilha Deserta, diz-nos o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(…) «Apegado com esta o terço de meia légua jaz outra ilha, mais pequena e estreita para a banda do mar, de uma légua, ou pouco mais, de comprido, que também tem gado miúdo e fina urzela, de que se tira proveito: chama-se &lt;strong&gt;Cu de Bugio&lt;/strong&gt;, pela aparência que disso tem quem bem olhar da ilha Deserta, que mais parece calos deste animal que ilha, nome posto pelos antigos, sem mais outra razão alguma; onde se criam muitas cabras bravas nas rochas, que, a tempos, vão tomar com cães. (…). Ainda mais adiciona Gaspar Furtuoso que: «Da baía da cidade do Funchal, da ilha da Madeira, ao &lt;strong&gt;Cu de Bugio&lt;/strong&gt;, que está com ela noroeste-sueste, haverá treze léguas, e a Deserta com &lt;strong&gt;Cu de Bugio&lt;/strong&gt; está norte e sul e noroeste sueste com a ilha da Madeira, e são seis léguas antre ela e a mesma ilha da Madeira; e desta Deserta ao ilhéu Chão está um canal estreito, por onde não passam senão barcos pequenos, o qual ilhéu está também na mesma rota de noroeste sueste com a ilha da Madeira. Ao sul da ilha da Madeira, antre ela e as Canárias, que todas demoram dela (como disse), pouco mais ou menos, do sul até o sueste, estão em trinta graus duas ilhas, que se chamam as Salvagens (sic), por serem ermas e desconversáveis, assim de navegação como de gente, e uns perigosos baixos, em distância de trinta léguas da mesma ilha da Madeira e três léguas antre si uma da outra; as quais pode ser que serão do número das doze que diz João de Barros que se dizem Canárias. Terá cada uma compridão de meia légua. A que está da banda do sudoeste, que é a mais pequena, tem muitos baixos, e quem quiser passar por antre elas achegue-se bem à ilha da banda do nordeste, que é a maior, sem medo, e não terá perigo. Estão norte e sul com o &lt;strong&gt;Cu de Bugio&lt;/strong&gt;.» (…)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn0AJmTY0I/AAAAAAAAD_w/PLGcjo91GqQ/s1600/DSC02316.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="281" px="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn0AJmTY0I/AAAAAAAAD_w/PLGcjo91GqQ/s400/DSC02316.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Arco da Calheta - Fonte da Bugia - Calheta&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Foto do autor&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Dicionário da Língua Portuguesa, 6.ª Edição, da Porto Editora (Costa e Melo, 1990), o termo «bugio» provem do árabe vulgar, «buyíya, nome da cidade africana de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Bugia"&gt;Bugia&lt;/a&gt;» (Bougie ou Béjaïa em francês), localizada no litoral da &lt;a href="http://maps.google.com/maps?f=q&amp;amp;source=s_q&amp;amp;hl=pt-PT&amp;amp;geocode=&amp;amp;q=Cab%C3%ADlia&amp;amp;sll=31.278551,18.468018&amp;amp;sspn=3.961871,8.4375&amp;amp;ie=UTF8&amp;amp;ll=36.746587,5.071392&amp;amp;spn=0.058046,0.131836&amp;amp;t=h&amp;amp;z=13"&gt;Argélia&lt;/a&gt; «donde os macacos eram originários» e desta forma apelidados pelo topónimo argelino. «Bugia» é a fêmea do macaco africano denominado de «bugio». Neste contexto, o termo «bugio» é sinónimo de macaco. Por outro lado, segundo os mesmos autores, «bugia», analogamente, poderá significar uma pequena «vela de cera» em virtude de este produto ser originário da citada cidade argelina (Costa e Melo, 1990). A cera importada desta cidade fazia parte das rotas comerciais mediterrânicas e daí os franceses apelidar as velas de &lt;em&gt;bougie&lt;/em&gt;, igualmente, com origem no mesmo topónimo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Poderemos ainda acrescentar, salvo melhor opinião, que as palavras «bugio» e «bugia» fizeram parte da cultura mediterrânica e portuguesa. A prova disso é que o termo «bugiada» poderá designar uma «porção de bugios» ou uma «macacaria». Uma «bugiaria», poderá designar: «gestos de bugio; macaquice; bugiganga; ninharia» (Costa e Melo, 1990). Assim sendo, o topónimo argelino, fez parte da linguagem dos portugueses para classificar tudo o que fosse parecido com o «bugio» ou macaco, tanto na sua aparência como na sua conduta. O termo «bugio» e os seus derivados, caíram em desuso através dos séculos, mas foi guardado na toponímia continental e insular, assim como, no mundo que fala o português. Poderemos dar exemplos, como topónimo continental: a &lt;a href="http://www.portuguesesnomundo.com/localidade.asp?l=35408"&gt;Bugia&lt;/a&gt;, no concelho de Fornos de Algodres, Guarda, e como topónimos insulares: a Fonte da Bugia, Arco da Calheta, Calheta; o sítio da Bugiaria, São Roque, Funchal;&amp;nbsp;a Ilha do Bugio, Ilhas Desertas, Funchal. Ainda poderemos encontrar o uso do termo atrás citado nas tradições populares portuguesas, como a &lt;a href="http://www.bocc.ubi.pt/pag/_texto.php?html2=pinto-manuel-bugiada.html"&gt;Festa&lt;/a&gt; da &lt;em&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_da_Bugiada"&gt;Bugiada&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. Esta festa realiza-se anualmente, no Sobrado, Valongo no dia 24 de Junho, de a invocação a São João. Até o «corpulento macaco americano, com o queixo barbado» foi apelidado de &lt;em&gt;Bugio&lt;/em&gt;, no Brasil onde também é conhecido por barbado, guariba, etc., para além do citado termo ser usado como &lt;a href="http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/04/509894-recuperacao+da+orla+da+bugia+em+conceicao+da+barra+e+sonho+antigo+de+moradores.html"&gt;topónimo&lt;/a&gt; neste país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, não poderemos estranhar que chegando os primeiros navegadores portugueses ao arquipélago madeirense, ao olharem para as Ilhas Desertas, a última destas para os lados do sul, chamaram de «&lt;strong&gt;Cu&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;de Bugio&lt;/strong&gt;, pela aparência que disso tem quem bem olhar da Ilha Deserta, que mais parece calos deste animal que ilha, nome posto pelos antigos», como nos narra Gaspar Furtuoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TLBtBjrB08I/AAAAAAAAEAY/Av2o3jSti5Q/s1600/DSC05851.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ex="true" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TLBtBjrB08I/AAAAAAAAEAY/Av2o3jSti5Q/s400/DSC05851.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;São Roque - Sítio da Bugiaria -&amp;nbsp;Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Foto do autor&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ilhas Desertas: o Bugio&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg7CZKZSeJI/AAAAAAAACzI/lTCLKk3Jy8k/s1600-h/img034.jpg"&gt;Desertas&lt;/a&gt; são ilhas oceânicas de origem vulcânica com a idade de cerca de 3,5 milhões de anos, segundo os especialistas. No início da sua formação eram uma única ilha ao que parece. São parte integrante do mesmo edifício vulcânico que formou a &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/04/madeira-e-selvagens-enquadramento.html"&gt;Ilha da Madeira&lt;/a&gt;. Ainda mais poderemos acrescentar que, as Ilhas Desertas são o resultado dos últimos períodos da actividade vulcânica na Madeira. Depois de cessada essa actividade vulcânica, as ilhas foram&amp;nbsp;assumindo até os nossos dias o actual aspecto geomorfológico com a colaboração dos agentes erosivos. A sua orografia é resultante da sua constituição geológica aliada à permanente acção do &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/07/o-mar-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;mar&lt;/a&gt; conhecida por &lt;em&gt;abrasão marinha&lt;/em&gt;. Em consequência deste fenómeno, actualmente, estão separadas por &lt;em&gt;boqueirões&lt;/em&gt;. As Desertas são constituídas por formações basálticas, tufos e escórias vulcânicas (Carvalho e Brandão, 1991). Estas ilhas adjacentes à Ilha da Madeira, pelo prolongamento da Ponta de São Lourenço, acompanharam desde sempre a sua história. Desde o reconhecimento e povoamento que&amp;nbsp;foram parte integrante da Madeira por lhe serem próximas. São observadas a partir do Funchal, a uma distância de cerca de 22 milhas náuticas. Das três ilhas que compõem este sub-arquipélago da Madeira e muito idêntica à Deserta Grande, a Ilha do Bugio, é a mais acidentada e recortada das ilhas. É comprida e estreita com a forma de um arco encurvado de norte para sudeste e tem uma superfície de 3 km2. Estende-se ao longo de 7500 metros de comprimento desde a Ponta do Cágado, a norte, à Ponta da Agulha, a sul e atinge a largura máxima de 700 metros. A altitude máxima é de 388 metros. A linha de costa é irregular e orlada por vezes por estreitas e pequenas praias de calhau rolado. Existem também várias grutas ao longo da costa (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005). A sul da Ilha do Bugio existe um pequeno farol.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn6Q1EeuzI/AAAAAAAAD_8/BCuJu9Ru-wk/s1600/IMG_7982.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="296" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn6Q1EeuzI/AAAAAAAAD_8/BCuJu9Ru-wk/s400/IMG_7982.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Bugio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Visto da &lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Deserta - foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/06/clima-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;clima&lt;/a&gt; das Ilhas Desertas é classificado de temperado oceânico, em parte devido à sua situação oceânica. Nestas Ilhas, amplitudes térmicas do ar são reduzidas, e igualmente, as variações da temperatura da água do mar são diminutas ao longo do ano. Esta, pode atingir temperaturas da ordem dos 24°C no Verão e dos 17°C no Inverno (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005). As precipitações são pouco abundantes e as ilhas só são atingidas por fortes chuvas quando as tempestades que se formam no Atlântico vindas de sul e de sudoeste atingem a Madeira. O vento dominante é dos quadrantes norte e nordeste. Em termos oceanográficos, as Ilhas Desertas estão sob a influência da corrente fria das Canárias, que constitui um braço descendente da corrente do Golfo. As correntes marítimas fazem-se sentir mais na Deserta Grande do que no Ilhéu Chão e no Bugio (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn7fd7GuoI/AAAAAAAAEAA/eL4Im4Z9OIg/s1600/IMG_7901.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" px="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn7fd7GuoI/AAAAAAAAEAA/eL4Im4Z9OIg/s400/IMG_7901.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Bugio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(F&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;oto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A flora das Ilhas Desertas é abastada em plantas específicas da Macaronésica, onde apresenta exclusividades madeirenses e três endemismos da Deserta Grande, uma hepática (&lt;em&gt;Frullania sergiae&lt;/em&gt;) e duas espermatófitas (&lt;em&gt;Sinapidendron sempervivifolium e Musschia isambertoi&lt;/em&gt;). A flora vascular é constituída por cerca de 200 espécies indígenas e naturalizadas. Das indígenas, 30 (15%) são endemismos da Ilha da Madeira e 19 (10%) são endémicas da Macaronésia, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005). Existem grupos de plantas e vestígios de outras que, em outros tempos, teriam tido a maior área de expansão. Nas escarpas rochosas é possível encontrar árvores e arbustos, que indiciam a existência no passado de matas ou comunidades florestais (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005). Os primeiros estudos sobre a vegetação das Ilhas Desertas foram efectuadas por Richard Thomas Lowe em 1868.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Bugio apresenta menor variedade vegetal. No seu litoral existem extensas áreas dominadas por &lt;em&gt;Calendula maderensis&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Bassia tomentosa&lt;/em&gt;, associadas a outras plantas halófilas como as barrilhas &lt;em&gt;Mesembryanthemum crystallinum, M. nodiflorum&lt;/em&gt;, e &lt;em&gt;Suaede vera&lt;/em&gt;. Nas suas escarpas rochosas predominam os líquenes, principalmente de urzela, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005), outrora, foram exploradas para o uso na indústria tintureira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn9ezFfXSI/AAAAAAAAEAE/OKiLxX654aU/s1600/IMG_7992.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKn9ezFfXSI/AAAAAAAAEAE/OKiLxX654aU/s400/IMG_7992.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Formações rochosas&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Historicamente, foram introduzidos nas Ilhas Desertas três grupos de vertebrados: a cabra (&lt;em&gt;Capra hircus)&lt;/em&gt;, o coelho (&lt;em&gt;Oryctolagus cuniculus)&lt;/em&gt; e o murganho (&lt;em&gt;Mus musculus)&lt;/em&gt;. A introdução dos dois primeiros, provavelmente no século XV, deveu-se às tentativas de colonização destas ilhas pelos madeirenses. Estes animais conduziram à degradação do coberto vegetal, principalmente, na Deserta Grande e no Bugio, desenvolvendo erosão das ilhas. No Bugio a cabra também foi introduzida, provavelmente oriunda das Ilhas Canárias. No âmbito do projecto LIFE “SOS Freira do Bugio”, estão consideradas medidas para a monitorização dos herbívoros naquela Ilha, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda relativamente à fauna vertebrada, o lobo-marinho é a espécie mais importante e simbólica das Ilhas Desertas, assim como, várias espécies de aves marinhas que nidificam nas Desertas, que se incluem nas ordens &lt;em&gt;Procellariiformes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Charadriiforme&lt;/em&gt;s. Nos &lt;em&gt;Procelariformes&lt;/em&gt; (aves marinhas pelágicas) incluem-se a cagarra (&lt;em&gt;Calonectris diomedea borealis)&lt;/em&gt;, a alma-negra (&lt;em&gt;Bulweria bulwerii)&lt;/em&gt;, o roque-de-castro (&lt;em&gt;Oceanodroma castro)&lt;/em&gt;, o pintainho (&lt;em&gt;Puffinus assimilis baroli)&lt;/em&gt; e a freira do Bugio &lt;em&gt;(Pterodroma feae)&lt;/em&gt;. Nos &lt;em&gt;Charadriformes&lt;/em&gt;, temos as aves marinhas não pelágicas onde se incluem a gaivota-de-patas-amarelas (&lt;em&gt;Larus michahellis)&lt;/em&gt; e o garajau-comum (&lt;em&gt;Sterna hirundo)&lt;/em&gt;, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005). No Bugio nidifica a endémica freira do Bugio, uma das aves mais ameaçadas a nível mundial. A Deserta Grande suporta a maior colónia de alma-negra do Atlântico e possivelmente do Mundo, desempenhando um papel vital para a conservação desta espécie. Algumas das espécies de aves que ocorrem nas Desertas constam do anexo I da &lt;a href="http://europa.eu/legislation_summaries/environment/nature_and_biodiversity/l28046_pt.htm"&gt;Directiva 79/409/CEE&lt;/a&gt; - Tabela 5, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKoASZA0DmI/AAAAAAAAEAM/zSPbWwWr0hw/s1600/DSC02291.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKoASZA0DmI/AAAAAAAAEAM/zSPbWwWr0hw/s400/DSC02291.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Bugio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Visto do Funchal - f&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;oto do autor&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outras espécies de animais de interesse comunitário (anexo B-IV), são protegidas e a sua captura ou colheita na natureza e exploração são objecto de medidas de gestão (anexo B-V), são: todas as espécies de cetáceos; a lagartixa (&lt;em&gt;Teira dugesii mauli)&lt;/em&gt;; e o molusco (&lt;em&gt;Discus guerinianus)&lt;/em&gt;, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As Ilhas Desertas encontram-se legalmente protegidas desde 1990, passando em 1995 a Reserva Natural. Em 1992, foram classificadas de Reserva Biogenética pelo Conselho da Europa, como reconhecimento do grande interesse do seu Património Natural. São igualmente uma “Important Bird Area” (IBA), uma Zona de Protecção Especial (ZPE). Desde Dezembro de 2001 são um Sítio da Rede Natura 2000, (Serviço do Parque Natural da Madeira, 2005).&lt;br /&gt;As &lt;a href="http://www.madeiranature.com/index/cms/page/-/page/Ilhas%2BDesertas/lang/pt"&gt;Ilhas Desertas&lt;/a&gt; estão situadas no Atlântico Norte, entre os paralelos 32º 24' 05" e 32º 35' 20"&amp;nbsp;N e os meridianos 16º 27' 45" e 16º 32' 30" W.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKoCxHWTXbI/AAAAAAAAEAQ/9QtFAiXWq2g/s1600/DSC02295.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKoCxHWTXbI/AAAAAAAAEAQ/9QtFAiXWq2g/s400/DSC02295.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;strong&gt;Deserta e Bugio&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Vistas do Funchal - foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARVALHO, A. M. Galopim de e BRANDÃO, José M. (1991). &lt;em&gt;Geologia do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia) da Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;br /&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários "Editora". 6.ª Edição, Porto Editora Lda. Porto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FRUTUOSO, Gaspar (1522-1591). &lt;em&gt;Saudades da Terra&lt;/em&gt;. Livro II, Doutor Gaspar Frutuoso. [Palavras prévias de João Bernardo de Oliveira Rodrigues] - Nova edição de 1998. Instituto Cultural de Ponta Delgada. Ponta Delgada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INSTITUTO Hidrográfico. &lt;em&gt;Carta Náutica&lt;/em&gt;. Arquipélago da Madeira N.º 33101.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;JARDIM, Roberto e FRANCISCO, David (2000). &lt;em&gt;Flora Endémica da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição, Múchia Publicações. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NEVES, Henrique Costa e VALENTE, Ana Virgínia (1992). &lt;em&gt;Conheça o Parque Natural da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional da Economia. Parque Natural da Madeira. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;OLIVEIRA, Paulo (1999). &lt;em&gt;A Conservação e Gestão das Aves do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas. Serviço do Parque Natural. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SECRETARIA Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais (2005). &lt;em&gt;As Ilhas Desertas&lt;/em&gt;. Serviço do Parque Natural da Madeira. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército. (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-645739599101333102?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/645739599101333102/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=645739599101333102&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/645739599101333102'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/645739599101333102'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/10/bugio-ilha-do-bugia-fonte-da-e-bugiaria.html' title='Bugio (Ilha do), Bugia (Fonte da) e Bugiaria (Sítio da)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TKnzJ0Q-CZI/AAAAAAAAD_s/zocHvg6v-tA/s72-c/DSC0001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-446638766057710754</id><published>2010-08-08T21:56:00.017+01:00</published><updated>2010-08-12T09:50:37.493+01:00</updated><title type='text'>BATALHÃO (Sítio do)</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8MrVqII7I/AAAAAAAAD9U/1HCg4NupK74/s1600/DSC00394.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8MrVqII7I/AAAAAAAAD9U/1HCg4NupK74/s400/DSC00394.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Igreja de Santa Maria Madalena, vista do sítio do Batalhão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por 1817, descrevia-nos Paulo Dias de Almeida na sua “&lt;em&gt;Descrição da Ilha da Madeira&lt;/em&gt;”, a Povoação do Porto do Moniz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«É este o melhor porto que se encontra ao norte da Ilha e ali é onde qualquer barco da costa corrido do tempo acha abrigo. A povoação está espalhada pelo alto, nos magníficos terrenos de Santa Maria Madalena.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os habitantes mais ricos têm as suas propriedades em baixo, no porto, e ali têm os armazéns, mas que não é defendido. Um pequeno forte triangular que ali têm, de nada serve por se achar muito arruinado (…).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os domingos juntam-se os milicianos e as ordenanças com os seus dardos para o exercício, o qual não passa da chamada Revista; andar à direita e à esquerda; marchar por um quarto de hora, e eis aqui acabado o exercício. O Ajudante tem todo o cuidado em que os homens apareçam para os dispensar do exercício, de que lhe resulta interesse, assim como 100 reis de limpeza da arma, que cada um paga, estando elas carcomidas de ferrugem (digo porque observei isto, e não só nesse distrito, mas em quase todos), (Rui Carita, 1982)».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8NjpRsQZI/AAAAAAAAD9c/tzXEo6gzyAI/s1600/DSC00397.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8NjpRsQZI/AAAAAAAAD9c/tzXEo6gzyAI/s400/DSC00397.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Caminho do Batalhão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo A. Sarmento (1953), na freguesia do Porto do Moniz «um sítio no planalto» recorda a «formação e revista de alardo, que conserva o nome de - Batalhão».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Citando Adriano Ribeiro (1996), «a designação de Batalhão, como lugar provido de meios de defesa, onde por vezes, se treinava uma força de milícia, remonta (…), ao século XVII.» Ainda segundo este mesmo autor, este lugar «deixou de ser operativo com a construção do reduto. Toda aquela área passou a ser de plantio. Em 1775, António de Brás Sequeira adquiriu, a Manuel Rodrigues Marques, um foro imposto numa fazenda semeadiça, onde chamavam o &lt;em&gt;batalham&lt;/em&gt;.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, e por aquilo que foi anteriormente citado, o lugar na freguesia do Porto do Moniz onde se realizavam os exercícios militares no século XVII, ficou presente na reminiscência colectiva pelo topónimo: BATALHÃO.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8N6VstsxI/AAAAAAAAD9k/BdmnTX4RECE/s1600/DSC00404.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8N6VstsxI/AAAAAAAAD9k/BdmnTX4RECE/s400/DSC00404.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;O Forte do Porto do Moniz ou Forte de São João Baptista&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8OedpdX6I/AAAAAAAAD9s/1HQw4s911_Y/s1600/DSC04485.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8OedpdX6I/AAAAAAAAD9s/1HQw4s911_Y/s400/DSC04485.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(&lt;a href="http://www.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5520-1A-12A-16.jpg"&gt;Forte&lt;/a&gt; do Porto do Moniz - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo os autores do Elucidário, na freguesia do Porto do Moniz, a «tradição que o lugar destinado à edificação da igreja paroquial foi escolhido em atenção a circunstância de a colocar mais ao abrigo dos assaltos dos corsários, o que não repugna acreditar. Os mouros das costas de Marrocos assaltaram por vezes a ilha do Porto Santo e algumas povoações do litoral madeirense, sendo de presumir que o Porto do Moniz não escapasse à rapina dos corsários, por ser uma das localidades da Madeira que para eles mais próximo ficava do seu ponto de partida, embora não tenhamos notícias seguras destes assaltos dos piratas marroquinos.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda mais acrescentam os mesmos autores que, (…) «no alto da vila, no lugar chamado a Pedra Mole, se podem ainda hoje observar os restos de furnas cavadas na argila, onde consta que as pessoas mais abonadas da terra escondiam as suas alfaias e objectos de valor, quando os corsários se aproximavam da costa. Para impedir estas incursões e afastar os navios de corso, construiu-se nesta freguesia uma fortaleza, que era a melhor da costa do norte, segundo afirma o anotador das Saudades. Foi o capitão Manuel Rodrigues Ferreira Ferro, (…) que custeou todas as despesas com a construção deste forte, tendo apenas o Estado contribuído com as peças e mais apetrechos do seu artilhamento. Tinha o nome de São João Baptista (…).»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8O9FeiL8I/AAAAAAAAD90/toiXzj36XdA/s1600/DSC04514.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8O9FeiL8I/AAAAAAAAD90/toiXzj36XdA/s400/DSC04514.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Rua da Vila do Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Ainda podemos ver um dos antigos armazéns - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Igualmente, diz-nos A. Sarmento (1953) que, «a antiga igreja alpendrada de Nossa Senhora da Conceição, junto ao porto, foi por vezes saqueada pelos mouros, e a povoação de baixo, ao alarme, galgava aos montes, escondendo haveres a pressa em matamorras, covas disfarçadas ou em furnas abertas pelos tufos brandos. Quando uma nova igreja se edificou de 1660 a 1668, em sítio mais recolhido, estava assegurada a defesa da localidade pelas medidas do capitão-general, Bartolomeu de Vasconcelos, que proveu de armamento os lugares mais expostos.» Ainda segundo o mesmo autor, «para o forte de São João Baptista sobre o arrife do porto, contribuíram as ordenanças com trabalho, e muito dispendeu o morgado Ferreira Ferro, capitão-mor da localidade. Era o melhor reduto da costa norte. Em 1730 tinha por condestável Manuel Lopes da Silva encarregado da defesa com três peças de ferro.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De acordo com o Livro de Carga da Fortificação (Arquivo Histórico da Madeira, ARM), o Forte do Porto do Moniz era nos princípios do século XVIII um simples reduto, (termo de entrega de 11 de Novembro de 1730), devendo ter sido construído por esta altura, conforme vem no mesmo livro expresso:«&lt;em&gt;por ordem do Senhor Governador e Capitão General Dom Felipe de Arcam Mascarenhas se fortificou o dicto reducto para mais prontidão da defeza do dicto lugar&lt;/em&gt;», segundo Rui Carita, (1982).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8PmnPMkoI/AAAAAAAAD98/Y8JnVf9v79M/s1600/DSC04487.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8PmnPMkoI/AAAAAAAAD98/Y8JnVf9v79M/s400/DSC04487.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Costa norte da Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Observada junto ao Forte do Porto do Moniz&amp;nbsp;- foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda de acordo com Rui Carita (1990), esta fortificação «ter-se-á construído antes de 1717 um pequeno reduto fortificado, talvez semelhante ao levantado no Porto da Cruz, sob as ordens do capitão Manuel Rodrigues Ferreira Ferro e sob a invocação de São João Baptista.» Segundo o mesmo autor, o «local alcantilado por excelência e de população bastante dispersa, não sentiu especial necessidade de defesa ao longo dos séculos XVI e XVII. No entanto, com a vigência do governador Duarte Sodré de Pereira, fidalgo e mercador de grandes interesses comerciais e que viria depois a ser governador de Mazagão, foi ordenada a fortificação deste porto do Norte da Ilha.»&lt;br /&gt;Na verdade, este primeiro forte não passou a um pequeno reduto, que só ao longo do tempo foi sendo concluído. E, «assim rezava a lápide que existia sobre a entrada: “ESTE FORTE. SE FEZ POR ORDEM DE EL REI NOSSO SENHOR, O SR. D. JOÃO 5.º, SENDO GOVERNADOR E CAPITÃO GENERAL DESTA ILHA O EXMO. CONDE DE SÃO MIGUEL E PROVEDOR DA FAZENDA REAL E SUPERINTENDENTE DAS FORTIFICAÇÕES MANUEL TEIXEIRA DE CASTRO (E) DE CUJA OBRA FOI INSPECTOR PELO DITO SENHOR O CAPITÃO CABO DELE, FRANCISCO FERREIRA FERRO, FILHO DO SARGENTO MOR DO MESMO NOME. (no) ANO DE 1758”, (Rui Carita 1990)».&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF_6ueFe5fI/AAAAAAAAD-s/UuVyNrQAc3M/s1600/DSC04502.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF_6ueFe5fI/AAAAAAAAD-s/UuVyNrQAc3M/s400/DSC04502.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Antigas “&lt;a href="http://www.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5520-1A-12A-16.jpg"&gt;salinas&lt;/a&gt; naturais” do Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Junto ao Forte do Porto do Moniz - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Até ao século XIX, toda a costa Norte da Ilha era profundamente isolada, só mantendo contactos com a costa sul no Verão e pelo mar. Assim, dizia-nos Paulo Dias de Almeida, quando fez a sua inspecção, em 1817, como já citamos nos parágrafos anteriores, sobre o Porto do Moniz:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«É este o melhor porto que se encontra ao norte da Ilha e ali é onde qualquer barco da costa corrido do tempo acha abrigo. (…) Os habitantes mais ricos têm as suas propriedades em baixo, no porto, e ali têm os armazéns, mas que não é defendido. Um pequeno forte triangular que ali têm, de nada serve por se achar muito arruinado (…), qualquer corsário esperto podia chegar-se ao porto, dar fundo, e saquear os armazéns, porque não é defendido. Um pequeno forte triangular que ali têm, de nada serve por se encontrar muito arruinado. Tem uma peça de 4 em bom estado, e 6 de calibre 6, mas reprovadas e no chão sem reparo. A casa das armas abateu-se e têm 29 espingardas, mas umas sem fechos, outras com as coronhas podres e o correame no mesmo estado (...). É aqui onde deviam estabelecer Vila, desanexando-a de S. Vicente em razão da falta de comunicação, por que estes povos se vêm obrigados a lá ir por mar, ou a atravessar o Paul da Serra, e que no Inverno é quase intransitável, só sendo feito com muito risco, principalmente em tempo de neve.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente o Forte do Porto do Moniz ou Forte de São João Baptista, propriedade da Câmara Municipal do Porto do&amp;nbsp;Moniz,&amp;nbsp; e sendo reconstruído por esta, foi nele sedeado o &lt;a href="http://www.aquariodamadeira.com/"&gt;Aquário da Madeira&lt;/a&gt; que abriu ao público no dia 4 de Setembro de 2005. Neste Aquário convivem 70 espécies marinhas diferentes que habitam no&amp;nbsp;mar madeirense, repartidas por 11 tanques de exposição. O maior tanque abarca «cerca de 500 mil litros de água salgada».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8QzqUD5II/AAAAAAAAD-E/z--qpND__Ak/s1600/DSC00408.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8QzqUD5II/AAAAAAAAD-E/z--qpND__Ak/s400/DSC00408.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Vila do Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;A freguesia do Porto do Moniz: origem do nome&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8RWRIgpbI/AAAAAAAAD-M/ZJDSspaRvOY/s1600/DSC00416.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8RWRIgpbI/AAAAAAAAD-M/ZJDSspaRvOY/s400/DSC00416.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Piscinas naturais do Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A freguesia do Porto do Moniz, com os seus principais sítios: da Vila, Lamaceiros, Junqueira, Levada Grande, Batalhão, Ribeirinho, Pico Alto, Santa (Santa Maria Madalena), Fazenda e Pombais, é uma das mais antigas freguesias do norte da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desconhece-se a «época precisa em que se iniciou a sua primitiva colonização, mas não deve ter sido muito posteriormente ao princípio do terceiro quartel do século XV», segundo Silva e Meneses (1946).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda segundo os mesmos autores, «Francisco Moniz, o Velho, é dado como um dos seus mais antigos povoadores, devendo, porém, entender-se que foi ele um dos primeiros que ali teve terras de sesmaria e o primeiro que neste lugar constituiu um núcleo importante de moradores com a fazenda povoada que estabeleceu (…).» Igualmente, segundo Rui Carita (1990), «foi Francisco Moniz, o Velho, ou seu filho homónimo, que fundaram antes de 1533, data da sua morte, uma capela de Nossa Senhora da Conceição, à volta da qual se veio a formar a povoação e que depois foi sede de paróquia, sendo o documento mais antigo a citá-la o alvará de 1574, que ainda fala da povoação da Ponta do Tristão, e o alvará de 1577, que é o primeiro a citar o Porto do Moniz» (Rui Carita 1990).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Porto do Moniz foi sede de concelho em 1835, desmembrando-se da vila de São Vicente, criada em 1743», (Rui Carita 1990).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8R4LrnuUI/AAAAAAAAD-U/iHlkh_aq8hw/s1600/DSC00409.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="300" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8R4LrnuUI/AAAAAAAAD-U/iHlkh_aq8hw/s400/DSC00409.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem foto&amp;nbsp;anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No contexto do anterior parágrafo, acrescentam os autores do Elucidário Madeirense (Silva e Meneses, 1946), que aquela localidade era «conhecida inicialmente por a Ponta do Tristão, e abrangia os terrenos que correspondem às actuais freguesias do Seixal, Ribeira da Janela, Porto do Moniz, Achadas da Cruz, e talvez ainda uma parte da Ponta do Pargo. Fundada a capela de Nossa Senhora da Conceição, teve então o nome da mesma capela com o acrescentamento da Ponta do Tristão, afirmando o erudito anotador das Saudades ser assim denominada esta freguesia na carta régia de 12 de Março de 1574. Diz ainda o Dr. Álvaro de Azevedo que, &lt;em&gt;na carta de 1 de Março de 1577, já lhe é dado o nome de Porto do Moniz, que foi o que prevaleceu e perdurou&lt;/em&gt;.»&lt;br /&gt;Por outro lado e de um modo concludente, aclara-nos João Adriano Ribeiro (1996) da seguinte forma: «As terras do Porto do Moniz e da Ribeira da Janela foram dadas de sesmarias a João Lourenço que se empenhou em tornar o solo arável e produtivo. Este povoamento foi continuado pelo seu filho, Francisco Moniz, que iria dar o nome àquela localidade.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8SY-9tgjI/AAAAAAAAD-c/vyYOZk9le7U/s1600/DSC04522.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8SY-9tgjI/AAAAAAAAD-c/vyYOZk9le7U/s400/DSC04522.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Igreja matriz&amp;nbsp;de Nossa Senhora da Conceição&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Vila do Porto do Moniz - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim sendo, esta localidade sempre se denominou por &lt;em&gt;Porto do Moniz&lt;/em&gt; e não erradamente como actualmente&amp;nbsp;a designam por “&lt;em&gt;Porto Moniz&lt;/em&gt;”. Desconhece-se o motivo do desaparecimento da preposição “&lt;em&gt;do&lt;/em&gt;”. E, poderemos apontar novamente João Adriano Ribeiro (1996), na sua distinta e recente&amp;nbsp;obra: &lt;em&gt;Porto do Moniz: Subsídios para a História do Concelho&lt;/em&gt;, edição da Câmara Municipal do Porto do Moniz, que escreve sempre “&lt;em&gt;Porto do Moniz&lt;/em&gt;” e não “&lt;em&gt;Porto Moniz&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora entendemos que a toponímia tenha a sua evolução natural, poderemos a todo tempo rectificá-la, e assim salvaguardamos a sua origem histórica: a «Francisco Moniz, o Velho», e ao «seu filho homónimo», um dos primeiros sesmeiros desta freguesia e ao alvará de 1577, que é o primeiro a citar o “&lt;em&gt;Porto do Moniz&lt;/em&gt;”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nós, e salvo melhor opinião, entendemos que devemos denominar uma das mais nobres freguesias do norte da Madeira pelo topónimo de origem: PORTO DO MONIZ.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8Ux9ukGoI/AAAAAAAAD-k/NJ0x-b1qvwM/s1600/DSC04519.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" bx="true" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8Ux9ukGoI/AAAAAAAAD-k/NJ0x-b1qvwM/s400/DSC04519.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Porto do Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARITA, Rui (1982). &lt;em&gt;Paulo Dias de Almeida, Tenente Coronel do Real Corpo de Engenheiros e a Descrição da Ilha da Madeira de 1817/1827&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Turismo e Cultura. Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARITA, Rui (1999 - 2008). &lt;em&gt;História da Madeira&lt;/em&gt;. 2.ª Edição. Secretaria Regional da Educação. Volume IV. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FRUTUOSO, Gaspar (1522-1591). &lt;em&gt;Saudades da terra. Livro II, Doutor Gaspar Frutuoso&lt;/em&gt;. [Palavras prévias de João Bernardo de Oliveira Rodrigues] - Nova edição de 1998. Instituto Cultural de Ponta Delgada. Ponta Delgada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NORONHA, Henrique Henriques de (1996). &lt;em&gt;Memórias seculares e eclesiásticas para a composição da história da diocese do Funchal na Ilha da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional do Turismo e Cultura. Centro de Estudos de História do Atlântico. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;RIBEIRO, João Adriano (1996). &lt;em&gt;Ilha da Madeira - Roteiro Histórico Marítimo&lt;/em&gt;. Edição, Centro Treino Mar. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;RIBEIRO, João Adriano (1996). &lt;em&gt;Porto do Moniz: Subsídios para a História do Concelho&lt;/em&gt;. Edição da Câmara Municipal do Porto do Moniz. Porto do Moniz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SARMENTO, A. Arthur (1953). &lt;em&gt;Freguesias da Madeira&lt;/em&gt;. 2.ª Edição, Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;VERÍSSIMO, Nelson (2004). &lt;em&gt;Toponímia: património a preservar&lt;/em&gt;. lharq, Revista de Arqueologia e Património Cultural, n.º 4, Machico, ARCHAIS - Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira, pp. 49-59.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-446638766057710754?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/446638766057710754/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=446638766057710754&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/446638766057710754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/446638766057710754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/08/batalhao-sitio-do.html' title='BATALHÃO (Sítio do)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TF8MrVqII7I/AAAAAAAAD9U/1HCg4NupK74/s72-c/DSC00394.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-940866376505380953</id><published>2010-06-18T23:09:00.013+01:00</published><updated>2010-07-09T00:11:10.993+01:00</updated><title type='text'>Barro, Barreiro, Barreiros, Enxurros, Lameiros, Lamaceiros, Massapez, Salão e Salões (Sítios e Lugares)</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvm_YroXWI/AAAAAAAAD48/DwkXW6ri5x8/s1600/SSA40985.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" qu="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvm_YroXWI/AAAAAAAAD48/DwkXW6ri5x8/s400/SSA40985.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;(Barro, barreiro, barreiros, enxurros, lameiros e&amp;nbsp;lamaceiros)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A classificação clássica, assim como, a qualidade e características, de vários tipos de solo existentes no arquipélago madeirense, deram o nome a muitos sítios e lugares nas ilhas. De entre estes tipos de solo, para além dos denominados de&lt;em&gt; massapez&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;salão&lt;/em&gt;, os terrenos com características argilosas (&lt;em&gt;barro, barreiro, barreiros, enxurros, lameiros, lamaceiros&lt;/em&gt;), igualmente, converteram-se em topónimos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo o Elucidário Madeirense (Silva e Meneses, 1946), as «argilas contendo areias formam os barros, natureza de terreno que dá o nome a vários sítios chamados Barreiros». E, «o &lt;em&gt;massapez&lt;/em&gt; é uma terra contendo grande quantidade de argila ferruginosa, pardacenta, conservando por muito tempo a água que embebe e o &lt;em&gt;salão&lt;/em&gt; é avermelhado e menos denso». (…) «As argilas constituem uma massa formada de grande variedade de produtos terrosos, provenientes da decomposição de silicatos alumínios das rochas, especialmente das traquites. As mais antigas, endurecidas, contendo hidróxidos ferricos e carbonatos, acham-se intercaladas e cozidas entre camadas de produtos vulcanicos, recebendo o nome de laterites.» Ainda mais, adiciona o Elucidário (Silva e Meneses, 1946) que: «é devido aos sais de ferro que a maior parte das &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/05/rochas-do-arquiplago-da-madeira-e.html"&gt;rochas&lt;/a&gt; das nossas encostas se desagregam, e assim se dá a preparação das novas terras (poios), deixando-as esboroar pela acção dos agentes naturais e retendo-as em pequenos tabuleiros de cultivo.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvnbOkPykI/AAAAAAAAD5E/sKt_iQIRSWg/s1600/DSC04781.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" qu="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvnbOkPykI/AAAAAAAAD5E/sKt_iQIRSWg/s400/DSC04781.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ponta Delgada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(À esquerda na foto,&amp;nbsp;sítio dos Enxurros - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Gaspar Furtuoso (1522 - 1591), ao descrever a natureza dos solos (terrenos) da Madeira, diz-nos que: «é terra &lt;em&gt;massapez&lt;/em&gt; pela maior parte, mais que terra preta, e outra, como ruiva, se chama &lt;em&gt;salões&lt;/em&gt;». E sobre a ilha do Porto Santo, ainda mais acrescenta o mesmo autor, que nesta ilha a «terra é baixa, chã e golfeira, que do Sul ao Norte toda se lavra e dá muito pão, sendo dele para o Nascente tudo montes, serras e matos, e a terra, pela maior parte &lt;em&gt;massapez&lt;/em&gt;, quase toda da qualidade de Alentejo.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Madeira e Porto Santo, segundo A. Sarmento (1941), «os depósitos argilosos são abundantes em vários sítios que tomaram nomes indicativos da natureza do solo, como sejam: a Achada do Barro, Barreiros, Lameiros, Lamaceiros, Massapez, etc.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda segundo o mesmo autor, «a elaboração do barro pode efectuar-se e permanecer no mesmo sítio da sua formação, onde se encontram os barros de depósito, mas, vulgarmente, são arrastados pelas águas, vindo a acumular-se em outros lugares de nível inferior, constituindo as argilas ou barros de sedimentação.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As argilas ou barros de sedimentação, «assentes no entrecosto de confluência, nos planos de ensopamento, nos cotovelos de enxurradas» (lamas superficiais ou &lt;em&gt;enxurros&lt;/em&gt;) e nas «várzeas alagadiças» (&lt;em&gt;lameiros&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;lamaceiros&lt;/em&gt;), denunciam «a sua formação de arrasto, pousados em sedimento estaladiço, o sol coze os barros, evaporando a humidade que lhes dava coesão», como nos aclara A. Sarmento (1941).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvonLmsPLI/AAAAAAAAD5M/V-EgNnZz5j0/s1600/DSC01616.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvonLmsPLI/AAAAAAAAD5M/V-EgNnZz5j0/s400/DSC01616.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Achada do Barro - Santo António da Serra&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Carvalho e Brandão (1991), «o carácter fortemente acidentado da ilha da Madeira é, em grande parte, consequência da erosão.» (...) E, que «são o resultado de erosão pelas águas superficiais, no geral, torrenciais, que escavam profundos rasgões, mais acentuados nos materiais piroclásticos, deixando paredes abruptas que frequentemente desabam, por acção da gravidade e por instabilidade grandemente aumentada por infiltração de águas em terrenos tão brandos e permeáveis.» Mais acrescenta o mesmos autores que: «os fenómenos de alteração actuaram nos vários pontos da ilha com intensidades diferentes, sobretudo em função da litologia, da altitude, dos declives e da orientação da exposição. São frequentes até à cota de cerca de 1 000 m as terras avermelhadas e amareladas, argilosas (&lt;em&gt;massapez&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;salão&lt;/em&gt;); acima destes níveis, parece predominar a lexiviação das rochas que, assim, se tornam esbranquiçadas.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Romariz e Prates (1986), citados também por Carvalho e Brandão (1991), «as argilas de alteração na generalidade dos materiais vulcânicos da ilha da Madeira correspondem, na maior parte dos casos, a substâncias amorfas (…)». «A rápida erosão da capa superficial das rochas, sejam elas lávicas ou piroclásticas, não permite, em consequência do vigor dos declives, a estabilidade mecânica dos perfis de alteração e a sua permanência ao longo das vertentes, necessária à génese dos minerais argilosos.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvpFOlxMhI/AAAAAAAAD5U/5dXQyOQH0dw/s1600/DSC001663.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" qu="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvpFOlxMhI/AAAAAAAAD5U/5dXQyOQH0dw/s400/DSC001663.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítio da Ladeira e Lamaceiros - Arco da Calheta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(À esquerda na foto - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo Furtado (1983), igualmente, citado por Carvalho e Brandão (1991) «a natureza das argilas dos solos da Madeira depende de vários factores conjugados entre si, de entre os quais ressaltam a pluviosidade e a temperatura, o tipo de rocha-mãe, a vegetação e, em particular, a altitude e o declive do terreno.» Nestas argilas, «em termos de espécies presentes, estão referidos minerais dos grupos da caulinite (caulinite, haloisite e metahaloisite), da clorite e da montmorilonite, gibbsite e materiais amorfos sílico-aluminosos (halofanas) e ferruginosos.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Segundo os autores supracitados, «os materiais amorfos ferruginosos estão intimamente ligados às argilas, conferindo-lhes as tonalidades amareladas e acastanhadas tão comuns nos solos da ilha. Quando vermelhos, os solos revelam a presença de hematite impregnando as argilas, mineral cuja neoformação o autor (Furtado, 1983) considera anterior à génese do solo, por alteração hidrotermal, durante a deposição das escoadas.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvpvjwiZRI/AAAAAAAAD5c/2qw_Cryyk0w/s1600/DSC00598.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvpvjwiZRI/AAAAAAAAD5c/2qw_Cryyk0w/s400/DSC00598.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítio dos Salões - Porto Santo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No Porto Santo, e novamente segundo Carvalho e Brandão (1991), «nas partes baixas predominam os abarracamentos numerosos e profundos, com a configuração de &lt;em&gt;bad lands&lt;/em&gt;». Igualmente, existe uma «densa rede filoniana, de natureza essencialmente basáltica, associada aos depósitos sub-horizontais de bentonite». A bentonite, espécie de argila, conhecida naquela ilha por &lt;em&gt;salão&lt;/em&gt;, ainda cobre os telhados das casas tradicionais, designadas por &lt;em&gt;casas de salão&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda, mais acrescenta Carvalho e Brandão (1991), que no Porto Santo, «são ainda consideradas de interesse» (…), as «pozolanas», outras espécies de argilas, «estas últimas exploradas, no passado, numa pequena ocorrência», perto da cidade daquela ilha. Ainda segundo os mesmos autores, «são consideradas de interesse local, certas argilas resultantes da alteração sub-aérea de traquitos, usadas em cerâmica.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na ilha do Porto Santo, existe potencialidades de aplicação na geomedicina, a «areia de praia e a bentonite», segundo Celso Gomes e João Baptista Silva (2001).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente na ilha da Madeira, não existe qualquer aplicação das argilas locais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desta forma e por aquilo que foi exposto, apenas nos resta no arquipélago os topónimos, que para além de corresponder às características dos vários tipos de solo no seu estado natural, nos recordam que as argilas ou barros e os seus&amp;nbsp;derivados, foram usados pelos povoadores das ilhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvqOyTR_iI/AAAAAAAAD5k/j21zOehAlOk/s1600/DSC06325.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvqOyTR_iI/AAAAAAAAD5k/j21zOehAlOk/s400/DSC06325.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Fajã do Barro - Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, como topónimos existentes no arquipélago, podemos dar os seguintes exemplos: Achada do Barro (Santo António da Serra), Achada do Furtado do Barrinho (São Vicente), Achada dos Lameiros (São Vicente), Barreiro (Canhas), Barreiro e Feiteiras (Canhas), Barreiro (Santana), Barreiros (Caniço), Barreiros (Estreito de Câmara de Lobos), Barreiros (São Martinho), Barreiros (Ribeira Brava), Barros (São Vicente), Enxurros (Ponta Delgada), Fajã do Barro (Porto do Noniz), Fonte do Barreiro (Montado do Barreiro - Monte), Ladeira e Lamaceiros (Arco da Calheta), Lameiros (São Vicente), Lamaceiros, (Boa Ventura), Lamaceiros (Santana), Lamaceiros (Santo da Serra), Lamaceiros (Porto do Moniz), Lamaceiros (Terceira Lombada - Ponta Delgada), Lapa e Maçapez (Campanário), Lombo do Lameiro (Estreito da Calheta), Lombo do Maçapez (Tabua), Lombo do Salão (Calheta), Lombo do Salão (Gaula), Maçapez (Arco da Calheta), Massapez (Porto da Cruz), Montado do Barreiro (Monte), Pico dos Barros (São Vicente), Pico e Salões (Estreito de Câmara de Lobos), Porto dos Barreiros (Porto Santo), Roda e Maçapez (Campanário), Salão (Calheta), Salão (Canhas), Salão (Gaula), Salão (Santo António), Salão (Ponta do Pargo), Salão (Porto do Moniz), Salões e Levada da Madalena (Canhas), Salões (São Gonçalo), Salões (Porto Santo), etc..&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O topónimo Massapez é muitas vezes designado na sua forma escrita pelo vocábulo maçapez. O Doutor Gaspar Frutuoso, sempre usou a palavra massapez, e igualmente, os autores Silva e Meneses (Elucidário Madeirense).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvqzFlcucI/AAAAAAAAD5s/IJWsgagOMp0/s1600/DSC01664.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" qu="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvqzFlcucI/AAAAAAAAD5s/IJWsgagOMp0/s400/DSC01664.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítio dos Barreiros&amp;nbsp; - São Martinho - Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBv65-KAfEI/AAAAAAAAD54/PfJe-iS_f4U/s1600/DSC08902.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" qu="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBv65-KAfEI/AAAAAAAAD54/PfJe-iS_f4U/s400/DSC08902.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;«O &lt;em&gt;massapez&lt;/em&gt; é uma terra contendo grande quantidade de argila ferruginosa, pardacenta, conservando por muito tempo a água que embebe e o &lt;em&gt;salão&lt;/em&gt; é avermelhado e menos denso», in Elucidário Madeirense (Silva e Meneses, 1946) - Fotos do autor.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TCfg9Uuba-I/AAAAAAAAD88/-Dd8KWttf6k/s1600/DSC01054.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" ru="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TCfg9Uuba-I/AAAAAAAAD88/-Dd8KWttf6k/s400/DSC01054.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARVALHO, A. M. Galopim de e BRANDÃO, José M. (1991). &lt;em&gt;Geologia do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia) da Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FRUTUOSO, Gaspar (1522-1591). &lt;em&gt;Saudades da terra. Livro II, Doutor Gaspar Frutuoso&lt;/em&gt;. [Palavras prévias de João Bernardo de Oliveira Rodrigues] - Nova edição de 1998. Instituto Cultural de Ponta Delgada. Ponta Delgada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;GOMES, Celso de Sousa Figueiredo e SILVA, João Baptista Pereira (1997). &lt;em&gt;Pedra Natural do Arquipélago da Madeira, Importância Social, Cultural e Económica&lt;/em&gt;. Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;MENDES, Duarte (2008). &lt;em&gt;Perfil Toponímico de Ponta Delgada: contributos para a sua identificação&lt;/em&gt;. Edição do Autor. São Vicente, Madeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;SARMENTO, Alberto Artur (1941). &lt;em&gt;As Pequenas Indústrias da Madeira&lt;/em&gt;. Oficinas do Diário de Notícias. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército. (1974). &lt;em&gt;Carta Militar. Serie P 821&lt;/em&gt;. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;. Edição, Junta Geral do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, João Baptista Pereira (2003). &lt;em&gt;Areia de Praia da Ilha do Porto Santo: Geologia, Génese, Dinâmica e Propriedades Justificativas do seu Interesse Medicinal&lt;/em&gt;. Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-940866376505380953?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/940866376505380953/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=940866376505380953&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/940866376505380953'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/940866376505380953'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/06/barro-barreiro-barreiros-enxurros.html' title='Barro, Barreiro, Barreiros, Enxurros, Lameiros, Lamaceiros, Massapez, Salão e Salões (Sítios e Lugares)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TBvm_YroXWI/AAAAAAAAD48/DwkXW6ri5x8/s72-c/SSA40985.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-4176919311637820345</id><published>2010-03-08T00:18:00.001Z</published><updated>2011-04-30T13:58:01.338+01:00</updated><title type='text'>A Aluvião de 20 de Fevereiro de 2010: algumas reflexões</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyRgtr3UjI/AAAAAAAAEC0/G9SeYCo19w4/s1600/DSC08182.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyRgtr3UjI/AAAAAAAAEC0/G9SeYCo19w4/s400/DSC08182.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Serra de Água - Ribeira Brava&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Após a aluvião de 20 de Fevereiro de 2010 - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sendo prerrogativa deste simples sítio relatar temas já tratados em &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/08/desastres-naturais-no-arquiplago-da.html"&gt;anteriores páginas&lt;/a&gt;, não poderemos deixar de relembrar um acontecimento que directamente e indirectamente nos fez alterar a nossa vivência no dia a dia. Assim, por aqui se repetem as palavras escritas que a memória ainda não esqueceu:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ano depois da catástrofe que se abateu sobre a Madeira, todos nós sabemos o que se passou naquela fatídica manhã de 20 de Fevereiro de 2010!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No dia 19 de Fevereiro, o Jornal da Madeira dava conta das condições meteorológicas do dia anterior. Assim, podíamos ler no mesmo jornal que, «entre as 9 horas do dia 17 e as 17 horas do dia» de 18 de Fevereiro (quinta-feira), «o Observatório Meteorológico do Funchal registou uma rajada da ordem dos 159,1 km/h, em São Jorge. Também no Caniçal, registo para uma outra de 155,1 Km/h, sendo que no Areeiro os aparelhos marcaram 139,6 Km/h. No Porto Santo, o vento chegou aos 100,8 km/h.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No que toca à chuva, as estações do Areeiro e Calheta/Ponta do Pargo registaram a quantidade máxima de precipitação acumulada em 10 minutos. No primeiro, às 8:50 horas de ontem os aparelhos marcavam 6,2 mm, sendo que no segundo, às 20:30 horas de quarta, eram contabilizados 6,1 mm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto à precipitação acumulada, a estação do Areeiro atingiu os 128,2 mm, enquanto que a da Calheta/Ponta do Pargo ficou-se pelos 73,9 mm. O Porto Santo registou 65,8 mm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma referência ainda para as temperaturas, sendo que a mínima foi de 1,5 graus Celsius no Areeiro (às 9:40) e a máxima de 18,7 no Funchal (15:30 horas).»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Para os próximos dias» (…), «não são esperadas grandes melhorias.» (…). «Depois, no sábado, voltam os aguaceiros, com o vento a soprar forte.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda segundo o mesmo jornal, as «previsões da Meteorologia» apontavam para «chuva e vento por vezes muito forte a partir da tarde de hoje» (19 de Fevereiro) «e ainda trovoada, sobretudo na encosta a sul. Cerca de 70 homens preparados para “acudir” o Funchal (…).» E, continuando a ler o mesmo jornal, apercebíamo-nos que todos os dispositivos e meios de protecção civil municipais do arquipélago estavam de prevenção, face às condições atmosféricas previstas para o dia 20 de Fevereiro (sábado).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUySPkAR5sI/AAAAAAAAEC4/NmZLggthX-s/s1600/DSC07955.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUySPkAR5sI/AAAAAAAAEC4/NmZLggthX-s/s400/DSC07955.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítios, do Trapiche, da Barreira, do Curral Velho, do Poço do Morgado e Ribeiro do Trapiche - Santo António - Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(A elevada precipitação e o subsequente aumento de águas pluviais, vindas do Caminho do Curral Velho, provocaram a derrocada no centro da foto. Esta atingiu duas casas e originou 04 mortos. Em frente das mesmas, dois deslizamentos que se transformaram em enxurrada, junto ao Ribeiro do Trapiche, causaram o desaparecimento de 03 pessoas. Mais a montante - à esquerda da foto - uma outra derrocada fez um morto. Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela noite dentro de 19 de Fevereiro (sexta-feira), chovia copiosamente e o caudal dos ribeiros e ribeiras remoçavam num ruído permanente não deixando dormir quem desconfiava do que podia acontecer com os efeitos da precipitação contínua nas montanhas da Ilha, para além de ainda estarem presentes os últimos temporais de 22 Dezembro de 2009 e 02 de Fevereiro de 2010. Toda à noite choveu!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na manhã do dia 20 de Fevereiro (Sábado), pelas 08H00, a chuva continuava e parecia que nunca mais parava! Pelas 09H00, ainda chovia mais! E, ainda pelas 10H00 a água aparecia por todo lado e não havia modo de conter o caudal pluvial. Tudo, estava mergulhado em água castanha, que de clara, logo se tornou mais escura, com o odor a terra vegetal, fazendo-nos recordar outros fenómenos idênticos no passado recente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De repente, não é que o “turbilhão”, já descia as encostas e atingia os vales e aumentava cada vez mais, arrastando tudo o que encontrava pela frente: terrenos, casas, carros e gritos de gente aflita!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As águas lamacentas galgaram pontes e as estradas tornaram-se ribeiras, instalando o pânico nas pessoas que conduziam carros sem controlo, empurrados muitas vezes no sentido inverso à marcha em que prosseguiam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os telemóveis por vezes não funcionavam, e mesmo com alguma insistência, os avisos não chegavam aos destinatários, para o perigo que podiam correr nas partes mais baixas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ruído da enxurrada apagava tudo à sua volta, e por incrível possa parecer, só os gritos humanos o ultrapassavam. Por fim, o silêncio humano fazia temer o pior. E o pior aconteceu mesmo à nossa frente, sem podermos fazer nada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, assim talvez aconteceu a pior catástrofe dos últimos 200 anos na Madeira, que afectou em particular os concelhos: do Funchal (a baixa da cidade e as zonas altas das freguesias, do Monte e de Santo António), da Ribeira Brava (nas freguesias, da Tabua e da Serra de Água), de Câmara de Lobos (nas freguesias, do Curral das Freiras e do Jardim da Serra), de Santa Cruz (nas freguesias, da Camacha e do Caniço), e até mesmo, os concelhos da Ponta do Sol e da Calheta (nas freguesias, da Madalena do Mar, do Arco da Calheta, do Jardim do Mar e do Paul do Mar).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a vertente sul da Madeira, foi afectada pela intempérie de 20 de Fevereiro de 2010, e, não vamos particularizar acontecimentos ou factos, pois ao enunciá-los todos, não nos caberia neste espaço.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyTCKZKycI/AAAAAAAAEC8/d9YMTksno3E/s1600/DSC07870.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="266" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyTCKZKycI/AAAAAAAAEC8/d9YMTksno3E/s400/DSC07870.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítios do Trapiche e da Barreira - Santo António – Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(A elevada precipitação e o subsequente aumento de águas pluviais, vindas do Caminho da Barreira, provocaram os deslizamentos que se podem ver na foto. As enxurradas, seguiram em direcção ao Ribeiro do Trapiche - sítio do Poço do Morgado - embateram numa habitação, originando o desaparecimento de uma mãe, filha e uma amiga, já citadas na legenda da foto anterior. Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O balanço à aluvião que atingiu a Madeira, a 20 de Fevereiro e segundo dados oficiais, que podem ser lidos no Jornal da Madeira, de 01 de Maio de 2010, o «balanço oficial» da intempérie de 20 de Fevereiro de 2010, que «morreram 43 pessoas, oito permanecem desaparecidas, 120 ficaram feridas e 800 habitações sofreram danos, 400 das quais com perda total ou a precisar de uma intervenção profunda, num prejuízo avaliado em 36 milhões de euros». A «Comissão Paritária Mista, criada mais tarde por elementos dos governos Regional e da República, definiu o valor dos prejuízos em 1.080 milhões de euros, mais 300 milhões do que a estimativa feita uma semana depois do temporal pelas autoridades regionais. Ainda assim, o equivalente à construção de dois aeroportos da Madeira.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Além das perdas de vidas e casas, vários serviços ficaram seriamente afectados pela intempérie, nomeadamente os transportes e as comunicações. As dificuldades em realizar chamadas telefónicas, especialmente no dia da catástrofe, foram particularmente dramáticas para quem não sabia onde estavam os seus familiares.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«No dia 20, os problemas foram em quase todas as áreas. O abastecimento de água ficou afectado nas zonas altas de Santo António, no Curral das Freiras, no Monte, na Ponta do Sol, na Ribeira Brava e em vários outros pontos espalhados pela ilha, bem como o fornecimento de electricidade foi interrompido em zonas do Curral das Freiras, da Ribeira Brava e da baixa do Funchal.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O sistema de saneamento básico também ficou seriamente atingido. Só no Funchal os prejuízos no sistema de esgotos foram de 12,5 milhões de euros, de acordo com a Câmara Municipal do Funchal.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Os valores totais globais nestes sectores são, contudo, bem superiores. Segundo a Comissão Paritária Mista, as redes de abastecimento de água, do saneamento e electricidade, edifícios e equipamentos públicos e protecção civil/socorro tiveram danos na ordem dos 71 milhões de euros.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Porém, a área mais afectada pelo temporal de 20 de Fevereiro foi, obviamente, a hidrologia (ribeiras, pontes, muralhas, canalizações, reposição de pontes e acessos, entre outros), com custos de 488 milhões de euros.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«As estradas da ilha foram também atingidas, sendo necessários cerca de 236 milhões de euros para recuperá-las, enquanto que os portos e litoral vão precisar de 127 milhões de euros.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O comércio foi outro dos sectores gravemente afectados. A água, pedras e lama trazidas das montanhas transformaram-se numa massa de energia potentíssima que “explodiu” na baixa da cidade, originando “estilhaços” altamente destrutivos numa parte significativa da zona comercial. Só no comércio, os prejuízos estão calculados em 122 milhões de euros.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Um mês depois da catástrofe, a APS anunciava terem sido participados 667 seguros de habitação, 682 de comércio e indústria, 97 de automóvel, 86 de danos próprios devido a fenómenos da natureza e 12 de responsabilidade civil e ocupantes.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Porém, o número de participações de seguro automóvel aos seguradores é muito inferior às 500 viaturas que se estima tenham ficado parcial ou totalmente danificadas pelo mau tempo.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Poucas horas após as fortes chuvadas, já decorriam os trabalhos de limpeza/recuperação.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Mais de 2.000 pessoas, sem incluir as centenas de voluntários que desceram à cidade para ajudar, trabalharam dia e noite, numa luta titânica e unanimemente elogiada por todos quantos visitaram a ilha, (…).»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Centenas de máquinas convergiram, primeiro para a baixa do Funchal e depois para outros pontos afectados pela intempérie, (…).»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Só no Funchal foram cerca de 100 mil metros cúbicos de material que se retirou das ribeiras e que se depositou junto à marginal, representando, grosso modo, cerca de dez mil camiões de material transportado (…).»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Se a quantidade de detritos foi assinalável, não foram menos impressionantes as dezenas de milhões de litros de água retiradas dos parques de estacionamento do Funchal, sobre os quais surgiram boatos da existência de cadáveres no seu interior, versão que, mais tarde, não se viria a confirmar.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Madeira com o esforço de cidadania, reergueu-se de forma notável depois de uma intempérie que provocou um dos maiores prejuízos de que há memória na Ilha!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Finalmente, e para concluirmos a descrição do temporal de 20 de Fevereiro de 2010, no Arquipélago da Madeira, transcrevemos a explicação do “fenómeno atmosférico”, pelo Instituto de Meteorologia de Portugal, através de uma «informação especial», num comunicado, «válido entre 2010-02-20 18:59:00 e 2010-02-23 23:59:00». Assim, informou o mesmo Instituto que:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O Arquipélago da Madeira foi afectado no dia 20 de Fevereiro por um sistema frontal de forte actividade associado a uma depressão que às 00UTC estava centrada na região dos Açores e em deslocamento para nordeste. A massa de ar quente associada a este sistema frontal caracterizou-se por elevada instabilidade e transportando um grande conteúdo de vapor de água. Na sua trajectória pela ilha, a orografia constituiu um factor adicional de agravamento do fenómeno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta situação determinou a emissão de avisos de precipitação pelo Instituto de Meteorologia, I. P., a partir do dia 19, às 19h25, elevando-se o nível de severidade ao longo da evolução do fenómeno, tendo sido emitido aviso vermelho o nível mais severo na escala de avisos utilizada pelo IM - às 10 h do dia 20.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os valores mais elevados de precipitação acumulada numa hora registados nas estações Funchal - Observatório e Pico do Areeiro foram respectivamente 52 mm (entre as 9 e as 10 h) e 58 mm (entre as 10 e as 11 h). Entre as 6 e as 11h registaram-se 108 mm e 165 mm nas estações mencionadas. O valor acumulado em 6 horas na estação Funchal - Observatório foi superior ao valor normal de 30 anos (1961-1990). Instituto de Meteorologia de Portugal.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyUIRq8E-I/AAAAAAAAEDA/NTVEHE7KUiU/s1600/DSC07864.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="266" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyUIRq8E-I/AAAAAAAAEDA/NTVEHE7KUiU/s400/DSC07864.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítios do Trapiche e da Barreira - Santo António - Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(A elevada precipitação e o subsequente aumento de águas pluviais, vindas do Caminho da Barreira provocaram a derrocada ao centro. Esta, arrastou duas viaturas em direcção ao Ribeiro do Trapiche. Numa delas fugiam 03 pessoas - um casal e uma filha. Um morto e dois feridos, foi o resultado deste incidente. Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Apesar de os jornais regionais, anunciarem que o temporal se aproximava do arquipélago madeirense e que todos os dispositivos de protecção civil estavam em alerta, nada fazia prever o grau do desastre!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aluvião do 20 de Fevereiro de 2010, irá imortalizar-se na memória dos madeirenses como uma das maiores catástrofes ocorridas na Madeira!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A geração afectada pela intempérie, sempre que chover, terá presente no subconsciente colectivo que uma nova pode surgir a qualquer momento, enquanto essa memória não se apagar!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esperamos que &lt;strong&gt;essa memória não se apague e que se&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;aprenda que a Natureza é superior, imprevista e incontornável!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora este não seja o sítio para comentários, pois, não é esse o objectivo desta "página", aguardamos que alguns equívocos cometidos e assumidos, sejam corrigidos e que a &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/08/desastres-naturais-no-arquiplago-da.html"&gt;história&lt;/a&gt; destes fenómenos que ocorrem no arquipélago madeirense, esteja sempre presente na "secretária" de quem é técnico, especialista ou tenha o "poder de decisão", seja ela, técnica ou política!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é só os estudos geológicos e outros, que contam para a concepção de determinados projectos de infra-estruturas!? Este comentário é consequência de quem foi vítima colateral da intempérie dia 20 de Fevereiro de 2010, em virtude de ter a sua residência sob um viaduto em construção da Cota 500!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No exercício de cidadania, os alertas chegaram verbalmente aos responsáveis, muito antes das primeiras chuvas de Outubro de 2009. Ainda tivemos os exemplos dos temporais de Dezembro de 2009 e Fevereiro de 2010. Igualmente, por diversas vezes, alertamos para os perigos eminentes. Entretanto, tudo parecia ser exagero do autor! O facto é que, se o mesmo não efectuasse prevenção, desviando as águas que percorriam na supracitada Cota 500 a montante da sua habitação a partir da madrugada do dia 20, actualmente, não teria a família nem a residência intacta. Outros vizinhos não tiveram essa mesma sorte!&lt;br /&gt;Que a memória dos falecidos pese na consciência daqueles que deviam ter a responsabilidade cívica da prevenção!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Das 43 mortes em consequência da aluvião de 20 de Fevereiro de 2010 que afectou a Madeira, 14 pessoas morreram no vale onde percorre o Ribeiro do Trapiche, rodeado pelos sítios do Trapiche, da Barreira, do Poço do Morgado, do Curral Velho e do Laranjal: área geográfica onde reside o autor!&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyU02YcJsI/AAAAAAAAEDE/80PZgcrHr-o/s1600/SSA40731.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="300" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyU02YcJsI/AAAAAAAAEDE/80PZgcrHr-o/s400/SSA40731.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Ribeiro do Trapiche - Santo António - Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;(A elevada precipitação e o subsequente aumento de águas pluviais, vindas do Caminho do Curral Velho - sítio do Laranjal - impeliram sobre um aterro das obras em execução da Cota 500. A enxurrada abateu-se sobre um reservatório de água, que ao eclodir, “empurrou” uma grua que se abateu sobre duas casas. A grua caiu no sentido oposto à direcção do vento que no momento era de sudoeste. Este incidente, provocou 05 mortos e 03 feridos. Fotos do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TU5YSzamjUI/AAAAAAAAEDI/NAlDosUSfe0/s1600/SSA40696.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="300" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TU5YSzamjUI/AAAAAAAAEDI/NAlDosUSfe0/s400/SSA40696.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TU5Zv7xWmQI/AAAAAAAAEDM/ubgzK9osLrQ/s1600/SSA40700.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="300" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TU5Zv7xWmQI/AAAAAAAAEDM/ubgzK9osLrQ/s400/SSA40700.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TU5ktXt0d-I/AAAAAAAAEDQ/VKdtDfVrwRI/s1600/DSC07963.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="266" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TU5ktXt0d-I/AAAAAAAAEDQ/VKdtDfVrwRI/s400/DSC07963.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-4176919311637820345?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/4176919311637820345/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=4176919311637820345&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/4176919311637820345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/4176919311637820345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2011/02/aluviao-de-20-de-fevereiro-de-2010.html' title='A Aluvião de 20 de Fevereiro de 2010: algumas reflexões'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TUyRgtr3UjI/AAAAAAAAEC0/G9SeYCo19w4/s72-c/DSC08182.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-8961794066784673882</id><published>2010-03-07T19:53:00.009Z</published><updated>2011-07-30T18:49:43.754+01:00</updated><title type='text'>Funchal depois da Aluvião: a nova Cidade</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qV9C4kbFI/AAAAAAAADyI/kQ84a30OGLw/s1600-h/DSC08005.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qV9C4kbFI/AAAAAAAADyI/kQ84a30OGLw/s400/DSC08005.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade do Funchal - Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Em 7 de Março de 2010 - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ocasião do descobrimento ou reconhecimento da ilha da Madeira por «João Gonçalves» e os seus companheiros, conta-nos Gaspar Frutuoso que, «chegados ao formoso vale, que de lisos e alegres seixos era coberto, sem haver outro género de arvoredo, senão muito funcho que cobria o vale até o mar por bom espaço, saíam deste deleitoso vale ao mar três grandes e frescas ribeiras, ainda que não tão soberbas, na aparência, como a de Machico; eram, porém, muito formosas por todas virem acabar no mar, saídas deste vale. E, pelo muito funcho que nele achou, lhe pôs nome o Funchal (onde depois fundou uma vila de seu nome, que já, neste tempo, é uma nobre e sumptuosa cidade), no cabo do qual estão dois ilhéus, onde se foram abrigar por ser já tarde, e tomou em terra água e lenha com que fizeram de cear, em um deles, de muitas aves que tomaram; depois disto foram dormir aos barcos e, como foi manhã, passaram mais abaixo. E, chegados a uma ponta, que no dia dantes tinham visto, mandou o capitão pôr nela uma cruz, donde lhe ficou o nome Ponta da Cruz. Dobrando esta ponta, foram dar em uma formosa praia que, pela formosura e assento dela, lhe pôs nome a Praia Formosa.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acompanhando João Gonçalves no seu descobrimento ou reconhecimento, mais acrescenta Gaspar Frutuoso que, «pelo modo acima declarado, com seus batéis e companhia, antre duas pontas viram entrar no mar uma poderosa e grande ribeira, na qual pediram uns mancebos de Lagos licença para saírem em terra e ver a ribeira, que espaçosa e alegre parecia. E, ficando o capitão com os outros no batel, os mandou lançar fora pelo barco de Álvaro Afonso, os quais, em terra, cometeram passar a ribeira a vau e, como ela era soberba em suas águas, corria com tanto ímpeto e fúria ao mar, que na veia da água caíram e a ribeira os levava, onde correram sem falta perigo, se o capitão do mar não bradara ao batel de Álvaro Afonso, que em terra estava com a gente, onde eles foram, que corressem depressa àqueles mancebos, que a corrente da ribeira levava, às vozes do qual foram os mancebos acorridos e livres do perigo da água, com que o capitão ficou contente, porque os trazia nos olhos; e daqui ficou o nome à ribeira, que hoje, este dia, se chama Ribeira dos Acorridos, que peor pareceu àqueles mancebos de perto, do que lhe pareceu primeiro de longe.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qXC50zFnI/AAAAAAAADyQ/soOAvcLP_AM/s1600-h/DSC08040.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qXC50zFnI/AAAAAAAADyQ/soOAvcLP_AM/s400/DSC08040.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de passarem por Câmara de Lobos, «da ponta do mar viram uma rocha muito alta, logo aí apegado e arrebentar no mar em uma ponta que ela abaixo fazia, a qual lhe ficou por meta e fim do seu descobrimento, e lhe deram nome o Cabo de Girão por ser daquela vez a derradeira parte e cabo do giro de seu caminho. Daqui tornaram outra vez dormir aquele dia ao ilhéu da noite passada, onde dormiram nos batéis a ele abrigados, e, ao outro dia seguinte, foram dormir aos navios e, chegando com muito prazer, acharam com muito maior os que neles ficaram, pelos verem tão contentes e satisfeitos da fertilidade, frescura e bondade, que lhe contavam do sítio da ilha e portos que deixavam descobertos, fazendo todos, juntamente, muita festa e dando muitas graças ao Senhor, pela grande mercê que lhes tinha feita.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, a cidade do Funchal nasceu numa «formosa e grande enseada de terra mais branda e ares frescos, toda coberta de formoso arvoredo, tão igual, por cima, que parecia feita à mão, sem haver árvore mais alta que outra, e, além de ser muito alegre à vista, vinha beber toda na água, que parecia a Natureza meter todo seu cabedal em perfeiçoar obra tão acabada. Antre este arvoredo igual e espaçoso iam entremeados alguns cedros, tão altos que se divisavam por cima das outras árvores, que eles mui bem conheciam pela experiência que deles atrás tinham, onde acharam muitos.» (As Saudades da Terra, História das Ilhas, do Porto Santo, Madeira, Desertas e Selvagens. Manuscrito do século XVI, anotado por Álvaro Rodrigues de Azevedo, Gaspar Frutuoso, Funchal 500 Anos, 2008).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, a cidade capital cresceu por mais alguns séculos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qXa82cvuI/AAAAAAAADyY/3kmp7YbM8q8/s1600-h/DSC08041.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qXa82cvuI/AAAAAAAADyY/3kmp7YbM8q8/s400/DSC08041.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No início do século XIX, a 9 de Outubro de 1803, descaiu sobre o Funchal, assim como por toda a Madeira, uma grande quantidade de precipitação, que provocou a mais horrível aluvião da história das ilhas deste arquipélago do Atlântico Norte. Segundo os cronistas desta época, só na parte baixa da cidade terão morrido 200 pessoas, calculando-se um total de 600 mortes em toda a Madeira (Carita, 1982). Foi então enviado para a recuperação geral da cidade do Funchal e da Ilha o brigadeiro Reinaldo Oudinot, acompanhado do capitão Matos de Carvalho, sendo esta «equipa reforçada» depois com o tenente Paulo Dias de Almeida, que se manteve na Ilha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Igualmente, em Outubro de 1815, na cidade, «como em outras ocasiões aconteceu, as correntes impetuosas das ribeiras, ocasionaram os maiores prejuízos». Foi, «especialmente nalguns pontos das margens das ribeiras que não tinham muralhas a ampararem e a dirigirem o curso das águas, saíram estas fora do seu leito, galgaram os terrenos marginais e abriram novo caminho, através das ruas e casas, causando não só incalculáveis estragos, como produzindo o maior pânico entre os habitantes, alguns dos quais foram vitimas do ímpeto indomável da corrente. Foi o que aconteceu com as águas da ribeira de S. João que, procurando novo percurso, arrastaram na sua violência cerca de vinte casas desde a ponte de S. Paulo, ao fim da rua da Carreira, até á foz da mesma ribeira. Nas ruas marginais da ribeira de Santa Luzia, também foram grandes os estragos, ficando danificadas algumas casas e em alguns pontos as muralhas da mesma ribeira» conforme nos relata o Elucidário Madeirense. Sobre esta ocorrência, o tenente Paulo Dias de Almeida refere que, «em 30 de Outubro de 1815 pelas 5 horas da tarde, houve uma aluvião que levou quarenta casas e arruinou outras, inundando ruas, e se fosse à noite muita gente morreria afogada.» A «ribeira de S. Paulo» (ou ribeira de S. João), «chegou a trazer uma coluna de água e rochedos, que ocuparam a largura de 60 palmos e 30 de alto. Entre as pedras que ficaram no leito da ribeira, junto ao mar, havia uma de 20 palmos quadrados, e de 10 palmos muitas» (um palmo, igual a 22 cm). «Esta enchente durou uma hora.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O tenente Paulo Dias de Almeida, após estes acontecimentos, na sua “Descrição de 1817”, (Carita, 1982), descreveu-nos a cidade capital da seguinte forma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5q0p4WycQI/AAAAAAAAAME/qt5z6_onGzc/s1600-h/Oudinot+1804.jpg"&gt;Funchal&lt;/a&gt; é a capital da Ilha. Fundada em pequeno terreno é cortado por 3 caudalosas ribeiras, a de &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5q0i14qrlI/AAAAAAAAAL8/_v-gYE4QTTE/s1600-h/Oudinot+1804_Nova+Cidade_Ribeira+de+S.+JoÃ£o+ou+S.+Paulo+(2).jpg"&gt;S. Paulo&lt;/a&gt;» (ou ribeira de S. João), «a de &amp;nbsp;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5q0Ulv4SsI/AAAAAAAAALs/sJ8FyXE_NcM/s1600-h/Oudinot+1804_Ribeira+de+Santa+Luzia+e+JoÃ£o+Gomes+(4).jpg"&gt;St. Luzia&lt;/a&gt;, e a de &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5q0bLtC0vI/AAAAAAAAAL0/NjTR6ZG8uW4/s1600-h/Oudinot+1804_Ribeira+de+JoÃ£o+Gomes+(3).jpg"&gt;João Gomes&lt;/a&gt;. É dominada de altos montes a Norte, a Leste, os altos do Palheiro do Ferreiro, e a Oeste, pelo Pico de S. João e terreno das Angústias, terreno este onde se tem projectada a &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5q0i14qrlI/AAAAAAAAAL8/_v-gYE4QTTE/s1600-h/Oudinot+1804_Nova+Cidade_Ribeira+de+S.+JoÃ£o+ou+S.+Paulo+(2).jpg"&gt;&lt;strong&gt;nova Cidade&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;, e onde se tem edificado muitas casas, depois que o Bispo fez encanar as Fontes de S. João para aquele lugar, que não tinha água, concorrendo para tão boa os funchalenses portugueses, e estrangeiros, a qual foi por mim projectada e principiada em 7 de Fevereiro de 1814, correndo ao público no dia 20 de Junho do mesmo ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também neste mesmo terreno das Angústias é onde se estabeleceu o &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/7480-1A-12A-16.jpg"&gt;Cemitério Público&lt;/a&gt; da Santa Casa, obra há muito tempo recomendada por Sua Magestade.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qX05y2NbI/AAAAAAAADyg/BVqHM2Umk60/s1600-h/DSC07981.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qX05y2NbI/AAAAAAAADyg/BVqHM2Umk60/s400/DSC07981.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;"Terreno das Angústias"&amp;nbsp;- Parque de Santa Catarina&amp;nbsp;- Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prossegue o tenente Paulo Dias de Almeida:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«O Hospital da Santa Casa é um muito bom edifício, porém em muito má posição, muito pobre de ar e sem ter onde convalesçam os doentes. Quanto seria vantajoso ao público se tivessem removido o hospital para o Convento das Freiras da Encarnação, no tempo em que elas estavam unidas com as de Santa Clara, por ser aquele o sítio mais arejado da cidade e com uma grande cerca para convalescença dos doentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há três conventos de freiras e dois recolhimentos, um do Bom Jesus e outro das Orfãs, este pertencente à Misericórdia. O convento de Santa Clara é o mais rico; o das Mercês vive de esmolas e não tem rendimento algum e o da Encarnação não tem rendimento com que se possa sustentar e de cada vez mais vão-se admitindo freiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um Convento de Frades Franciscanos, em muito bom edifício.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se algum dia se passarem as freiras da Encarnação para o Convento de Santa Clara, poderá servir este convento de hospital, como serviu no tempo dos ingleses, para o que se fez avultadas despesas dos cofres da nação, ficando o hospital para residência dos Ministros, Câmara, Tribunais de Justiça e todos os Cartórios, para não sofrerem as ruínas que sofrem estando nas casas dos tabeliães e escrivões, o que seria muito vantajoso para os povos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5t57tC6x3I/AAAAAAAAAMM/8NolEeHFdas/s1600-h/Oudinot+1804.jpg"&gt;Planta&lt;/a&gt;, representa o estado em que a cidade ficou pelo aluvião de 3 de Outubro de 1803 e a posição das praças que guarnecem o Funchal, as quais represento separadas e com seus perfis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A &lt;strong&gt;Baía do Funchal tem um bom ancoradouro&lt;/strong&gt;. Nos meses de Inverno, todo o navio que ancorar entre a Ponta do Garajau e Ponta da Cruz, corre o risco de dar à costa, uma vez que venha vento Sul ou Sudoeste, únicos que sopram prependicularmente no porto. Não é o vento que a maior parte das vezes obriga a dar à costa as embarcações, mas sim o mar que imediatamente forma altas vagas, de maneira que se não pode dar socorro a qualquer embarcação que dele necessite. Todo o navio de guerra que quiser ancorar no porto do Funchal de Outubro até Março, deve ficar Norte/Sul com a guarita de Leste da Praça do Ilhéu e o Mirante da &lt;a href="http://www.leme.pt/biografias/80mulheres/vilhena.html"&gt;Dona Guiomar&lt;/a&gt;, Leste/Oeste com as duas Pontas do Garajau e da Cruz. Nos outros meses do Verão pode chegar-se a terra até à distância de 400 braças de fundo, evitando quando for possível, o fundear a Este da Fortaleza de São Lourenço, porque em garrando a embarcação, vai sobre a restinga da rocha mergulhada, que fica na direcção da Fortaleza de São Tiago, e as correntes sempre encostam daquela parte.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qYs6OR0vI/AAAAAAAADyo/3CQImVMHrJo/s1600-h/DSC08051.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qYs6OR0vI/AAAAAAAADyo/3CQImVMHrJo/s400/DSC08051.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;«Na mesma Baía do Funchal tem um pequeno abrigo, a terra do Ilhéu, onde se abrigam pequenas embarcações, e estas devem afastar-se do Ilhéu quanto poderem, porque tem sucedido os grandes mares saltarem por cima da Praça do Ilhéu, que tem de altura 110 palmos, e meterem navios ao fundo, como sucedeu em 1803 a uma galera que ali se achava amurada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem &lt;strong&gt;havido várias opiniões&lt;/strong&gt; sobre o fechar-se o Porto da Pontinha da rocha do Ilhéu. Seria esta tentativa muito útil se não se opusesse a ela a grande Ribeira de S. Paulo» (ou ribeira de S. João), «porque fechada a boca do Ilhéu à Pontinha, com os entulhos que todos os anos traz a dita ribeira, em poucos anos se entulharia o Porto, e por consequência seria inútil a obra. A experiência de doze anos na Ilha me tem feito ver que as grandes enchentes das ribeiras é sempre com o vento Sul/Sudoeste e a ribeira de S. Paulo» (ou ribeira de S. João) «está muito próxima ao Porto da Pontinha, e inteiramente oposta ao Sul. É por isso que com estes tempos as ondas e ventos fazem com que os entulhos da ribeira passem pelo boqueirão do dito porto, o que não sucederia se estivesse fechado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na restinga da Fortaleza de São Tiago há um excelente estabelecimento, e muito sólido, para se formar um cais, conforme projecto que apresento, podendo chegar-se qualquer embarcação a descarregar as mercadorias. A Praça de S. Tiago pode servir para armazéns do depósito da Alfândega, suprindo-se esta com a bateria rasante, e ficando assim mais forte aquele ponto, porque a praça é muito acanhada e ficam os combatentes expostos aos estilhaços dos cavaleiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O estabelecimento do cais neste lugar tem grande vantagem, não podendo jamais ser aterrado com os entulhos das ribeiras, e a experiência tem mostrado que naquele lugar a praia não se tem alongado para o mar, o que não acontece desde o Forte Novo até à Ribeira de São Paulo» (ou ribeira de S. João), «que de 1803 a 1817, se tem alongado ao mar de 150 a 250 palmos, e progressivamente há-de ir crescendo, uma vez que se lhe não atalhe a causa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao Oeste da cidade a pouco mais de meia légua, há a magnífica Praia Formosa, muito favorável a um desembarque. Uma boa fragata será bastante para arrasar os redutos e baterias que defendem esta praia, em cujo porto pode fundear uma boa esquadra. Tem muito bom fundo, e perto daquela praia fica a Ribeira dos Socorridos para se tomar água. Feito que seja o desembarque, a marcha para o Funchal é muito rápida.» (Paulo Dias de Almeida e a Descrição da Ilha da Madeira da Madeira de 1817/1827, Carita, 1982).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qZLBGWecI/AAAAAAAADyw/wvgIz7w22Wg/s1600-h/DSC08038.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qZLBGWecI/AAAAAAAADyw/wvgIz7w22Wg/s400/DSC08038.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Porto do Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Em 7 de Março de 2010 - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, terminou o tenente Paulo Dias de Almeida, a sua “descrição” da cidade do Funchal, após as &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/08/desastres-naturais-no-arquiplago-da.html"&gt;aluviões&lt;/a&gt; nos meses de Outubro, de 1803 e 1815. Este, para minimizar o impacto destes fenómenos naturais na baixa da cidade do Funchal, já tinha projectado «&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/S5t57tC6x3I/AAAAAAAAAMM/8NolEeHFdas/s1600-h/Oudinot+1804.jpg"&gt;a nova Cidade&lt;/a&gt;» no «&lt;strong&gt;terreno das Angústias&lt;/strong&gt;».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidade do Funchal, encaixada numa «formosa e grande enseada de terra mais branda e ares frescos, toda coberta de formoso arvoredo, tão igual, por cima, que parecia feita à mão, sem haver árvore mais alta que outra, e, além de ser muito alegre à vista, vinha beber toda na água, que parecia a Natureza». Dela, desembocam no mar «três grandes e frescas ribeiras», como nos conta Gaspar Frutuoso. Na verdade, a «formosa e grande enseada de terra mais branda e ares frescos», para além da actividade vulcânica que lhe deu origem, foi formada à conta das suas «três grandes e frescas ribeiras» com a ajuda cíclica das aluviões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O Funchal em particular e a Madeira em geral, são o que são, na sua elegância, esculpida pelos citados fenómenos naturais, que os madeirenses têm de partilhar de gerações em gerações, deparando-se de tempos em tempos, com uma “nova Cidade”.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;(&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/08/desastres-naturais-no-arquiplago-da.html"&gt;À aluvião de 20 de Fevereiro de 2010&lt;/a&gt;)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qZt1ySDlI/AAAAAAAADy4/rJ-T5gezZt0/s1600-h/DSC08002.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qZt1ySDlI/AAAAAAAADy4/rJ-T5gezZt0/s400/DSC08002.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Cidade do Funchal - Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Em 7 de Março de 2010 - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;CARITA, Rui (1982). &lt;em&gt;Paulo Dias de Almeida, Tenente Coronel do Real Corpo de Engenheiros e a Descrição da Ilha da Madeira de 1817/1827&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal. pp. 57 e 59. Funchal.&lt;br /&gt;FRUTUOSO, Gaspar (2008). &lt;em&gt;As Saudades da Terra, História das Ilhas, do Porto Santo, Madeira, Desertas e Selvagens. Manuscrito do século XVI, anotado por Álvaro Rodrigues de Azevedo e introdução de Alberto Vieira. Fac-símile da edição de 1873, da Empresa Municipal Funchal 500 Anos&lt;/em&gt;. pp. 36 a 40. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984).&lt;em&gt; Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-8961794066784673882?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/8961794066784673882/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=8961794066784673882&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/8961794066784673882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/8961794066784673882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/03/funchal-depois-da-aluviao-nova-cidade.html' title='Funchal depois da Aluvião: a nova Cidade'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5qV9C4kbFI/AAAAAAAADyI/kQ84a30OGLw/s72-c/DSC08005.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-6926553613448777032</id><published>2010-01-24T22:53:00.011Z</published><updated>2010-06-18T00:24:03.129+01:00</updated><title type='text'>BARREIRA (Sítio da), BARDO</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S197bTmVKZI/AAAAAAAADvA/t90JOBKfpCU/s1600-h/DSC09192.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="255" mt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S197bTmVKZI/AAAAAAAADvA/t90JOBKfpCU/s400/DSC09192.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítios do Trapiche e da Barreira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Freguesia de Santo António -&amp;nbsp;Funchal - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;BARREIRA&lt;/strong&gt; – Sítio povoado da freguesia Santo António do Funchal, situado a 700 metros de altitude, nos limites desta mesma freguesia, próximo da floresta exótica e das serras que lhe são confinantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No passado, os habitantes do sítio da Barreira, sempre estiverem ligados à vida serrana, tanto na pastorícia como na agricultura, assim como todos os povoados com as mesmas características geográficas na Madeira. Presentemente, a pastorícia e agricultura, actividades do sector primário neste sítio, são praticamente inexistentes, consequência do dinamismo evolutivo social e outros meios de subsistência. A floresta limita o casario disperso, em conjunto com as pequenas courelas e hortas. As serras circunvizinhas recuperam o seu coberto vegetal, pois deixaram de ser pastagem, após a retirada do gado dos montados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S197mPjgWGI/AAAAAAAADvI/Qg4VbNIJeik/s1600-h/DSC09245.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" mt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S197mPjgWGI/AAAAAAAADvI/Qg4VbNIJeik/s400/DSC09245.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Serras da freguesia de&amp;nbsp;Santo António&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Duas levadas, a da Serra e a da Negra, regam-lhes os terrenos. A primeira, tem origem no Pico do Cedro e a segunda, tem origem no Pico Escalvado, próximo do Pico do Areeiro. Neste sítio, terminam ou iniciam-se uma série de percursos por levadas e veredas, para o Parque Ecológico do Funchal (&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/08/pico-do-areeiro-areeiro-o-termo-areeiro.html"&gt;Areeiro&lt;/a&gt;), para as serras de Santo António (Ribeira da Lapa, Montado do Paredão, Pico do Cedro e Pico Escalvado) e para as Serras de São Roque. O itinerário mais pitoresco, é o da Levada da Negra (ou da Fonte do Terreiro do Freixo e Curral do Martinho)&amp;nbsp;com o destino ao Parque Ecológico do Funchal (&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlvNUMzZPI/AAAAAAAABR4/Fp-8dcNfGdo/s1600-h/DSC06551.JPG"&gt;Poço da Neve&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece que este sítio, deve-lhe o nome à existência de uma &lt;em&gt;barreira&lt;/em&gt; (tapume ou trincheira), &lt;em&gt;feito de estacas e ramos de árvores e destinado a impedir que os gados que pastavam livremente nas serras e baldios, descessem ao povoado e terras cultivadas&lt;/em&gt;, que os madeirenses denominam de &lt;em&gt;bardo&lt;/em&gt;, segundo o Elucidário Madeirense.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1973G-LdVI/AAAAAAAADvQ/lEtSpEZBXNQ/s1600-h/DSC05853.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1973G-LdVI/AAAAAAAADvQ/lEtSpEZBXNQ/s400/DSC05853.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem, foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na freguesia da Ponta do Pargo, existe um sítio não povoado, chamado de “Lombo da Barreira” e na Freguesia da Boaventura, uma das levadas existentes, para a sua irrigação, intitulava-se de “Levada de Lombo do Serrão e Barreira”, segundo o Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira. Igualmente, a Carta Militar (1974) refere um lugar de nome Barreira (?) no limite sul do Montado do Barreiro, próximo do sítio dos Tornos. Desconhecemos, se estes topónimos terão a haver com o facto de serem locais que no passado tinham um &lt;em&gt;tapume&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;trincheira&lt;/em&gt;, ou teriam algum obstáculo natural ou de natureza geomorfológica, ou seja, uma “barreira”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao averiguar-mos a acepção do vocábulo &lt;em&gt;barreira&lt;/em&gt;, através do Dicionário de Língua Portuguesa, este diz-nos, que o mesmo pode ser uma &lt;em&gt;estacada&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;trincheira&lt;/em&gt;, para além de outros significados que lhe possam ser atribuídos, tais como: &lt;em&gt;lugar de onde se tira barro; terreno argiloso; terra alta e seca; entrada de povoação onde se pagam impostos fiscais; portagem; obstáculo; dificuldade&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1zGrt5PjjI/AAAAAAAADuI/_YxDwyvxFq0/s1600-h/DSC06083.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" mt="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1zGrt5PjjI/AAAAAAAADuI/_YxDwyvxFq0/s400/DSC06083.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;"Bardo"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Analogamente, o vocábulo &lt;em&gt;bardo&lt;/em&gt; (substantivo masculino), o mesmo dicionário atesta que significa: &lt;em&gt;borda; fila de videiras ligadas a estacas e arames que formam um suporte vertical; curral onde pernoita o gado miúdo; redil,&lt;/em&gt; (de barda). O vocábulo &lt;em&gt;barda&lt;/em&gt; (substantivo feminino) traduz &lt;em&gt;um tapume formado por silvas ou ramos de outras plantas; sebe;&lt;/em&gt; etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neste contexto, poderemos “asseverar” que, os vocábulos &lt;em&gt;bardo&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;barda&lt;/em&gt; poderão ser sinónimos (?)&amp;nbsp;do termo &lt;em&gt;barreira&lt;/em&gt;. Assim, pela denominação singular, natural e popular, o vocábulo &lt;em&gt;barreira&lt;/em&gt;, transformou-se em topónimo. Por outro lado, o vocábulo &lt;em&gt;bardo&lt;/em&gt; é igualmente usado como topónimo na Madeira, este, localizado no Porto do Moniz, denominado por Achada do Bardo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1zHUh6oyEI/AAAAAAAADuQ/XlVm8nFXr9k/s1600-h/DSC06082.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1zHUh6oyEI/AAAAAAAADuQ/XlVm8nFXr9k/s400/DSC06082.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Idem, foto anterior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(À esquerda do "bardo" - zona de apascentação. À direita do "bardo" -&amp;nbsp; zona proibida de apascentação)&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&amp;nbsp;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os &lt;em&gt;bardos&lt;/em&gt; eram habituais na Madeira e &lt;em&gt;em geral constituíam a linha divisória entre os terrenos de cultivo e os logradouros comuns&lt;/em&gt; (&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/b/bal4.htm"&gt;baldios&lt;/a&gt;) &lt;em&gt;para a pastagem do gado e apanha de lenhas e matos&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por ser frequentador dos &lt;em&gt;bardos&lt;/em&gt;, tanto artificiais como naturais, uma das aves da família &lt;em&gt;falconidae&lt;/em&gt;, o Gavião (&lt;em&gt;Accipiter nisus granti&lt;/em&gt;), subespécie endémica da Macaronésia, foi popularmente baptizada pelos madeirenses de&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;em&gt;fura-bardos&lt;/em&gt;, dado a ter um comportamento furtivo na sua actividade venatória, acompanhada de voos rasantes, “&lt;em&gt;furando&lt;/em&gt;” os &lt;em&gt;bardos&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1zIFXii_qI/AAAAAAAADuY/rWrRDOT7yEk/s1600-h/Fura+Bardos.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="400" mt="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S1zIFXii_qI/AAAAAAAADuY/rWrRDOT7yEk/s400/Fura+Bardos.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;"Fura-bardos" - Gavião (Accipiter nisus granti)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Fonte: Paulo Oliveira, 1999, &lt;em&gt;A Conservação e Gestão das Aves do Arquipélago da Madeira,&lt;/em&gt; SRAFP - Serviço do Parque Natural)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa. Dicionários “Editora”&lt;/em&gt;. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Paulo (1999). &lt;em&gt;A Conservação e Gestão das Aves do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas - Serviço do Parque Natural. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar. Serie P 821&lt;/em&gt;. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1929). &lt;em&gt;Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-6926553613448777032?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/6926553613448777032/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=6926553613448777032&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/6926553613448777032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/6926553613448777032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/01/barreira-sitio-da-bardo.html' title='BARREIRA (Sítio da), BARDO'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S197bTmVKZI/AAAAAAAADvA/t90JOBKfpCU/s72-c/DSC09192.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-2024410784237221435</id><published>2009-12-30T11:07:00.000Z</published><updated>2011-03-02T10:20:15.288Z</updated><title type='text'>O Natal Madeirense: as oitavas</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxkOlRro9I/AAAAAAAAEBA/RRVwxCYyZmo/s1600/DSC03444.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxkOlRro9I/AAAAAAAAEBA/RRVwxCYyZmo/s400/DSC03444.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Natal tem para o madeirense um atractivo especial e talvez único no mundo. As festas natalícias não se ficaram só pelo «Dia de Festa»! São repletas de tradições, em que muito nobilitam a etnografia e o folclore revelando o «histórico» da alma dos madeirenses. Ainda hoje, essas tradições perpetuam-se no tempo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Profundamente religiosos os madeirenses, não se contentaram a celebrar o Natal numa simples reunião de família em animada e recheia «consoada». Foram mais além! E deram largas à sua fé e à liturgia do Natal onde o religioso alimenta o profano e vice-versa. Antigamente na Madeira, tudo girava à volta da «Festa» e o mês de Dezembro era o mais esperado pelos habitantes das ilhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Natal na Madeira inicia-se com as «Missas do Parto» a partir do dia 16 de Dezembro. Estas que terminam na véspera do Dia de Natal, têm por tradição preparar os fiéis para o Nascimento a 25 de Dezembro.&lt;br /&gt;Os madeirenses chamam às «Missas do Parto» as novenas do Natal. E por serem novenas, são nove as missas no seu total e celebram-se de madrugada. Depois das mesmas, as igrejas esvaziam nos seus adros os crentes para ouvirem os cânticos das «Missas do Parto» acompanhados por grupos de cordas, acordeões e castanholas. Igualmente, não faltam os «despiques» a que se seguem, as sessões de «aquecer» com as aguardentes, licores, broas e bolos. O «mata-bicho» é reforçado, pois, os dias prolongam-se pelo trabalho!&lt;br /&gt;No&amp;nbsp;dia da primeira «Missa do Parto», era tradição matar os porcos com todo o seu ritual ancestral conhecido pela «Função do Porco». &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxkpptqEvI/AAAAAAAAEBE/dMhfPeMneP4/s1600/DSC03442.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxkpptqEvI/AAAAAAAAEBE/dMhfPeMneP4/s400/DSC03442.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre o final da tarde ou depois do crepúsculo, procedido da noite do dia 23 para 24 de Dezembro, os madeirenses preparam-se para as idas ao Mercado, com a finalidade de reforçar os artigos alimentares para o almoço, jantar ou para a tradicional «Ceia de Natal». Nada pode faltar! Por vezes este frenesim natalício é acompanhado por grupos de cantares. Hoje na Madeira as tradicionais «noites do mercado» são já uma nova referência na quadra do «Natal Madeirense».&lt;br /&gt;Outrora, em algumas freguesias da Madeira, designadamente no Caniçal e Paul do Mar, esta noite de 23 para 24 de Dezembro era chamada a «Noite do Pão» por ser nesta em que coziam o pão para o «Dia de Festa».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na véspera do Dia de Natal em outros tempos era o momento de «armar a &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/12/lapinha-o-presepio-madeirense.html"&gt;Lapinha&lt;/a&gt;», o «Pinheiro ou a Árvore de Natal» (tradição de outras culturas ocidentais) e ir à «Missa do Galo», acompanhadas do tradicional cumprimento de «Boas Festas». No passado, quem não assistia à «Missa do Galo» à meia-noite, assistia à «Missa dos Pastores» pela madrugada.&lt;br /&gt;Presentemente, os presépios e outros ornamentos natalícios são montados muito mais cedo nas casas dos madeirenses. O «Dia de Festa» era (e, ainda é) tradicionalmente, passado em família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos dias que procedem o Dia de Natal ou «Dia de Festa», são designados pelos madeirenses por «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitava&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» ou «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas do Natal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;».&lt;br /&gt;A terminologia católica popular, sempre orientou o «natal madeirense». Assim, ocorrem os vocábulos: &lt;em&gt;«&lt;strong&gt;primeira &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitava&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;», «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;segunda&lt;/em&gt; &lt;em&gt;oitava&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;», «&lt;strong&gt;&lt;em&gt;terceira&lt;/em&gt; &lt;em&gt;oitava&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;». Por outro lado, certificamos estas premissas através da Enciclopédia Católica Popular que nos define uma «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitava&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;em liturgia&lt;/strong&gt;», como «o prolongamento por oito dias da celebração duma festa importante, ou então o oitavo dia dessa celebração». Ainda mais nos acrescenta a citada Enciclopédia que, «tal costume, com raízes na liturgia judaica, esteve muito em voga durante a Idade Média. A reforma de S. Pio V reduziu o seu número, e o Conc. Vat. II só manteve as do Natal e da Páscoa», (Bispo Emérito de Beja Manuel Franco Falcão, 2006, 2.ª Edição, Paulistas, p. 367).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxk8RMyrHI/AAAAAAAAEBI/7pYHssVKv68/s1600/DSC03456.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxk8RMyrHI/AAAAAAAAEBI/7pYHssVKv68/s400/DSC03456.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Madeira de outrora, as «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas do Natal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» eram vividas como se fossem «dias santos de guarda» no dizer do Padre Manuel Juvenal Pita Ferreira (O Natal na Madeira: Estudo Folclórico, 1956, pp. 257-260). Segundo este, os madeirenses por esta altura (1956), «… de manhã ouvem missa, comungam e beijam o Menino Jesus, para &lt;em&gt;alembrar a Festa&lt;/em&gt;; de tarde visitam os padrinhos ou as pessoas mais idosas e respeitáveis da família, - os avós e os pais, - com quem jantam.&lt;br /&gt;O comércio fecha as portas e, no campo, ninguém trabalha.&lt;br /&gt;Se algum lavrador ou comerciante se atreve a tal, fica sujeito à visita dos &lt;em&gt;rapazes da Greve&lt;/em&gt; que, mascarados ou não, tiram as enxadas, foices, pás e cestos das mãos dos donos, os bordados e a costura das mãos das donas e os obrigam a descansar.&lt;br /&gt;Tudo se passa entre gargalhadas, porque, doutro modo, há sempre empurrões e cacetada &lt;em&gt;à farta&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Oferecem-lhes uma ou duas galinhas e os padrinhos retribuem os cumprimentos de Boas Festas com dinheiro, roupa ou bolos de mel.&lt;br /&gt;No Porto da Cruz os afilhados de casamento elevam a sua oferta para quatro ou seis galinhas.&lt;br /&gt;Numa das oitavas do Natal, vão a casa dos padrinhos ajudar a comê-las em boa canja e regadas com bom &lt;em&gt;americano&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Durante todo o dia rebentam granadas no ar e estoiram bombas, muitas bombas.&lt;br /&gt;Depois do jantar, muitos tocam e trovam, rapazes e raparigas passeiam para mostrar os fatos novos, as gravatas e os vestidos tirados na missa da manhã, outros visitam as pessoas amigas, que lhes oferecem vinho, &lt;em&gt;bolo de mel&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;de família&lt;/em&gt; e broas, com fartura.&lt;br /&gt;À noite, acaba muito namoro em razão do rapaz ter perdido a vergonha e pedido ao futuro sogro a mão da namorada. Vaidoso, acompanhá-la-á, daí para o futuro, à missa e nos passeios, sob o olhar vigilante duma tia solteirona ou duma irmã.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxlNKZrENI/AAAAAAAAEBM/MEQUJtzYFw8/s1600/DSC03485.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxlNKZrENI/AAAAAAAAEBM/MEQUJtzYFw8/s400/DSC03485.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelas «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas do Natal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;», ainda segundo o Padre Manuel Juvenal Pita Ferreira (O Natal na Madeira: Estudo Folclórico, 1956), «… é costume visitar as lapinhas da vizinhança, do sítio e até da freguesia.&lt;br /&gt;Nas serras da Ribeira Brava, os visitantes tocam e cantam, diante do presépio, e deitam esmolas num pires, posto para isso, pelo dono, à frente do Menino Jesus.&lt;br /&gt;Há versos apropriados&amp;nbsp;para a visita e oferta.&amp;nbsp;(...).»&lt;br /&gt;«No Porto Santo, não costumam cantar diante dos presépios, a não ser que o dono da casa &lt;em&gt;dê viola&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Passam o tempo da visita a apreciar os pastores de barro» (…), «a Ceia do Senhor, os Reis Magos, a Natividade, cenas da vida pastoril, etc.&lt;br /&gt;Em quase todas as freguesias da Madeira se joga e se reza o terço diante da lapinha.&lt;br /&gt;Antigamente, em S. Gonçalo, cantavam-se novenas com &lt;em&gt;Veni&lt;/em&gt;, ladainha e versos ao Menino Jesus.&lt;br /&gt;Oficiava a pessoa mais devota, cantando os grandes e pequenos, a bom cantar.&lt;br /&gt;Dava-se em todas o Menino a beijar, enquanto toda a gente cantava o &lt;em&gt;Bendito&lt;/em&gt;, já hoje esquecido.»&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Toda a esta ambiência natalícia das «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas do Natal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» que nos narra o Padre Manuel Juvenal Pita Ferreira (O Natal na Madeira: Estudo Folclórico, 1956) prolongou-se no tempo e ainda hoje, algumas das tradições acima supracitadas são rememoradas em muitas freguesias madeirenses. Por outro lado, as «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» não acabam por aqui! Após grande festa do «Fim do Ano», prologam-se pelas «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas do Jesus&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» (primeiro dia do ano) e pelas «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas dos Reis&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» (6 de Janeiro), até ao dia de Santo Amaro (15 de Janeiro) com «limpeza dos armários», lá para os lados da freguesia de Santa Cruz.&lt;br /&gt;E assim, termina a grande Festa que é o Natal na Madeira que consideramos em título por «Natal Madeirense».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De forma a «perpetuar» uma das «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;oitavas do Natal&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;» na Madeira foi instituído um dia feriado regional através do Decreto Legislativo Regional N.º 18/2002/M, de 8 de Novembro, o dia 26 de Dezembro: a «&lt;em&gt;&lt;strong&gt;primeira oitava&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;».&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxleukhh3I/AAAAAAAAEBQ/KZcOJaYVdiw/s1600/DSC03490.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="266" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxleukhh3I/AAAAAAAAEBQ/KZcOJaYVdiw/s400/DSC03490.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; font-size: 12pt; mso-ansi-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FALCÃO, Bispo Emérito Manuel Franco (2006). &lt;em&gt;Enciclopédia Católica Popular&lt;/em&gt;. 2.ª Edição. Paulistas. Beja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;FERREIRA, Padre Manuel Juvenal Pita (2010). &lt;em&gt;O Natal na Madeira: Estudo Folclórico&lt;/em&gt;. 2.ª Edição (Reimpressão). Secretaria Regional de Educação e Cultura. Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-2024410784237221435?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/2024410784237221435/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=2024410784237221435&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2024410784237221435'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2024410784237221435'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/12/o-natal-madeirense-as-oitavas.html' title='O Natal Madeirense: as oitavas'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/TRxkOlRro9I/AAAAAAAAEBA/RRVwxCYyZmo/s72-c/DSC03444.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-7346984317470898566</id><published>2009-12-09T17:44:00.003Z</published><updated>2011-11-30T18:12:49.640Z</updated><title type='text'>Lapinha: o Presépio Madeirense</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0Dhs1t53I/AAAAAAAADqQ/hBBaEMj_80I/s1600-h/SSA40448.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0Dhs1t53I/AAAAAAAADqQ/hBBaEMj_80I/s400/SSA40448.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Escadinha&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;De uma maneira geral, na tradição madeirense existem dois géneros de presépios (também conhecidos por lapinhas): a &lt;em&gt;escadinha&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;rochinha&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A &lt;em&gt;escadinha&lt;/em&gt; reproduz de certa maneira o altar onde o &lt;a href="http://mnmachadodecastro.imc-ip.pt/pt-PT/exposicoes/jarealizadas/ContentDetail.aspx?id=597"&gt;Menino&lt;/a&gt; é enaltecido no cimo do último degrau. Alvitra-se que foi introduzido no arquipélago por &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/10/gentes-do-arquiplago-origens.html"&gt;colonos&lt;/a&gt; algarvios ou por religiosos franciscanos (?), que foram os precursores do culto do Presépio. A tradição da &lt;em&gt;escadinha&lt;/em&gt; é habitual no &lt;a href="http://www.cgalgarve.com/presepio.html"&gt;Algarve&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; e nos &lt;a href="http://srec.azores.gov.pt/dre/sd/115171010401/noti06_01_04.htm"&gt;Açores&lt;/a&gt;. Nestas regiões, este tipo de presépio é conhecido por &lt;em&gt;altarinho&lt;/em&gt;. Para além do actual espaço geográfico português, a mesma tradição é ainda hoje usada nos países que falam a&amp;nbsp;língua portuguesa, designadamente no Brasil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0EL2fYHnI/AAAAAAAADqY/WERR3y1gqMY/s1600-h/DSC08171.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0EL2fYHnI/AAAAAAAADqY/WERR3y1gqMY/s400/DSC08171.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;&lt;em&gt;Escadinha&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A &lt;em&gt;rochinha&lt;/em&gt;, inspirada na orografia madeirense, onde a Natividade é representada numa &lt;em&gt;lapa&lt;/em&gt; ou gruta, "rodeada"&amp;nbsp;de &lt;em&gt;lombos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;lombadas,&lt;/em&gt; &lt;em&gt;vales e quedas de água&lt;/em&gt;, "povoada" por um casario disperso onde caminhos e veredas orientam as &lt;a href="http://www.museuquintadascruzes.com/pt-PT/Coleccoes/escultura/ContentDetail.aspx?id=138"&gt;figuras&lt;/a&gt; (Reis Magos, pastores e ovelhas), para o "centro" da devoção do acto natalício, onde o Menino placidamente descansa no berço junto à manjedoura, amparado pelo olhar atento dos Pais. Toda esta ambiência, recorda o cenário concebido por &lt;em&gt;São Francisco de Assis em 1223&lt;/em&gt;, segundo os cronistas, que em vez de comemorar a véspera de Natal nas igrejas, como era costume,&lt;em&gt; &lt;/em&gt;fê-lo &lt;em&gt;na floresta de &lt;a href="http://www.prolocogreccio.it/"&gt;Greccio&lt;/a&gt;, local para onde mandou transportar uma manjedoura, um boi e um burro&lt;/em&gt;, para melhor aclarar o cerimonial aos devotos. Poderemos nos atrever a dizer que a &lt;em&gt;rochinha&lt;/em&gt; é “mais madeirense” que a &lt;em&gt;escadinha&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0Eo6CidDI/AAAAAAAADqg/GuknUDpCiBo/s1600-h/DSC06471.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0Eo6CidDI/AAAAAAAADqg/GuknUDpCiBo/s400/DSC06471.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Lapa&lt;/em&gt; ou gruta&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Do vocábulo &lt;em&gt;lapa&lt;/em&gt; (gruta), provém a designação de &lt;em&gt;lapinha&lt;/em&gt; ao presépio madeirense, e igualmente, designa alguns topónimos madeirenses, como por exemplo, a Ribeira da Lapa (próximo do Curral das Freiras) ou a Lapa da Cadela (próximo do Pico Ruivo). Com a mesma &lt;em&gt;destreza popular&lt;/em&gt;, os madeirenses denominaram os dois tipos de presépios (a &lt;em&gt;escadinha&lt;/em&gt; e a &lt;em&gt;rochinha&lt;/em&gt;) por &lt;em&gt;lapinhas&lt;/em&gt;. Era comum nas visitas natalícias aos familiares e amigos, ouvirmos o seguinte "&lt;em&gt;convite verbal"&lt;/em&gt;: – &lt;em&gt;Venham ver a minha lapinha!&lt;/em&gt; De facto, por aquilo que nos recordamos de outros tempos, muitas vezes a &lt;em&gt;lapinha&lt;/em&gt; poderia ser uma &lt;em&gt;escadinha&lt;/em&gt; ou uma &lt;em&gt;rochinha&lt;/em&gt;! Por outro lado, denominar gruta por &lt;em&gt;lapa&lt;/em&gt;, não é exclusivo da Madeira. O mesmo vocábulo é usado no território continental&amp;nbsp;português, igualmente constituindo-se em topónimo, como por exemplo em Coimbra (&lt;a href="http://br.olhares.com/lapa_dos_esteios___coimbra_foto1441528.html"&gt;Lapa dos Esteios&lt;/a&gt;) ou em Arronches, Portalegre (&lt;a href="http://v12.nonxt3.c.bigcache.googleapis.com/static.panoramio.com/photos/original/21675693.jpg?redirect_counter=1"&gt;Lapa dos Gaivões&lt;/a&gt;), entre outros locais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0FJWTJPjI/AAAAAAAADqo/OanUX1R8voY/s1600-h/DSC08168.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0FJWTJPjI/AAAAAAAADqo/OanUX1R8voY/s400/DSC08168.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;Rochinha&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na construção dos dois tipos de presépios, para além das suas diferentes formas, são utilizados materiais, que vão de tábuas, tecido,&amp;nbsp;papel,&amp;nbsp;troncos, rizomas de &lt;em&gt;canavieira&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;feijoco&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;fajoco&lt;/em&gt; (materiais &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/05/rochas-do-arquiplago-da-madeira-e.html"&gt;piroclásticos&lt;/a&gt;), areia e&amp;nbsp;algodão, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na&amp;nbsp;ornamentação, são utilizados os produtos da terra (frutas), plantas endémicas, de entre as quais, os alegra-campos (&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_olWf3hpL7uw/R0_R041BFyI/AAAAAAAADWA/teUb2VUl6qs/s1600-R/Semele+gayae+IMGP5690.JPG"&gt;Semele androgyna&lt;/a&gt;), as cabrinhas (&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_olWf3hpL7uw/SCw3LX1jawI/AAAAAAAAErk/unr1V8yLmAs/s1600-h/IMGP6864.JPG"&gt;Davallia canariensis&lt;/a&gt;), os &lt;em&gt;ensaiões,&lt;/em&gt; e várias espécies de musgos e de líquenes, etc.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pequenos vasos (&lt;em&gt;cântaros&lt;/em&gt;), denominados de &lt;em&gt;searas&lt;/em&gt;, decoram outros espaços nos presépios, no desígnio popular de obter a bênção do Menino para boas colheitas no cultivo das courelas e das&amp;nbsp;hortas madeirenses. Estas &lt;em&gt;searas&lt;/em&gt;, são na sua maioria constituídas por trigo, milho, lentilhas, favas, ervilhas e tremoços, conforme algumas localidades do arquipélago. As mais usadas são as de trigo e milho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0FovwviKI/AAAAAAAADqw/DRqV93SeOX0/s1600-h/DSC08175.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ps="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0FovwviKI/AAAAAAAADqw/DRqV93SeOX0/s400/DSC08175.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Gentes - foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No Arquipélago da Madeira, as suas &lt;em&gt;gentes&lt;/em&gt; comemoram as festas do &lt;a href="http://alb.alberto.googlepages.com/festa.pdf"&gt;Natal&lt;/a&gt; desde o dia do Nascimento de Jesus até ao dia de Reis.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O &lt;em&gt;&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2010/12/o-natal-madeirense-as-oitavas.html"&gt;Natal madeirense&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; é mais conhecido por &lt;em&gt;&lt;span style="color: blue;"&gt;" A FESTA"&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;.&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-7346984317470898566?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/7346984317470898566/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=7346984317470898566&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/7346984317470898566'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/7346984317470898566'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/12/lapinha-o-presepio-madeirense.html' title='Lapinha: o Presépio Madeirense'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sy0Dhs1t53I/AAAAAAAADqQ/hBBaEMj_80I/s72-c/SSA40448.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-3481892707414173308</id><published>2009-11-20T22:44:00.014Z</published><updated>2010-03-15T20:47:10.042Z</updated><title type='text'>BARCELOS (Sítio e Pico dos)</title><content type='html'>&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcUApmWO2I/AAAAAAAADh8/u6vSx4og29s/s1600/DSC00485.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcUApmWO2I/AAAAAAAADh8/u6vSx4og29s/s400/DSC00485.JPG" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Pico dos Barcelos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;BARCELOS (Sítio e Pico dos)&lt;/strong&gt; - Sítio povoado da freguesia de Santo António do Funchal. Neste se ergue uma pequena colina, conhecida pelo mesmo nome, (Pico dos Barcelos). É ponto obrigatório de atracção para todos os turistas que visitam a Madeira tendo sido construído nele um miradouro. Neste, descortina-se largas vistas sobre o anfiteatro da cidade capital do arquipélago, o Funchal, desde a Ponta do Garajau (este) até ao Cabo Girão (oeste) e todo o concelho de Câmara de Lobos, passando pelas serras e picos adjacentes para norte e terminando nas ilhas Desertas, a sudeste.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Segundo o Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira (Silva, Padre Fernando Augusto da, 1934), «parece que este sítio tirou o nome de Diogo Barcelos um dos primitivos povoadores, que por ali possuía alguns tractos de terreno.» Igual premissa, nos transmite o mesmo autor no Elucidário Madeirense.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcSz4siWhI/AAAAAAAADh0/Or2mNMujnBg/s1600/DSC00453.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcSz4siWhI/AAAAAAAADh0/Or2mNMujnBg/s400/DSC00453.JPG" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Sítio e Pico dos Barcelos&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Visto do Pico do Buxo, São Martinho - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Conhecido inicialmente por sítio e pico «do Barcelos», hoje «dos Barcelos», diz-nos, Nelson Veríssimo, sobre a origem deste topónimo, que o mesmo, está «relacionado com o apelido Barcelos, com origem, por certo, no topónimo minhoto», Barcelos,&amp;nbsp;&lt;a href="http://www.guiadacidade.pt/portugal/index.php?G=monumentos.ver&amp;amp;artid=15480&amp;amp;distritoid=03"&gt;cidade&lt;/a&gt; do norte de Portugal, banhada pelo rio Cávado, no Minho. E, mais adiciona o mesmo autor que, «Diogo de Barcelos foi procurador dos negócios da Câmara do Funchal, por diversas vezes, desde 1486. Era homem bom do Funchal e fidalgo. Na acta da vereação da Câmara do Funchal, de 27 de Junho de 1495, esclarece-se ser “escolar em Cânones”. Em Novembro de 1572, há uma referência documental ao topónimo Pico do Barcelos (Costa, 1995: 124, 354 e 391; ARM, Mis. do Funchal, 710, fls. 332 v.º-333, cit. por Guerra, Apontamentos…). Em 1516, encontramos um João Fernandes Barcelos no rol dos homens bons da Câmara do Funchal (AHM, XVIII, 1974: 585).» (Toponímia: património a preservar. In: lharq, Revista de Arqueologia e Património Cultural, n.º 4, Machico, ARCHAIS - Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira, 2004, pp. 49-59).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcU9oyiY5I/AAAAAAAADiE/kqvroMcW6n0/s1600/DSC09228.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcU9oyiY5I/AAAAAAAADiE/kqvroMcW6n0/s400/DSC09228.JPG" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pico dos Barcelos e Pico do Buxo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Vistos do Pico da Cruz, São Martinho - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Num artigo da jornalista Marília Dantas, publicado no Jornal da Madeira de 27 de Julho de 2008, com o título «Pico dos Barcelos já foi zona de cultivo de seda», e segundo esta, «ao que tudo indica, o Pico dos Barcelos desde sempre foi um local importante. De acordo com o historiador Emanuel Janes, a designação “Barcelos” surge do nome de um dos povoadores da Madeira, Diogo de Barcelos» […]. «A este foram distribuídas terras naquela localidade para exploração. Como Diogo de Barcelos era um negociante de seda, começou por plantar naquela área amoreiras, uma planta importante para alimentar o bicho-da-seda».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Em 1490, Diogo de Barcelos «teve o contrato da seda» no Funchal, segundo o Tenente Coronel Alberto Artur Sarmento&amp;nbsp;&amp;nbsp;(Freguesias da Madeira, 1953). Parece que foi o&amp;nbsp;primeiro cultivador da amoreira na Madeira, segundo Emanuel Janes,&amp;nbsp;no supracitado artigo, «produção essa, que depois proliferou um pouco por toda a ilha, originando localidades com este nome em várias freguesias».&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao longo dos anos, cativados pela localização, a vista e pelo interesse económico, o núcleo populacional envolvente cresceu cada vez mais com o pequeno comércio local de "suvenires".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S2C43lsw-MI/AAAAAAAADvw/0L38kFMzB1g/s1600-h/DSC06259.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S2C43lsw-MI/AAAAAAAADvw/0L38kFMzB1g/s400/DSC06259.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center" class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Pico dos Barcelos, Pico do Bucho&amp;nbsp;e Pico da Cruz&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Uma das primeiras iniciativas relevantes para a importância do Sítio e do Pico dos Barcelos foi a construção de uma estrada em 1917, facilitando o acesso a este local, onde era «frequentado a toda a hora por inúmeros visitantes nacionais e estrangeiros» (Elucidário Madeirense). Em 1941, foi construído no miradouro pela então «sociedade Juventude Antoniana» da paróquia de Santo António, um Cruzeiro, por ocasião, «das festas centenárias comemorativas da Independência e da Restauração de Portugal» (Elucidário Madeirense). Em 1948 realizou-se a primeira emissão da extinta Estação Rádio Madeira, pertença da família madeirense Portela Ribeiro. Entre 1949 e 1950, a antiga Delegação de Turismo da Madeira, procedeu ao início de um projecto de construção do actual espaço envolvente ao miradouro, (Catálogo da documentação acumulada pela extinta Delegação de Turismo da Madeira Instrumentos Descritivos - 2008 - Miradouro do Pico dos Barcelos - Processo de adjudicação 1949/1950, Regulamentação, Coordenação, e Promoção da Actividade Turística - Miradouros, do ARM). Posteriormente em 1964, teve lugar a inauguração de um nicho dedicado a Nossa Senhora dos Caminhos, no Pico dos Barcelos (&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/crono6.html"&gt;Cronologia&lt;/a&gt; dos Acontecimentos - séc. XX - CEHA). Na zona circundante ao miradouro, ao longo dos anos, construíram-se pequenas unidades de restauração para apoio aos visitantes e turistas, cujos projectos foram licenciados pela mesma Delegação (Catálogo da documentação acumulada pela extinta Delegação de Turismo da Madeira Instrumentos Descritivos - 2008, do ARM). No sítio e Pico dos Barcelos, na Estrada Comandante Camacho de Freitas, está sedeado o Centro de Formação Profissional da Madeira (actual &lt;a href="http://www.drfp.pt/default.aspx"&gt;Direcção Regional&lt;/a&gt; de Qualificação Profissional), inaugurado a 16 de Outubro de 1979, estabelecimento este que veio dar resposta à grande necessidade de formação e de reconversão profissional dos trabalhadores da Região Autónoma da Madeira.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcWul1XbqI/AAAAAAAADiU/uDnb1k6iFc8/s1600/DSC07608.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcWul1XbqI/AAAAAAAADiU/uDnb1k6iFc8/s400/DSC07608.JPG" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;Pico dos Barcelos, Pico de Santo António e Pico do Cardo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;(Vistos da freguesia&amp;nbsp;de Nossa Senhora do Monte - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Pico dos Barcelos, (355 metros de altitude), assim como os restantes picos do Funchal, julgamos pelas suas estruturas vulcânicas, que são consequência de episódios vulcânicos recentes, correspondente à actividade vulcânica que ocorreu, «desde há 120 000 anos até há 6 000 / 7 000 anos» na ilha da Madeira, de acordo com o levantamento vulcano-estratigráfico mais recente, efectuado por Prada &amp;amp; Serralheiro (2000). Foram «episódios vulcânicos bem localizados, essencialmente do tipo explosivo, com taxas de erupção reduzidas, situados, na sua maior parte, no Funchal e arredores, mas também no Paul da Serra e no Porto Moniz» (PRADA, S., GASPAR, M.A., SILVA, M.O., CRUZ, J.V., PORTELA, M.M., HORA, G.R., 2003 - Recursos Hídricos da Ilha da Madeira. Comunicações do Instituto Geológico e Mineiro, Tomo 90: 125-142.). Os picos (cones vulcânicos) do Funchal são construídos essencialmente pela acumulação de materiais piroclásticos consolidados em tufos sob a forma de escórias, libertados durante essas erupções vulcânicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sw8BOdGrv1I/AAAAAAAADis/WyzpqrPcL14/s1600/DSC05888.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sw8BOdGrv1I/AAAAAAAADis/WyzpqrPcL14/s400/DSC05888.JPG" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Pico dos&amp;nbsp;Barcelos e Pico de Santo António&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Vistos da rua do Lazareto - foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ao Pico dos Barcelos, junta-se a uma unidade geomorfológica maior, constituída pelo Pico do Cardo (com 433 metros de altitude)&amp;nbsp;e pelo Pico de Santo António (com 436 metros de altitude), também conhecido por “Pico do Leocok”&amp;nbsp;e "Pico das Romeiras", unidos topograficamente por portelas ou colos. Rodeiam estes picos, os sítios das Casas Próximas, das Romeiras, das Courelas, das Preces, da Chamorra, do Pilar e de Santo Amaro, da freguesia de Santo António.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcZTl1XpeI/AAAAAAAADik/2ziM7K03c4A/s1600/DSC09566.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcZTl1XpeI/AAAAAAAADik/2ziM7K03c4A/s400/DSC09566.JPG" yr="true" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;strong&gt;&amp;nbsp;I&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;lhas Desertas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;CARVALHO, A. M. G. de e BRANDÃO, J. M. (1991). &lt;em&gt;Geologia do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Publicação do Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia) da Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;GOMES, Celso de Sousa Figueiredo e SILVA, João Baptista Pereira (1997). &lt;em&gt;Pedra Natural do Arquipélago da Madeira, Importância Social, Cultural e Económica&lt;/em&gt;. Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SARMENTO, A. Arthur (1953). &lt;em&gt;Freguesias da Madeira&lt;/em&gt;. 2.ª Edição, Junta Geral do Distrito Autónomo do Funchal. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;PRADA, S., GASPAR, M.A., SILVA, M.O., CRUZ, J.V., PORTELA, M.M., HORA, G.R. (2003). &lt;em&gt;Recursos Hídricos da Ilha da Madeira&lt;/em&gt;. Comunicações do Instituto Geológico e Mineiro, Tomo 90: 125-142.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;VERÍSSIMO, Nelson (2004). &lt;em&gt;Toponímia: património a preservar&lt;/em&gt;. lharq, Revista de Arqueologia e Património Cultural, n.º 4, Machico, ARCHAIS - Associação de Arqueologia e Defesa do Património da Madeira, pp. 49-59.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Links: &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.arquivo-madeira.org/item1.php?lang=0&amp;amp;id_channel=19&amp;amp;id_page=43"&gt;Arquivo Regional da Madeira&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;. CEHA - &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/cronolog.html"&gt;Cronologia dos Acontecimentos&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; - séc. XX.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-3481892707414173308?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/3481892707414173308/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=3481892707414173308&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3481892707414173308'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3481892707414173308'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/11/barcelos-sitio-e-pico-dos.html' title='BARCELOS (Sítio e Pico dos)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SwcUApmWO2I/AAAAAAAADh8/u6vSx4og29s/s72-c/DSC00485.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-2049596669882468</id><published>2009-10-05T12:26:00.036+01:00</published><updated>2010-03-15T20:48:46.708Z</updated><title type='text'>BANDA DE ALÉM ou BANDA D’ALÉM (Sítios da)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsndWp7jSsI/AAAAAAAADNg/a7zc0FeoY70/s1600-h/DSC05013.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389081810408000194" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsndWp7jSsI/AAAAAAAADNg/a7zc0FeoY70/s400/DSC05013.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Banda de Além - Madalena do Mar&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;BANDA DE ALÉM ou BANDA D’ALÉM&lt;/strong&gt; - Topónimo constituído por composição de palavras, onde a primeira significa, &lt;em&gt;lado&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;margem&lt;/em&gt; e a segunda expressa a ideia &lt;em&gt;de para o lado de lá de&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;Neste contexto, o topónimo “Banda de Além ou Banda d’Além” genericamente pode significar, “&lt;em&gt;para o lado de lá da margem&lt;/em&gt;”, no sentido óbvio à localização geográfica do lugar, demarcado por um curso de água, no caso da Ilha da Madeira, por ribeiras. Assim, poderemos encontrar sítios com estas características geográficas e denominadas pelo topónimo “Banda de Além ou Banda d’Além”, nas freguesias da &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/m/mad1.htm"&gt;Madalena do Mar&lt;/a&gt;, da &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/r/rib1.htm"&gt;Ribeira Brava&lt;/a&gt;, do &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/can15.htm"&gt;Caniçal&lt;/a&gt; e de &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/m/mac19.htm"&gt;Machico&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsndHXS4mwI/AAAAAAAADNY/DEBAWXkFYB0/s1600-h/DSC09857.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389081547707554562" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsndHXS4mwI/AAAAAAAADNY/DEBAWXkFYB0/s400/DSC09857.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Banda de Além (Pico e Cruz da) - Ribeira Brava&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Ssnc9tQJT-I/AAAAAAAADNQ/3d-K9U0bQCk/s1600-h/DSC09911.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389081381802954722" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Ssnc9tQJT-I/AAAAAAAADNQ/3d-K9U0bQCk/s400/DSC09911.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 270px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Caniçal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsncvsE8H_I/AAAAAAAADNI/mjzjiaSOvGQ/s1600-h/DSC05142.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389081140969349106" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsncvsE8H_I/AAAAAAAADNI/mjzjiaSOvGQ/s400/DSC05142.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Machico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;A Aluvião de 9 de Outubro de 1803 e a Capela de Cristo ou do Senhor dos Milagres&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Banda de Além - Machico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnbrdQGS7I/AAAAAAAADM4/J_B7H2v-3tA/s1600-h/DSC05220.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389079968758516658" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnbrdQGS7I/AAAAAAAADM4/J_B7H2v-3tA/s400/DSC05220.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Capela de Cristo ou do Senhor dos Milagres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na cidade de Machico, na margem esquerda da ribeira do mesmo nome, no sítio da Banda de Além, encontra-se a Capela do Senhor dos Milagres. É uma das mais antigas capelas do arquipélago madeirense, sendo considerada um monumento. Segundo alguns cronistas e historiadores, foi o primeiro (?) templo que se erigiu na Ilha da Madeira. Actualmente, aqui se venera a imagem do Senhor dos Milagres, que é objecto duma grande romagem por parte dos madeirenses, que se realiza no dia 9 de Outubro, data comemorativa da grande Aluvião de 1803, uma das maiores &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/08/desastres-naturais-no-arquiplago-da.html"&gt;catástrofes&lt;/a&gt; de que há memória na Madeira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnbaQ6fmMI/AAAAAAAADMw/eubrKYpVv9Q/s1600-h/DSC05211.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389079673388898498" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnbaQ6fmMI/AAAAAAAADMw/eubrKYpVv9Q/s400/DSC05211.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Capela de Cristo ou do Senhor dos Milagres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Pormenor interior - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A respeito desta Aluvião de 9 de Outubro de 1803 e relativamente a Machico, lê-se o seguinte no &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;: «(...) demoliu a muralha da ribeira, abateu a ponte e invadiu a vila de tal sorte que chegaram as águas á altura de três côvados na igreja e em todas as ruas. Esta inundação prometeu a todos a morte; mas um prodígio evidente fez que se salvassem todos, excepto catorze pessoas que pereceram arrastadas pelas águas e aterrados nas casas. Também demoliu a antiga e histórica capela do Senhor dos Milagres, tendo a respectiva imagem sido encontrada dias depois, no alto mar, por uma galera americana, que a fez depositar na Sé do Funchal.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnbKwOzGlI/AAAAAAAADMo/z05PsIcZyt4/s1600-h/DSC05206.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389079406917655122" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnbKwOzGlI/AAAAAAAADMo/z05PsIcZyt4/s400/DSC05206.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Porta da Capela de Cristo ou do Senhor dos Milagres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ainda sobre esta capela descreve-nos o mesmo &lt;em&gt;Elucidário&lt;/em&gt;, que «(...) da construção primitiva restam talvez apenas a porta ogival e as cruzes do frontispicio, que constituem a parte caracteristica do pequeno templo. A grande aluvião de 1803 deixou-o em completa ruína, sendo quasi inteiramente reconstruído no ano seguinte, pelos irmãos da Misericordia. Houve o cuidado de conservar-lhe a primitiva feição arquitectonica, o que igualmente se deu quando há cêrca de meio seculo se procedeu a uma nova reedificação.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnayH7tYtI/AAAAAAAADMg/2poUFh44tgY/s1600-h/DSC05245.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389078983783310034" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnayH7tYtI/AAAAAAAADMg/2poUFh44tgY/s400/DSC05245.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Capela de Cristo ou do Senhor dos Milagres&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A 3 de Novembro de 1956, a Capela do Senhor dos Milagres foi novamente acometida por uma aluvião que a inundou com 1,80 m altura de água. Referindo-se a esta aluvião relata-nos as &lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;: «(...) mais uma vez foi atingida pela cheia da Ribeira, que a margina, a capela do Senhor dos Milagres, construída primitivamente pela Ordem Militar de Cristo, no local onde se celebrou a primeira Missa da descoberta da ilha (…). Situa-se esta capela na Banda d’Além, a leste da Vila de Machico, bairro de pescadores, que sofreu o mais violento embate da corrente, arruinando algumas habitações.»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnactlDn3I/AAAAAAAADMY/LVJOXv67eW8/s1600-h/DSC05248.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389078615931723634" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnactlDn3I/AAAAAAAADMY/LVJOXv67eW8/s400/DSC05248.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 287px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Lápide em cantaria rija, evocativa da Aluvião de 3 de Novembro de 1956&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por ocasião das celebrações bicentenárias da Aluvião de 1803, a Paróquia de Machico, a 9 de Outubro de 2003, legou-nos a resenha histórica da capela e imagem do Senhor dos Milagres, através de postais, pelo saudoso &lt;em&gt;Padre António Joaquim Figueira Pestana Martinho&lt;/em&gt;, a qual transcrevemos na integra:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnaKY3hIaI/AAAAAAAADMQ/bgz1xmjc3ts/s1600-h/Senhores+dos+Milagres.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389078301134365090" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnaKY3hIaI/AAAAAAAADMQ/bgz1xmjc3ts/s400/Senhores+dos+Milagres.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 285px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Segundo um opúsculo de 1886 “A Capela”, primitivamente conhecida pelo nome da Visitação ou Misericórdia e hoje do Senhor Bom Jesus dos Milagres, foi erguida no lugar onde foi celebrada na Madeira a primeira Missa por um religioso de S. Francisco, aos 2 de Julho de 1419. Em 1755 foi invadida pelo mar, influência do terramoto de Lisboa.&lt;br /&gt;A calamitosa inundação de 1803, invadiu também este edifício, demolindo-lhe capela-mór e derribando o altar lateral, à direita de quem entra... Reedificaram-na em 1810 sem em nada a alterarem da construção primitiva. Em 1862, o tecto ameaçava ruína e o pavimento. Demoliram-lhe as paredes e reconstruíram-nas até à altura do travejamento.&lt;br /&gt;De 1865 a 1866 foi construído o tecto. Em 1877 a capela foi assoalhada, chispadas e rebocadas as paredes, estucado o tecto e feito coreto. Em 1880 os altares e os cancelos. Em 1883 foi feita a sacristia e em 8 de Outubro, desse ano, foi feita bênção da capela restaurada pelo Senhor Bispo D. Manuel Agostinho Barreto. Em 3 de Novembro de 1956, novamente foi invadida por um aluvião que a inundou com 1,80 m altura de água, destruindo-lhe o soalho e danificando-lhe os altares.&lt;br /&gt;A partir de 1980 foram realizados trabalhos e manutenção e beneficiação, sendo a partir de 2002, totalmente restaurada, no seu novo telhado e em todo o seu interior para as CELEBRAÇÕES BICENTENÁRIAS da Aluvião.&lt;br /&gt;Machico, 09 de Outubro de 2003.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Pároco: Pe. António J. Figueira P. Martinho»&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnZo_i02qI/AAAAAAAADMI/BPAfoCzoDZs/s1600-h/Senhores+dos+MilagresA.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389077727401007778" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnZo_i02qI/AAAAAAAADMI/BPAfoCzoDZs/s400/Senhores+dos+MilagresA.jpg" style="cursor: hand; display: block; height: 276px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Imagem preciosíssima dos princípios do Século XVI, com 0,84 m, foi arrastada para o mar pelo terrível aluvião de 9 de Outubro de 1803, e que deixou também destruída a Capela.&lt;br /&gt;Três dias depois, a Imagem foi encontrada “incólume”, ainda na cruz, “na altura desta paragem” por “uma galera dos Estados Unidos da América do Norte” que a foi entregar na Sé do Funchal.&lt;br /&gt;Em 15 de Abril de 1813 - 10 anos depois - regressaria à Capela no escaler do Cônsul inglês, “todo então iluminado”. Na praia, foi recebida pelo povo e levada em procissão para a Capela.&lt;br /&gt;Em 15 de Fevereiro de 1982, por iniciativa do Pároco, Pe. António Joaquim Figueira Pestana Martinho, deu entrada no instituto José de Figueiredo, na Rua das Janelas Verdes, em Lisboa, para restauro.&lt;br /&gt;Despida das cinco pinturas que lhe fizeram através dos séculos, apenas com raros vestígios e o desgaste dos quase 500 anos da sua existência.&lt;br /&gt;Em 3 de Outubro de 1982, 11 barcos da frota pesqueira de Machico a fizeram regressar de novo à Capela e desde Santa Cruz, onde havia chegado de avião no dia 29 de Setembro, após o demorado e científico trabalho de restauro e tratamento, em Lisboa.&lt;br /&gt;Em cada ano, ao anoitecer do dia 8 de Outubro, é verdadeiramente emocionante o espectáculo dos pescadores e dos devotos, aos milhares, acompanhando com a Imagem do Senhor Bom Jesus dos Milagres, em procissão de acção de graças, expressão viva e admirável de Fé.&lt;br /&gt;Paróquia de Machico, 09 de Outubro de 2003.&lt;br /&gt;O Pároco: Pe. António J. Figueira P. Martinho»&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnYvV0fPrI/AAAAAAAADMA/XsXwEIFgRXg/s1600-h/DSC05229.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5389076736948256434" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsnYvV0fPrI/AAAAAAAADMA/XsXwEIFgRXg/s400/DSC05229.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Ribeira de Machico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;PEREIRA, Eduardo C. N. (1989). &lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;. 4.ª Edição. Câmara Municipal do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;PESTANA, Padre António Joaquim Figueira (2003). &lt;em&gt;Paróquia de Machico&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Postais da Capela do Senhor dos Milagres, alusivos às celebrações bicentenárias da Aluvião de 9 de Outubro 1803&lt;/em&gt;. Machico.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-2049596669882468?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/2049596669882468/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=2049596669882468&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2049596669882468'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2049596669882468'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/10/banda-de-alem-ou-banda-dalem-sitios-da.html' title='BANDA DE ALÉM ou BANDA D’ALÉM (Sítios da)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SsndWp7jSsI/AAAAAAAADNg/a7zc0FeoY70/s72-c/DSC05013.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-675166263573233811</id><published>2009-08-19T23:10:00.046+01:00</published><updated>2010-06-14T00:35:40.022+01:00</updated><title type='text'>BAIXO (lugares, sítios, caminhos, ruas, ilhéu e pico de)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8kmj2Ab9I/AAAAAAAADKs/5UjJa4ydEHM/s1600-h/DSC00349.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxjTbCet6UI/AAAAAAAADi8/f8t9ackMTiw/s1600-h/DSC00349.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxjTbCet6UI/AAAAAAAADi8/f8t9ackMTiw/s400/DSC00349.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pico de Baixo e Ilhéu de Cima&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Porto Santo - Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nas ilhas do Arquipélago da Madeira, são vulgares os topónimos com as palavras "&lt;strong&gt;de Baixo&lt;/strong&gt;" (preposição &lt;em&gt;de&lt;/em&gt; + adjectivo &lt;em&gt;baixo&lt;/em&gt;), que definem a posição, a situação ou a localização geográfica de um determinado lugar. Podem, igualmente traduzir: a contraposição "&lt;em&gt;de cima&lt;/em&gt;"; o mais abaixo; o em posição inferior; o mais à frente; o mais avançado; o menos elevado; o de cota mais baixa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxjTH0uH9wI/AAAAAAAADi0/GvxQSljgzOI/s1600-h/100_0908.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxjTH0uH9wI/AAAAAAAADi0/GvxQSljgzOI/s400/100_0908.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ilhéu de Baixo ou da Cal, visto do Pico do Castelo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Poderemos dar como exemplos os seguintes topónimos: Achada de Baixo (Gaula); Boqueirão de Baixo (Porto Santo); Caminho Areeiro de Baixo (São Martinho - Funchal); Caminho da Queimada de Baixo (Água de Pena - Machico); Campo de Baixo (Porto Santo); Caniço de Baixo (Caniço); Carreiras de Baixo (Santa Maria Maior e Camacha); Casais de Baixo (Ribeira da Janela); Corujeira de Baixo (Faial e Monte); Curral de Baixo (Curral das Freiras); Fajã de Baixo (Fajãs - Calheta); Fajã Grande de Baixo (Faial); Falca de Baixo (Boaventura); Fanal de Baixo (Ribeira da Janela); Feiteira de Baixo (Santana); Feiteiras de Baixo (Chão das Feiteiras - Ribeiro Frio e São Vicente); Graça de Baixo (Machico); Lombo de Baixo (Faial); Ilhéu de Baixo ou da Cal (Porto Santo); Lugar de Baixo (Ponta do Sol); Maiata de Baixo (Porto da Cruz - Machico); Fundoa de Baixo (Funchal); Moinhos de Baixo (Caniço); Palmeira de Baixo (Caniçal - Machico e Câmara de Lobos); Passeio de Baixo (Largo Dr. José António d' Almada - Machico); Pedra Mole de Baixo (Porto do Moniz); Pico de Baixo (Porto Santo); Rua da Queimada de Baixo (Funchal); Rua do Ribeirinho de Baixo (Funchal); Salão de Baixo (Ponta do Pargo); Vale de Baixo (Ribeira Brava); etc. A costa sul da Madeira, entre os concelhos de Câmara de Lobos, da Ribeira Brava, da Ponta do Sol e da Calheta é usualmente chamada Costa de Baixo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8kCkb4fxI/AAAAAAAADKc/0LEGx9u4k_I/s1600-h/100_0600.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372552507035254546" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8kCkb4fxI/AAAAAAAADKc/0LEGx9u4k_I/s400/100_0600.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Campo de Baixo - Porto Santo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Ilhéu de Baixo ou da Cal - Ilha do Porto Santo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8jR5JTx_I/AAAAAAAADKU/MShtiJIDdQo/s1600-h/DSC03726.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372551670780905458" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8jR5JTx_I/AAAAAAAADKU/MShtiJIDdQo/s400/DSC03726.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ilhéu de Baixo ou da Cal - Boqueirão de Baixo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;As erupções vulcânicas que deram origem ao Porto Santo (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/04/madeira-e-selvagens-enquadramento.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;14 Ma&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;), iniciaram-se na época do Miocénico do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://domingos.home.sapo.pt/temp_geol_3.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;período&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; Neogénico (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://historiadaterra.no.sapo.pt/hist/2ter.htm"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Terciário&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;). A este e a nordeste localiza-se o conjunto de aparelhos vulcânicos principais. É nesta área que se observa as maiores altitudes e os vales mais encaixados, apesar de ser a unidade geomorfológica mais antiga. O pico do Facho é o mais alto (517 m), seguindo-se o Branco, o da Atalaia ou da Gandaia e do Castelo, acompanhados a sudeste dos picos, do Concelho, dos Maçaricos e o de Baixo, estes de altitudes mais baixas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8i7rO3DmI/AAAAAAAADKM/dRCwaxkOzKA/s1600-h/DSC07652.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372551289088970338" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8i7rO3DmI/AAAAAAAADKM/dRCwaxkOzKA/s400/DSC07652.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vista aérea sobre o Porto Santo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A sudoeste salientam-se os picos, do Espigão e de Ana Ferreira, de formação mais recente que o grupo de cones vulcânicos do nordeste e apresentam altitudes bastante inferiores. Entre o Pico do Castelo e o Pico de Ana Ferreira, estende-se a depressão quase plana que constitui a terceira unidade geomorfológica desta ilha. As costas, leste, norte e oeste, são altas e escarpadas, com muitos recortes, contrastando com a extensa praia de areias calcárias fossilíferas que ocupam quase todo o litoral sudoeste, sul e sudeste da ilha, onde &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;a href="http://www.culturede.com/DetailCulturalAgent.aspx?idcat=12&amp;amp;idMasterCat=12&amp;amp;idTheme=&amp;amp;idEntity=841"&gt;estudos&lt;/a&gt; científicos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; recentes as consideram de grande valor terapêutico. A este cenário geomorfológico junta-se os ilhéus: de Baixo ou da Cal, do Ferro, de Cima, das Cenouras, de Fora e o da Fonte da Areia. Os ilhéus, assim como os picos, são afloramentos rochosos que resistiram à erosão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8io5r5NaI/AAAAAAAADKE/HubquGmj0_c/s1600-h/100_0596.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372550966551328162" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8io5r5NaI/AAAAAAAADKE/HubquGmj0_c/s400/100_0596.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; &lt;strong&gt;Boqueirão de Baixo&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Porto Santo e os seus ilhéus, assentam sobre uma plataforma muito arrasada, resultante da acção do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/07/o-mar-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;mar&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; (abrasão marítima), conforme nos aponta a morfologia dos fundos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg6-Z7yQ85I/AAAAAAAACy4/SkjQxfftMVY/s1600-h/Foto_From_PortoSordyp.gif"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;submarinos&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, ocupada em tempos remotos pela actividade vulcânica primitiva resultante de um Hot Spot (pluma mantélica) sob a placa litosférica africana. Pela batimétrica dos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg7EI4Kt7DI/AAAAAAAACzg/Dfx9RUW-5l4/s1600-h/img035.jpg"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;50 metros&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, une-se os ilhéus e baixos (&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/b/bai4.htm"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;baixas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;), descendo ligeiramente até aos 100 metros, para dar lugar a vertentes repentinas constituindo-se em vales submarinos que se prolongam para além dos 1000 metros.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8iOdNGXXI/AAAAAAAADJ8/74nQxBfzHBs/s1600-h/DSC01805.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372550512229375346" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8iOdNGXXI/AAAAAAAADJ8/74nQxBfzHBs/s400/DSC01805.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ponta da Calheta - Ilhéu de Baixo ou da Cal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Situado no extremo sul da Ilha do Porto Santo, separado por um canal ou &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/b/boq2.htm"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;boqueirão&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; (Boqueirão de Baixo), encontra-se o Ilhéu de Baixo. Este é igualmente conhecido pelo nome de Ilhéu da Cal, por ali ter havido exploração de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/05/rochas-do-arquiplago-da-madeira-e.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;pedra calcária&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; para o fabrico de cal, empregada nas construções do arquipélago. Segundo o &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;, a exploração «fazia-se em diversos pontos, dando-se o nome de rancho a cada grupo de operarios empregados nos diversos logares», sendo a extracção «tributada ao ser exportada para a Madeira, fazendo-se a cobrança do respectivo imposto na alfandega do Funchal», constituíndo uma das mais «apreciaveis receitas da Camara Municipal do Porto Santo». Igualmente, das suas pequenas praias, foram extraídos os calhaus calcários para utilização nas calçadas madeirenses nos acessos e pátios das Quintas e na Fortaleza - Palácio de São Lourenço. Neste mesmo monumento nacional e no seu pátio interior, com um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/Spby731WNWI/AAAAAAAAAIk/xpZlWh0gwfk/s1600-h/DSC04279.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;olhar atento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, podemos ler a história geológica do Porto Santo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8h5K61VGI/AAAAAAAADJ0/PjVE3qQiUY0/s1600-h/100_0610.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372550146543670370" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8h5K61VGI/AAAAAAAADJ0/PjVE3qQiUY0/s400/100_0610.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Idem, foto anterior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Os terrenos do Ilhéu de Baixo ou da Cal sofreram levantamentos, o que é testemunhado pela presença do calcário muito acima do nível do mar, e pelas conchas marinhas, corais e pedras semelhantes às das praias. Os fósseis são da época miocenica superior, segundo o &lt;em&gt;Elucidário&lt;/em&gt;, tendo sido descobertas tanto no calcário, como nos tufos adjacentes, corais, ouriços, moluscos e gastrópodes. A sua formação calcária está coberta por lavas e nas encostas do citado ilhéu, existem algumas furnas onde podem-se observar estalactites salinas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8hoJFiEOI/AAAAAAAADJs/tACHad5VQzA/s1600-h/100_0805.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372549853993898210" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8hoJFiEOI/AAAAAAAADJs/tACHad5VQzA/s400/100_0805.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Calhaus de basalto e calcários&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Relacionada com a presença humana foram introduzidos no Ilhéu de Baixo ou da Cal, propositadamente o Coelho (Oryctolagus cuniculus) e talvez acidentalmente o Murganho (Mus musculus). A presença destes animais contribui para a degradação do seu frágil coberto vegetal. Aqui, no início do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/10/gentes-do-arquiplago-origens.html"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;povoamento&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, estaria de certeza representada a vegetação e flora indígena dos habitats terrestres do Porto Santo onde estaria parte da biodiversidade desta mesma ilha. A vegetação do Ilhéu de Baixo ou da Cal, assim como, dos restantes ilhéus do Porto Santo, seria constituída por comunidades vegetais de arbustos de pequeno porte e outras plantas herbáceas próprio de um &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/Sl4cvdl6dZI/AAAAAAAAAE8/BtKwv6Piypg/s1600-h/bioclimas-psanto.gif"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;bioclima&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; inframediterrânico. De entre outras espécies de animais terrestres, presentes neste ilhéu, poderemos ainda encontrar, a Lagartixa (Teira dugesii jogeri), subespécie endémica da Ilha do Porto Santo e exemplares da fauna &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/car1.htm"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;malacológica&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; muito rica em espécies endémicas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8hOOhyn8I/AAAAAAAADJk/CvEBhbjQQgE/s1600-h/DSC00559.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372549408778002370" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8hOOhyn8I/AAAAAAAADJk/CvEBhbjQQgE/s400/DSC00559.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Idem, foto anterior&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nas suas falésias, ainda poderemos mais encontrar algumas pequenas árvores, que nos pode indiciar um passado onde existiria uma vegetação arborescente do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SXzw9CdlOhI/AAAAAAAACaQ/-L2A9_CAbS8/s1600-h/DSC08572.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;zambujal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, segundo os especialistas. Por outro lado, esta presença humana neste mesmo ilhéu contribui para a introdução de outras espécies vegetais exóticas acidentalmente e outras invasoras, designadamente a Tabaqueira azul (Nicotiana glauca) e a Agave (Agave americana), que igualmente concorreram para o desaparecimento desse mesmo coberto de vegetação e flora indígena.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8gxDGNx3I/AAAAAAAADJc/nhkEnBw_LJI/s1600-h/100_0617.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372548907493345138" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8gxDGNx3I/AAAAAAAADJc/nhkEnBw_LJI/s400/100_0617.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Falésias do Ilhéu de Baixo ou da Cal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Ilhéu de Baixo ou da Cal e os restantes ilhéus do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/SoCXLGhnawI/AAAAAAAAAHU/Vd9H4Y_5IUE/s1600-h/fig_a51%20copy.gif"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Porto Santo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, têm condições de habitat favoráveis para a nidificação de algumas espécies de aves terrestres e marinhas. Assim, relativamente às primeiras, podem ser observados: o Canário-da-terra (Serinus canaria canaria) e o Corre caminhos (Anthus berthelotii madeirensis). E quanto às segundas, poderemos encontrar: a Gaivota-de-patas-amarelas (Larus michahellis Atlantis) a Rolinha da praia (Charadrius alexandrinus), a Cagarra (Calonectris diomedea), o Roque de Castro (Oceanodroma castro), a Alma Negra (Bulweria bulwerii), o Garajau (Sterna hirundo), o Garajau-rosado (Sterna dougalli) e o Pintainho (Puffinus assimilis).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8gbprlaTI/AAAAAAAADJU/9-f_cFqtApM/s1600-h/100_0859.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372548539893508402" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8gbprlaTI/AAAAAAAADJU/9-f_cFqtApM/s400/100_0859.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rolinha da praia (Charadrius alexandrinus)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O meio marinho no Ilhéu de Baixo ou da Cal é semelhante aos restantes meios marinhos circundantes à Ilha do Porto Santo e ilhéus adjacentes. São caracterizados por águas cristalinas com fundos de areia com uma fauna abundante e diversificada. Os fundos de areia são de uma maneira geral mais estéreis do que os fundos rochosos, devido à oscilação provocada pelas correntes. A existência de uma base fixa num fundo de areia, propicia a possibilidade dos organismos que necessitam de estabilidade para se fixarem, como acontece junto ao Navio “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://skaphandrus.com/spotsDetail.asp?id=105&amp;amp;pais=166&amp;amp;subcontexto=&amp;amp;lang=pt"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Madeirense&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;”, afundado a cerca de 30 metros de profundidade. Neste recife artificial, por exemplo, podem ser observadas espécimes de Mero (Epinephelus marginatus).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8gMAIAgbI/AAAAAAAADJM/6QLhSTGcgyg/s1600-h/100_0846.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372548271040397746" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8gMAIAgbI/AAAAAAAADJM/6QLhSTGcgyg/s400/100_0846.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Praia do Porto Santo - Ilhéu de Baixo ou da Cal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Actualmente, o Ilhéu de Baixo ou da Cal é uma de “Área Marinha Protegida”, onde inclui a sua parte terrestre, de acordo com &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pnm.pt/docs/RedePSanto.pdf"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Decreto&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt; Legislativo Regional n.º 32/2008/M, de 13 de Agosto&lt;/em&gt;, que cria a “Rede de Áreas Marinhas Protegidas do Porto Santo” e consagra o seu respectivo regime jurídico. O seu Artigo 2.º, define a delimitação territorial, constituída pela parte terrestre de todos os seus ilhéus e pelas zonas marinhas circundantes do Ilhéu da Cal ou de Baixo e do Ilhéu de Cima, incluindo a zona onde se encontra afundado o navio “O Madeirense”, de acordo com os limites constantes do anexo único desse diploma, do qual faz parte integrante. Assim, a "Rede de Áreas Marinhas Protegidas" do Porto Santo fica definida e delimitada da seguinte forma:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;a) Área do Ilhéu de Fora, do Ilhéu das Cenouras, do Ilhéu da Fonte d’Areia e do Ilhéu do Ferro: constituída pelas respectivas áreas terrestres;&lt;br /&gt;b) Área do Ilhéu da Cal ou de Baixo: constituída pela área terrestre do Ilhéu da Cal e pela área marinha limitada a oeste pela batimétrica dos 50 m e pelo azimute verdadeiro 315° a partir da extremidade oeste da Ponta do Focinho do Urso, a sul pela batimétrica dos 50 m, a norte pela linha de preia-mar máxima de marés -vivas equinociais da costa da ilha do Porto Santo e a este pela batimétrica dos 50 m e pelo azimute verdadeiro 135° a partir do enfiamento do Pico de Ana Ferreira;&lt;br /&gt;c) Área do Ilhéu de Cima: constituída pela área terrestre do Ilhéu de Cima e pela área marinha limitada a oeste pelo azimute verdadeiro 160° a partir da extremidade este do Porto de Abrigo, a sul e este pela batimétrica dos 50 m e a norte pela linha de preia-mar máxima de marés-vivas equinociais da costa da ilha do Porto Santo e pelo azimute verdadeiro 90° a partir da Ponta das Ferreiras.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8feA4fjeI/AAAAAAAADJE/ywnPFDe3Z3c/s1600-h/DSC07660.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372547480969776610" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8feA4fjeI/AAAAAAAADJE/ywnPFDe3Z3c/s400/DSC07660.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vista aérea sobre o Ilhéu de Baixo ou da Cal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O Ilhéu de Baixo ou da Cal, faz parte de um «Sítio de &lt;/span&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZU6VB2RVm7s/SoCXApddyNI/AAAAAAAAAHE/MhiULzp0NwU/s1600-h/rede_natura_psanto.gif"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Importância Comunitária&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; (PTPOR0001) - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.spea.pt/IBA/IBAs%20PDF/PT089.pdf"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Ilhéus do Porto Santo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8fL5dm9eI/AAAAAAAADI8/VSOamPyxypU/s1600-h/DSC07650.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5372547169740322274" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/So8fL5dm9eI/AAAAAAAADI8/VSOamPyxypU/s400/DSC07650.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Vista aérea sobre o Porto Santo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SgX_WY00oAI/AAAAAAAACtQ/HGSpqlVYNPc/s1600-h/DSC09608.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;CARVALHO, A. M. Galopim de e BRANDÃO, José M. (1991). Geologia do Arquipélago da Madeira. 1.ª Edição. Museu Nacional de História Natural (Mineralogia e Geologia) da Universidade de Lisboa. Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;GOMES, Celso de Sousa Figueiredo e SILVA, João Baptista Pereira (1997). &lt;em&gt;Pedra Natural do Arquipélago da Madeira, Importância Social, Cultural e Económica. &lt;/em&gt;Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;JARDIM, Roberto e FRANCISCO, David (2000). &lt;em&gt;Flora Endémica da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Múchia Publicações. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;OLIVEIRA, Paulo (1999). &lt;em&gt;A Conservação e Gestão das Aves do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas - Serviço do Parque Natural. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, João Baptista Pereira (2003). Areia de Praia da Ilha do Porto Santo: &lt;em&gt;Geologia, Génese, Dinâmica e Propriedades Justificativas do seu Interesse Medicinal&lt;/em&gt;. Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, João Baptista Pereira (2007). &lt;em&gt;O Tempo Escrito nas Rochas&lt;/em&gt;. Série de Divulgação Científica e Cultural. Editores: RTP - Madeira e&amp;nbsp;Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais [DVD Rom Duplo]. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SECRETARIA Regional do Ambiente e dos Recursos Naturais (2004). &lt;em&gt;As Reservas Marinhas da Ilha da Madeira&lt;/em&gt;. Serviço do Parque Natural da Madeira. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-675166263573233811?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/675166263573233811/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=675166263573233811&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/675166263573233811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/675166263573233811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/05/blog-post_5712.html' title='BAIXO (lugares, sítios, caminhos, ruas, ilhéu e pico de)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxjTbCet6UI/AAAAAAAADi8/f8t9ackMTiw/s72-c/DSC00349.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-8226288060483135873</id><published>2009-07-17T16:41:00.052+01:00</published><updated>2010-05-04T21:53:18.965+01:00</updated><title type='text'>BALSEIRAS (Sítio das)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SmGvb_lbt-I/AAAAAAAADIU/CYsB_1HQaIE/s1600-h/DSC04577.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRLN_FN4I/AAAAAAAADlc/fOlgf3-blOg/s1600-h/DSC04577.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRLN_FN4I/AAAAAAAADlc/fOlgf3-blOg/s400/DSC04577.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;"Balseira"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;strong&gt;BALSEIRAS&lt;/strong&gt; – Segundo o &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;, o termo «balseira» designa, «a associação da vinha e de certas arvores, de ordinario, os castanheiros». E ainda mais acrescenta o mesmo Elucidário que, era um «sistema de apoiar ou enlaçar a vinha sobre as arvores» (…) «hoje abandonado, mas existiu em toda a costa do norte antes do aparecimento do Oidium Tuckery nos vinhedos da ilha». Antigamente a cultura da vinha na Madeira, fazia-se de uma maneira geral em duas formas dissemelhantes: em «balseiras» na vertente norte e em «latadas» na vertente sul.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRhD-SVuI/AAAAAAAADlk/ClpK4aPYQPU/s1600-h/DSC04989.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRhD-SVuI/AAAAAAAADlk/ClpK4aPYQPU/s400/DSC04989.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sítio das Balseiras - Curral das Freiras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A prática do cultivo e condução da vinha por «balseiras», segundo Alberto Vieira &lt;em&gt;(&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.calameo.com/read/000010492599041655fb0"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;História do Vinho da Madeira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;em&gt;, 1993)&lt;/em&gt;, era comum no lado norte da ilha, «antes das devastações causadas pelo oídio, as vinhas eram presas aos numerosos castanheiros, e podiam crescer até qualquer altura, ou então eram deixadas crescer à vontade, por cima das rochas e pelo chão», mas o aparecimento deste fungo (Oidium Tuckeri ou Uncinula necator), capaz de infectar as videiras, «a maioria das árvores foi destruída pela mangra e quando as vinhas foram plantadas de novo, foram colocadas de modo semelhante ao das do lado sul da ilha», ou seja, em «latada».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRu4g6cPI/AAAAAAAADls/yJXYJQBYqbk/s1600-h/DSC04950.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRu4g6cPI/AAAAAAAADls/yJXYJQBYqbk/s400/DSC04950.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Curral das Freiras, visto do Miradouro da Eira do Serrado&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;No Curral das Freiras, igualmente, parece que se praticava a condução da vinha pelo mesmo processo das «balseiras», onde se perpetuou num nome de um sítio desta mesma freguesia – o sítio das &lt;em&gt;Balseiras&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rodeada por parte do “&lt;/span&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SW6M2Sh1NFI/AAAAAAAACPc/7YdIWHL_0bA/s1600-h/Cordileira_Central.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Maciço&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; Montanhoso Central” da Madeira, esta freguesia, dotada de um microclima próprio, foi o «vinho de abundante produção, para além da cereja, da castanha e da cidra», segundo o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/cur1.htm"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Elucidário Madeirense&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmSKtM2YnI/AAAAAAAADl0/ZjctZiXl4SM/s1600-h/DSC04976.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmSKtM2YnI/AAAAAAAADl0/ZjctZiXl4SM/s400/DSC04976.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Sítio das Balseiras - Curral das Freiras&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;O sítio das Balseiras localiza-se a sul do Curral das Freiras, também conhecido por Curral de Baixo, na margem direita da a Ribeira dos Socorridos, próximo do sítio da Terra Chã, a cerca de 400 metros de altitude.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A 6 de Março de 2001, neste mesmo sítio, um movimento de vertente que teve o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShmubXGjHSI/AAAAAAAAC8Q/GNHS5HByNVY/s1600-h/DSC03947.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;seu inicio&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, entre o Pico do Cavalo, Passo de Ares e o Pico do Serradinho, a cerca de 1240 metros de altitude, aliado à elevada precipitação, transformou-se num fluxo aquoso detrítico que soterrou e arrasou várias habitações, junto à &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ShmtSlt29MI/AAAAAAAAC8A/E5F3PrAAFSo/s1600-h/DSC09996.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;foz&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; do ribeiro que lhe é adjacente, onde ficaram desalojadas cerca de 50 pessoas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Por este sítio, une-se por vereda o Curral das Freiras, à freguesia e sede do concelho de Câmara de Lobos, passando pelo sítio da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SW6LbOpzPyI/AAAAAAAACO0/mIChFXxSOxQ/s1600-h/Curral_das_Freiras.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Boca dos Namorados&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; (1040 m de altitude) e pela freguesia do Estreito de Câmara de Lobos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmSXFCfHPI/AAAAAAAADl8/ked0U4GytHc/s1600-h/DSC04339.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmSXFCfHPI/AAAAAAAADl8/ked0U4GytHc/s400/DSC04339.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Curral das Freiras, visto do sítio da Boca dos Namorados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Durante muito tempo, conceituados especialistas consideravam que o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/cur1.htm"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Curral das Freiras&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, situado no interior da Ilha da Madeira, assentava «no fundo da cratera dum extinto vulcão». Actualmente, não é essa a mesma premissa de outros estudiosos do vulcanismo insular. O Curral das Freiras &lt;/span&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SmCfQLPZ-AI/AAAAAAAADHk/snTl0AJBRXc/s1600-h/DSC09981.JPG"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;visto&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt; do Miradouro da Eira do Serrado (1053 m de altitude), parece de facto uma cratera, mas observado do outro lado da Boca dos Namorados, não é mais (?) que um grande vale de erosão. É, ainda maior esta sensação, quando o nosso olhar percorre o mesmo do cimo do Pico Ruivo, a 1862 metros de altitude.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmS6coWrGI/AAAAAAAADmE/rivC19NHV0g/s1600-h/DSC05426.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmS6coWrGI/AAAAAAAADmE/rivC19NHV0g/s400/DSC05426.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Curral das Freiras, visto do Pico Ruivo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;A condução da vinha na Madeira&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmTFyQ1mwI/AAAAAAAADmM/Grb-IW51Coc/s1600-h/DSC04306.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmTFyQ1mwI/AAAAAAAADmM/Grb-IW51Coc/s400/DSC04306.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Litoral norte da Madeira - Vinhas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Foz da Ribeira do Porco - Boaventura - Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.madeira-edu.pt/InÃ­cio/InvestigaÃ§Ã£o/Temas/vinha/estudos/dic/tabid/1582/language/pt-PT/Default.aspx"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Madeira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, o método de condução da vinha ostentava dissemelhanças relacionadas com a localização da plantação no espaço geográfico da ilha. Antigamente, na costa norte, os métodos de condução utilizados eram as «balseiras», onde árvores serviam de tutores, sendo as mais usadas, o castanheiro, o carvalho, a faia e o loureiro. Na costa Sul, a vinha era conduzida pelo método de «latada».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmTTnacOxI/AAAAAAAADmU/DQVofD8UytI/s1600-h/DSC05001.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmTTnacOxI/AAAAAAAADmU/DQVofD8UytI/s400/DSC05001.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Latada&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Estreito de de Câmara de Lobos - Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Presentemente na &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vinhomadeira.pt/RegiÃ£o-20.aspx"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Madeira&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;, o processo de condução da vinha mais utilizado é o de «latada» (pérgola). Com este método, as vinhas são conduzidas horizontalmente sobre arames e suspensas do chão por estacas. A altura da «latada» varia entre os 1 e os 2 metros e as densidades de plantação e segundo o &lt;em&gt;Instituto do Vinho da Madeira&lt;/em&gt;, varia «entre 2500 e as 4000 plantas por hectare». No século XX, foi introduzido o método de condução em «espaldeira», em terrenos com o declive pouco acentuado. Ainda segundo o mesmo &lt;em&gt;Instituto&lt;/em&gt;, este processo de condução da vinha na vertical é utilizado em «densidades de plantação que vão dos 4000 às 5000 plantas por hectare».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmTissTzjI/AAAAAAAADmc/ENUFiOBSiJE/s1600-h/DSC05002.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" er="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmTissTzjI/AAAAAAAADmc/ENUFiOBSiJE/s400/DSC05002.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Espaldeira (à esquerda) e Latada (à direita)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;(Estreito de Câmara de Lobos - Foto do autor)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Bibliografia:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa.&lt;/em&gt; Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;. Edição da Junta Geral do Funchal. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;VIEIRA, Alberto (1990).&lt;em&gt; Breviário da vinha e do vinho na Madeira&lt;/em&gt;. Ponta Delgada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;VIEIRA, Alberto. &lt;em&gt;Freguesias e Concelhos da Madeira: Notas Históricas&lt;/em&gt;. Secretaria Regional do Turismo e Cultura. Centro de Estudos de História do Atlântico. Funchal.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Links: Centro de Estudos de História do Atlântico - &lt;em&gt;A &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/vinho/vin10a.html"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rota do Vinho da Madeira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;. Centro de Estudos de História do Atlântico - &lt;em&gt;Para a &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.madeira-edu.pt/InÃ­cio/InvestigaÃ§Ã£o/Temas/vinha/estudos/estvinmad/introdvinmad/tabid/1586/language/pt-PT/Default.aspx"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;História do Vinho da Madeira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;. Instituto do Vinho da Madeira - &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.vinhomadeira.pt/RegiÃ£o-20.aspx"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Região Vitícola da Madeira&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-8226288060483135873?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/8226288060483135873/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=8226288060483135873&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/8226288060483135873'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/8226288060483135873'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/07/balseiras-sitio-das.html' title='BALSEIRAS (Sítio das)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SxmRLN_FN4I/AAAAAAAADlc/fOlgf3-blOg/s72-c/DSC04577.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-1363927614300459414</id><published>2009-06-10T23:01:00.077+01:00</published><updated>2010-03-15T22:09:50.964Z</updated><title type='text'>BALCÕES (Sítio, Pico e Miradouro dos)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAwYo9qlFI/AAAAAAAAC_I/qlhL9ev9v00/s1600-h/PICT0087.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345825957559833682" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAwYo9qlFI/AAAAAAAAC_I/qlhL9ev9v00/s400/PICT0087.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Miradouro dos Balcões - Ribeiro Frio &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Ao fundo, a Penha d' Águia - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;BALCÕES&lt;/strong&gt; - Segundo o Padre Fernando Augusto da Silva, no seu opúsculo “&lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;”, editado em 1950, pela Junta Geral do Funchal, o vocábulo &lt;em&gt;balcão&lt;/em&gt; significa «mirante ou um mostrador dos estabelecimentos de venda». Um «mirante», segundo o Dicionário de Língua Portuguesa, 6ª Edição, da Porto Editora, é o mesmo que, «miradoiro ou miradouro (do latim - mirante)».&lt;br /&gt;Na Ilha da Madeira, devido à sua constituição geológica aliada às altitudes, existem muitos mirantes naturais, conhecidos popularmente por &lt;em&gt;balcão&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;balcões&lt;/em&gt;. Alguns, são precedidos pelo nome do lugar onde se situam geograficamente, constituindo-se em topónimo. Por &lt;em&gt;balcão&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;balcões&lt;/em&gt;, são designados os lugares com características espontâneas de miradoiro ou miradouro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAv_kgDFgI/AAAAAAAAC_A/bDrnfVezUCo/s1600-h/DSC05511.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345825526865139202" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAv_kgDFgI/AAAAAAAAC_A/bDrnfVezUCo/s400/DSC05511.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Cabeço da Lenha - Balcões&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(No cimo e à esquerda, o Pico do Areeiro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Igualmente, também são conhecidos por &lt;em&gt;balcão&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;balcões&lt;/em&gt; na Madeira, as partes dos logradouros das propriedades urbanas e rústicas, aonde normalmente se situa a varanda, complementada por bancos e caramanchões, para repouso e deleite dos proprietários e visitantes, a fim de observarem as vistas por vales, lombos e lombadas, assim como, por ruas, estradas, caminhos e veredas, que as circundam. Neste contexto, o termo &lt;em&gt;balcão&lt;/em&gt; poderá ser sinónimo de varanda. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAvjmO7Z6I/AAAAAAAAC-4/TwwCugNSmL8/s1600-h/DSC04333.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345825046293866402" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAvjmO7Z6I/AAAAAAAAC-4/TwwCugNSmL8/s400/DSC04333.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Balcão&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No «Funchal Antigo», segundo o &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;, a «igreja que tomou por orago Nossa Senhora da Conceição, vulgarmente Nossa Senhora do Calhau, destruída pela aluvião de 1803, já em 1508 estava edificada na margem esquerda da ribeira de João Gomes» […], e «para leste dessa igreja estavam as ruas dos Balcões e de Santa Maria, esta menos extensa provavelmente do que agora é, mas com muitas casas grandes e bem construidas: em que residiam vários fidalgos e homens abastados». Desconhecemos se o nome desta rua, do «&lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/f/fun8.htm"&gt;Funchal Antigo&lt;/a&gt;», possivelmente localizada próximo do antigo &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/car19.htm"&gt;Campo de D. Carlos&lt;/a&gt; ou do Almirante Reis, hoje Jardim do Almirante Reis, teria alguma relação com as «casas grandes e bem construídas», provavelmente por terem opulentas varandas (ou &lt;em&gt;balcões&lt;/em&gt;), ou por existirem estabelecimentos comerciais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAvIAqV1YI/AAAAAAAAC-w/z-IGmXR-P2U/s1600-h/DSC02840.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345824572351829378" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAvIAqV1YI/AAAAAAAAC-w/z-IGmXR-P2U/s400/DSC02840.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Chão dos Balcões ou Chão da Lagoa (ou das Lagoas)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(Visto do Pico dos Esteios - Serras de São Roque - Funchal - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Madeira, poderemos dar como exemplos de topónimos com o vocábulo «&lt;em&gt;balcões&lt;/em&gt;»: o sítio e miradouro dos Balcões, localizado no &lt;a href="http://reiamac.gov-madeira.pt/index.php/articles/49"&gt;Ribeiro Frio&lt;/a&gt;; o sítio do Chão dos Balcões, actualmente mais conhecido por Chão da Lagoa (ou das Lagoas), no Montado do Barreiro (&lt;a href="http://www.cm-funchal.pt/cmf/Default.aspx?ID=1173"&gt;Parque&lt;/a&gt; Ecológico do Funchal); e o Pico dos Balcões, no Paul da Serra, onde analogamente próximo deste ocorre as nascentes conhecidas, por Fontes dos Balcões.&lt;span style="color: white;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;*&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S19xZ4doE6I/AAAAAAAADu4/Nnaoh57rpjc/s1600-h/DSC00437.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="300" mt="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S19xZ4doE6I/AAAAAAAADu4/Nnaoh57rpjc/s400/DSC00437.JPG" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Vale da Fajã da Nogueira - Ribeira da Metade (ou da Ametade)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(Miradouro dos Balcões - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Situado cerca de 15 Km da cidade do Funchal, o sítio do Ribeiro Frio, atravessado pelo ribeiro do mesmo nome, e na margem da vereda que percorre a Levada da Serra do Faial, também conhecida por Levada do Furado, encontra-se um miradouro, a cerca de 800 metros de altitude, onde denominam por &lt;em&gt;Balcão&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Balcões&lt;/em&gt;. Aqui, desfruta-se duma surpreendente paisagem sobre a Ribeira da Metade (ou da Ametade) e o vale da Fajã da Nogueira, assim como, parte do "Maciço Montanhoso Central" da Madeira. A sudoeste e a montante deste, e próximo do sítio do Cabeço da Lenha, a norte da Achada Grande, localiza-se o sítio dos Balcões, a cerca de 1419 metros de altitude, com as características naturais de mirante, igualmente, sobre a vertente norte da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAuFsmsRiI/AAAAAAAAC-g/MliBA1vXA-E/s1600-h/DSC00409.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345823433096447522" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAuFsmsRiI/AAAAAAAAC-g/MliBA1vXA-E/s400/DSC00409.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Pico dos Balcões (ao centro), visto do Pico da Selada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(À direita, Estrada do Fanal - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Paul da Serra e à esquerda da estrada que se dirige para o Fanal, próximo do sítio do Rabaçal, entre as ribeiras: dos Cedros, da Água da Negra e do &lt;a href="http://www.madeiratourism.org/pls/wsm/wsmwdet0.detalhe_conteudo?p_cot_id=412&amp;amp;p_lingua=pt&amp;amp;p_sub=1"&gt;Risco&lt;/a&gt;, afluentes da Ribeira da Janela, encontramos o Pico dos Balcões, a cerca de 1249 metros de altitude, de onde se alimenta na sua base, a Levada Nova do Rabaçal (ou das Vinte e Cinco Fontes). A Levada Nova do Rabaçal, tem origem na Ribeira dos Cedros, à cota de 990 metros. São seus afluentes, as designadas Vinte e Cinco Fontes, e as captações das ribeiras anteriormente citadas, da Água da Negra e do Risco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAtqTlirlI/AAAAAAAAC-Y/tRNVga3FuUo/s1600-h/DSC06631.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345822962524270162" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAtqTlirlI/AAAAAAAAC-Y/tRNVga3FuUo/s400/DSC06631.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Ribeiras: dos Cedros, da Água da Negra e do Risco&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Rabaçal - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAtiYmwoTI/AAAAAAAAC-Q/dK5SNn0uihE/s1600-h/PICT0041.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5345822826432602418" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAtiYmwoTI/AAAAAAAAC-Q/dK5SNn0uihE/s400/PICT0041.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Levada Nova do Rabaçal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ou das Vinte e Cinco Fontes - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário Editora de Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;NEVES, Henrique Costa e VALENTE, Ana Virgínia (1992). Conheça o Parque Natural da Madeira. Secretaria Regional da Economia - Parque Natural da Madeira. Funchal.&lt;br /&gt;PIO, Manuel Ferreira (1974). &lt;em&gt;O Concelho de Santana: Esboço Histórico&lt;/em&gt;. Editorial Eco do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;. Edição da Junta Geral do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;VELOSA, Manuel Teixeira, e VELOSA, Virgínia Sousa Filipe, (2000). &lt;em&gt;Faial - Memórias de uma Freguesia&lt;/em&gt;. Editorial Calcamar - Lugares Pitorescos - 2. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-1363927614300459414?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/1363927614300459414/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=1363927614300459414&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/1363927614300459414'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/1363927614300459414'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/06/balcoes-sitio-pico-e-miradouro-dos.html' title='BALCÕES (Sítio, Pico e Miradouro dos)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SjAwYo9qlFI/AAAAAAAAC_I/qlhL9ev9v00/s72-c/PICT0087.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-2809587127714101635</id><published>2009-05-09T23:57:00.055+01:00</published><updated>2010-03-15T22:07:19.473Z</updated><title type='text'>BALANCAL (Sítio do)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3vlMDJ5HI/AAAAAAAACwI/6YIJmw0sm4U/s1600-h/DSC09737.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336184555672560754" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3vlMDJ5HI/AAAAAAAACwI/6YIJmw0sm4U/s400/DSC09737.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Balanco ou Aveia comum&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Avena fatua - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3ooKkfm4I/AAAAAAAACwA/l0nBnWXIW4g/s1600-h/DSC09737.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;BALANCAL&lt;/strong&gt; - Sítio povoado da Freguesia de São Gonçalo, concelho do Funchal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3oVHOsQdI/AAAAAAAACv4/o-cDcw9ZG6E/s1600-h/DSC09128.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336176582919471570" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3oVHOsQdI/AAAAAAAACv4/o-cDcw9ZG6E/s400/DSC09128.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;São Gonçalo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ao centro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Provém-lhe esta denominação toponímica de um lugar onde eram cultivadas plantas forraginosas, da família das Gramíneas (Gramineae/Poaceae), conhecidas pelos nomes vulgares de aveia ou &lt;em&gt;balanco&lt;/em&gt;, sendo as mais comuns nos prados madeirenses as espécies, a &lt;a href="http://luirig.altervista.org/schede/ae/avena_fatua.htm"&gt;Avena fatua&lt;/a&gt; e a Avena barbata. O &lt;em&gt;balanco&lt;/em&gt;, foi outrora cultivado na Madeira e Porto Santo pelos agricultores e criadores de gado, para sustento dos seus animais e actualmente nasce espontaneamente nos terrenos agricultados e áreas adjacentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5zaC00eCWI/AAAAAAAADzI/RCFDPgGf9mo/s1600-h/DSC07920.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5zaC00eCWI/AAAAAAAADzI/RCFDPgGf9mo/s400/DSC07920.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Sítio do Balancal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pelo &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;, sabe-se que nos «limites &lt;a href="http://www.casa-velha.com/pt/the-creation-of-the-palheiro-estate.html"&gt;Quinta&lt;/a&gt; do Palheiro do Ferreiro», [...] «pelo seu extremo sul e donde se descortina um surpreendente panorama sobre o anfiteatro da cidade do Funchal e seus subúrbios», existiam «alguns pequenos prados artificiais», onde talvez o &lt;em&gt;balanco&lt;/em&gt; era a espécie forraginosa dominante. Foi este local denominado pelo lugar do &lt;em&gt;Balancal&lt;/em&gt;, hoje sítio do mesmo nome.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3nUbUxtwI/AAAAAAAACvo/0J_5G0HVI04/s1600-h/DSC06258.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336175471622207234" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3nUbUxtwI/AAAAAAAACvo/0J_5G0HVI04/s400/DSC06258.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Urbanização no Sítio do Balancal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A &lt;a href="http://www.palheirogolf.com/pt/palheiro-estate.html"&gt;Quinta&lt;/a&gt; do Palheiro (do) Ferreiro, localizada acerca de 511 metros de altitude (Capela), é uma das mais imponentes quintas da Madeira. Segundo o citado &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/p/pal5.htm"&gt;&lt;em&gt;Elucidário&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;, a «quinta do Palheiro do Ferreiro», foi obra do 1.º &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/car37.htm"&gt;conde&lt;/a&gt; de Carvalhal, que pelos principios do século XIX, «ali iniciou a plantação de muitas centenas de arvores e fez construir uma pequena casa» […], onde edificou «depois uma residencia de campo, os jardins, os passeios, a capela, as casas de lavoura e fêz conduzir do alto das serras e de grandes distancias abundantes &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/R_i_-tjRPwI/AAAAAAAABD8/7iomZaH8HVo/s1600-h/DSC06208.JPG"&gt;aguas&lt;/a&gt; destinadas a fertilizar os terrenos da quinta».&lt;br /&gt;A Quinta do Palheiro (do) Ferreiro, foi adquirida em 1885 pelo súbdito britânico John Burden Blandy e manteve-se até aos dias de hoje na posse da sua família. Actualmente, para além valiosíssimo património &lt;a href="http://bisbis.blogspot.com/2009/04/aapef-celebra-festa-da-flor-quinta-do.html"&gt;botânico&lt;/a&gt; visitável, a &lt;em&gt;Quinta do Palheiro (do) Ferreiro&lt;/em&gt;, constitui vários empreendimentos turísticos e imobiliários.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3m7oZjgiI/AAAAAAAACvg/7mOqt_mZDvM/s1600-h/DSC00227.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5zaRdS3BgI/AAAAAAAADzQ/wnsjEMVgx9I/s1600-h/DSC07928.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="267" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/S5zaRdS3BgI/AAAAAAAADzQ/wnsjEMVgx9I/s400/DSC07928.JPG" vt="true" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Quinta do Palheiro (do) Ferreiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;, 1934, Funchal, do mesmo autor do citado Elucidário, refere a existência de um sítio, também denominado por &lt;em&gt;Balancal&lt;/em&gt;, na Freguesia dos &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=5527&amp;amp;fullsize=1"&gt;Canhas&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3mIJaQ3kI/AAAAAAAACvY/2Yc4NkZThAY/s1600-h/DSC09618.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5336174161143324226" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3mIJaQ3kI/AAAAAAAACvY/2Yc4NkZThAY/s400/DSC09618.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;São Gonçalo&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SgYK7_2zk0I/AAAAAAAACtY/PH5SzjstC4E/s1600-h/DSC06254.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5333962834536796994" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SgYK7_2zk0I/AAAAAAAACtY/PH5SzjstC4E/s400/DSC06254.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Funchal, visto do Sítio do Balancal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Com neblina -"Tempo de Leste" - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense.&lt;/em&gt; Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-2809587127714101635?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/2809587127714101635/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=2809587127714101635&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2809587127714101635'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2809587127714101635'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/05/balancal-sitio-do.html' title='BALANCAL (Sítio do)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Sg3vlMDJ5HI/AAAAAAAACwI/6YIJmw0sm4U/s72-c/DSC09737.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-6782737325373480274</id><published>2009-03-31T22:34:00.050+01:00</published><updated>2010-03-15T22:06:34.534Z</updated><title type='text'>BABOSAS (Sítio, Caminho, Largo e Miradouro das)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKQBFw3vRI/AAAAAAAACnE/TCZOB_Pbda8/s1600-h/1DSC07784.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319472458279402770" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKQBFw3vRI/AAAAAAAACnE/TCZOB_Pbda8/s400/1DSC07784.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Aloe arborescens Mill.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Babosas, Foguetes de Natal ou Aloés - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;BABOSAS&lt;/strong&gt; - &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;t=h&amp;amp;ll=32.676562,-16.89892&amp;amp;spn=0.002628,0.005665&amp;amp;z=18"&gt;Sítio&lt;/a&gt; da Freguesia de Nossa Senhora do &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/n/nos44.htm"&gt;Monte&lt;/a&gt;, concelho do Funchal. Provém-lhe esta denominação toponímica de uma planta ornamental cultivada em jardins, parques, margens de estradas e miradouros, na Ilha da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKP0If9J-I/AAAAAAAACm8/QBgk2sIXh9Y/s1600-h/2DSC07664.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319472235675461602" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKP0If9J-I/AAAAAAAACm8/QBgk2sIXh9Y/s400/2DSC07664.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Largo das Babosas ou Largo da Nossa Senhora da Conceição&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;( Freguesia de Nossa Senhora do Monte - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta planta é nativa da África do Sul, da família das Liliaceae, de nome científico "Aloe arborescens Mill.". Tem folhas suculentas, esverdeadas, espinhosas nas margens, reunidas em rosetas e consistentes. A sua inflorescência, é terminal e cheia de flores escarlates e vermelhas. É conhecida vulgarmente na Madeira, pelos nomes de: &lt;em&gt;Babosas, Foguetes de Natal e Aloés&lt;/em&gt;. &lt;em&gt;Babosas&lt;/em&gt;, por quando se partem as folhas, a sua seiva espessa e sucosa "se babar", por algum tempo. &lt;em&gt;Foguetes de Natal&lt;/em&gt;, por florir nesta quadra festiva. E &lt;em&gt;Aloés&lt;/em&gt;, pela sua denominação científica. Foi a ornamentação do Largo e Miradouro, da freguesia supracitada, com esta mesma planta, ainda hoje existente no local, que substantivou popularmente o sítio com o vocábulo "&lt;em&gt;Babosas&lt;/em&gt;", pelos madeirenses.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKPap7JLuI/AAAAAAAACm0/pr0MCMj0dwY/s1600-h/3DSC07665.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319471797971267298" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKPap7JLuI/AAAAAAAACm0/pr0MCMj0dwY/s400/3DSC07665.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 287px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Largo da Nossa Senhora da Conceição ou Largo das Babosas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Largo das Babosas, localizado a cerca de 550 metros de altitude, é igualmente conhecido pelo Largo da Nossa Senhora da &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/n/nos21.htm"&gt;Conceição&lt;/a&gt;, por ter sido erigida no local a &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=3119&amp;amp;fullsize=1"&gt;capela&lt;/a&gt; do mesmo nome. Segundo o &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;, foi mandada construir pelo comendador Luís Betencourt Miranda, secretário da Câmara Municipal do Funchal, no ano de 1906, «especialmente destinada a comemorar o semi-centenário da definição do dogma da Imaculada Conceição e que ficou conhecida pelo nome de Capela-Monumento», num «terreno cedido pelo comendador João Bernardino Gomes». Tornou-se este sítio «em extremo pitoresco e ponto obrigado de visita para todos os que se dirigem á encantadora e paradisíaca estancia do Monte». Ao Caminho e Miradouro adjacentes, ao mesmo "Largo", chamam-lhe similarmente "&lt;em&gt;das&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Babosas&lt;/em&gt;". Deste local, desfruta-se uma surpreendente vista sobre a Ribeira de João Gomes e o sítio do Curral dos Romeiros.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKO-QoU1KI/AAAAAAAACms/JbEhzz7QzKk/s1600-h/DSC09139.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319471310145115298" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKO-QoU1KI/AAAAAAAACms/JbEhzz7QzKk/s400/DSC09139.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Sítio do Curral dos Romeiros&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Ou do Romeiro? - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Actualmente, a partir da área geográfica do Largo das Babosas ou Largo da Nossa Senhora da Conceição, proporciona-se vários passeios, por levadas, veredas e teleféricos. A ambiência local proporciona aos visitantes e residentes, um apreciado repouso e deleite, que a natureza pode ali prodigamente oferecer. Por outro lado, a oferta turística e cultural, torno-o quase único na cidade do Funchal. Assim sendo, para além de ser o ponto de chegada e partida dos &lt;a href="http://www.madeiratourism.org/pls/wsm/wsmwdet0.detalhe_conteudo?p_cot_id=379&amp;amp;p_lingua=pt&amp;amp;p_sub=1"&gt;teleféricos&lt;/a&gt; do Funchal e do Jardim Botânico, ali próximo deparamo-nos com o &lt;a href="http://www.montepalace.com/default.asp?Lang=pt"&gt;Jardim&lt;/a&gt; Tropical Monte Palace, envolto num místico ocidental, africano e oriental.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKOl4CM8bI/AAAAAAAACmk/ZP9cNIDhbVE/s1600-h/DSC08961.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319470891225903538" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKOl4CM8bI/AAAAAAAACmk/ZP9cNIDhbVE/s400/DSC08961.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Sítio das Babosas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKOZgAWLUI/AAAAAAAACmc/Za1gkG8b0YY/s1600-h/DSC00337.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319470678617238850" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKOZgAWLUI/AAAAAAAACmc/Za1gkG8b0YY/s400/DSC00337.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Teleférico - Estação das Babosas&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKOG0NHQXI/AAAAAAAACmU/Y8S2WKLYnvQ/s1600-h/DSC00345.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319470357621981554" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKOG0NHQXI/AAAAAAAACmU/Y8S2WKLYnvQ/s400/DSC00345.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Teleférico - Estação do Jardim Botânico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKN8e-PF_I/AAAAAAAACmM/EB6KGoCuC90/s1600-h/PICT0049.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319470180123744242" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKN8e-PF_I/AAAAAAAACmM/EB6KGoCuC90/s400/PICT0049.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Teleférico - Monte - Funchal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;FRANQUINHO, L. O. e COSTA, A. (1998). &lt;em&gt;Madeira - Plantas e Flores&lt;/em&gt;. 16.ª Edição. Francisco Ribeiro e Filhos. Funchal. pág. 40.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-6782737325373480274?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/6782737325373480274/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=6782737325373480274&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/6782737325373480274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/6782737325373480274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/03/babosas-sitio-caminho-largo-e-miradouro.html' title='BABOSAS (Sítio, Caminho, Largo e Miradouro das)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SdKQBFw3vRI/AAAAAAAACnE/TCZOB_Pbda8/s72-c/1DSC07784.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-5284330271635959187</id><published>2009-03-31T22:31:00.056+01:00</published><updated>2010-03-15T22:05:16.794Z</updated><title type='text'>AVICEIRO e AVICEIROS (Sítios e Lugares)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHP6WcKYAI/AAAAAAAACqQ/3258QhaY6FI/s1600-h/DSC09804.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323764835891699714" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHP6WcKYAI/AAAAAAAACqQ/3258QhaY6FI/s400/DSC09804.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Sítio do Aviceiro - Quinta Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AVICEIRO e AVICEIROS&lt;/strong&gt; - Segundo o Padre Fernando Augusto da Silva, no seu opúsculo “&lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;”, editado em 1950, pela Junta Geral do Funchal, &lt;em&gt;aviceiro&lt;/em&gt;, é um «terreno inclinado ou pouco produtivo». Assim, o vocábulo &lt;em&gt;aviceiro&lt;/em&gt; (a+viceiro), para além do significado anterior, traduz igualmente um terreno com pouca exposição solar. Por outro lado, um terreno &lt;em&gt;viceiro&lt;/em&gt; (de certa qualidade, ou viçoso) é nutrido, produtivo, fresco e repleto. Do vocábulo anterior &lt;em&gt;viceiro&lt;/em&gt;, desconhece-se qualquer topónimo no arquipélago madeirense. Mas, de &lt;em&gt;aviceiro&lt;/em&gt;, muitos sítios e lugares na Madeira foram apelidados com este termo. Estes localizam-se geograficamente em áreas de terrenos inclinados, de pouca exposição solar, logo pouco produtivos e menos exuberantes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHPtlDASxI/AAAAAAAACqI/nQIHb3ocrco/s1600-h/DSC09793.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323764616474413842" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHPtlDASxI/AAAAAAAACqI/nQIHb3ocrco/s400/DSC09793.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Idem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos sítios mais proeminentes com o topónimo &lt;em&gt;aviceiro&lt;/em&gt; na Madeira, é o &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;t=h&amp;amp;ll=32.663747,-17.005999&amp;amp;spn=0.010513,0.022659&amp;amp;z=16"&gt;sítio&lt;/a&gt; povoado da freguesia da &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/q/qui8.htm"&gt;Quinta Grande&lt;/a&gt;, concelho de Câmara de Lobos, localizado a cerca de 450 metros de altitude. Segundo o Elucidário Madeirense, do mesmo autor acima supracitado, é o sítio «onde existiu, uma pequena capela dedicada a Nossa Senhora da Cadeira» num «lugar que chamam Cadeirinha» […], «dentro dos actuais limites da freguesia da Quinta Grande» e que «teria outra invocação esquecida pelo tempo».&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHPTTbbgNI/AAAAAAAACqA/hnMMKQCzhkQ/s1600-h/DSC09790.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323764165068423378" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHPTTbbgNI/AAAAAAAACqA/hnMMKQCzhkQ/s400/DSC09790.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Idem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em tempos remotos, foram os terrenos do sítio do Aviceiro e os restantes da freguesia da Quinta Grande pertença da Companhia de Jesus, uma das muitas propriedades que os &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/j/jes1.htm"&gt;jesuítas&lt;/a&gt; possuíam na Ilha da Madeira. Estes terrenos, inicialmente pertenciam à freguesia do Campanário, e segundo o &lt;em&gt;Elucidário&lt;/em&gt;, «pela sua extensão e importância, era conhecida pelo nome de Quinta Grande», e que os mesmos, «pertenceram primitivamente ao descobridor João Gonçalves Zargo e passaram à posse de alguns dos seus descendentes, ignorando-se quando foram por estes alienados e quando deles foi feita doação ou venda aos membros» […], da Companhia de Jesus.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHPCdQgvdI/AAAAAAAACp4/6Elft0T_qd8/s1600-h/DSC09799.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323763875649207762" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHPCdQgvdI/AAAAAAAACp4/6Elft0T_qd8/s400/DSC09799.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico do Galo e Sítio do Aviceiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os jesuítas foram desapoderados dos suas propriedades, por «ocasião do confisco de todos os seus bens, feito no ano de 1759», segundo o mesmo &lt;em&gt;Elucidário&lt;/em&gt;, «tendo nos anos seguintes sido dada de arrematação a renda do mesmo prédio, até que no ano de 1770 foi vendido em hasta pública e arrematado por João Francisco de Freitas Esmeraldo». Por carta régia de 24 de Julho de 1848, a Quinta Grande, foi elevada à categoria de paróquia autónoma versus freguesia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHOxuQRIDI/AAAAAAAACpw/9NpCRINQ68o/s1600-h/DSC09810.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323763588153810994" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHOxuQRIDI/AAAAAAAACpw/9NpCRINQ68o/s400/DSC09810.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Igreja da Quinta Grande&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na freguesia da Quinta Grande são ainda conhecidos pelo topónimo de &lt;em&gt;Aviceiro&lt;/em&gt;, um caminho e uma vereda. Nas serras da mesma, que também são comuns às freguesias do Campanário e Jardim da Serra, a cerca de 1220 metros de altitude (Casa do Dr. Alberto), existe um montado com o topónimo Aviceiros (&lt;a href="http://www.aviceiros.com/gallery/index.php?level=album&amp;amp;id=7"&gt;Montado dos Aviceiros&lt;/a&gt;), em tempos pertença de um conhecido advogado madeirense, o Dr. Alberto Araújo.&lt;br /&gt;Os topónimos &lt;em&gt;aviceiro&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;aviceiros&lt;/em&gt;, para além do concelho de Câmara de Lobos, generalizou-se por &lt;a href="http://pontadopargonews.blogspot.com/2008/02/stios-da-ponta-do-pargo.html"&gt;outros&lt;/a&gt; concelhos da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHOe_uTFtI/AAAAAAAACpo/2umo6gzRz-8/s1600-h/DSC09529.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323763266425657042" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHOe_uTFtI/AAAAAAAACpo/2umo6gzRz-8/s400/DSC09529.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Aviceiro ou Fonte do Aviceiro - Santo António - Funchal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;. Edição da Junta Geral do Funchal. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Links: Câmara de Lobos - Dicionário &lt;a href="http://www.geocities.com/TheTropics/Paradise/4273/dicionario/aviceiro.html"&gt;Corográfico&lt;/a&gt;. &lt;a href="http://www.diocesedofunchal.pt/portal/index.php?option=com_sobi2&amp;amp;catid=3&amp;amp;Itemid=30"&gt;Diocese&lt;/a&gt; do Funchal. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-5284330271635959187?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/5284330271635959187/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=5284330271635959187&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/5284330271635959187'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/5284330271635959187'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2009/03/blog-post_37.html' title='AVICEIRO e AVICEIROS (Sítios e Lugares)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SeHP6WcKYAI/AAAAAAAACqQ/3258QhaY6FI/s72-c/DSC09804.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-1913788831559379368</id><published>2008-12-25T16:27:00.159Z</published><updated>2011-10-13T16:05:41.659+01:00</updated><title type='text'>ATALAIA (Sítio, Ponta e Pico da)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVla8vVy4BI/AAAAAAAAB-I/PiBtB3zS4zA/s1600-h/DSC07724.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285355637242519570" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVla8vVy4BI/AAAAAAAAB-I/PiBtB3zS4zA/s400/DSC07724.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico da Atalaia - &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/c/can17.htm"&gt;Caniço&lt;/a&gt; - Madeira&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ATALAIA &lt;/strong&gt;- Segundo o &lt;em&gt;Dicionário de Língua Portuguesa&lt;/em&gt;, 6.ª Edição, da Porto Editora, a palavra «atalaia», (do árabe at-talai’a), significa «torre ou lugar de vigia».&lt;br /&gt;Os lugares de vigia ou atalaias, também conhecidos por fachos ou &lt;a href="http://www.mundosur.info/poblaciones_estepona_des8.html"&gt;almenaras&lt;/a&gt;, incorporavam o sistema militar de vigilância e defesa das ilhas, designado por vigias. As vigias, tiveram o seu &lt;a href="http://www.arqnet.pt/exercito/1570capitaesmores.html"&gt;regimento&lt;/a&gt; no território nacional em 1570. No Arquipélago da Madeira, já tinham sido estabelecidas em 1567. O espaço geográfico madeirense, ainda guarda na sua toponímia os locais onde se montavam esses postos de vigilância. Assim, pelo topónimo &lt;em&gt;atalaia&lt;/em&gt; são conhecidos: o Pico da Atalaia (Ilhas &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/09/ilhas-selvagens.html"&gt;Selvagens&lt;/a&gt;); o Pico da Atalaia (&lt;span style="color: black;"&gt;&lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt;)&lt;/span&gt; ou da Gandaia (Porto Santo); Pico e Ponta da Atalaia, &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.649909,-16.820927&amp;amp;spn=0.010479,0.022659&amp;amp;t=h&amp;amp;z=16"&gt;Sítio&lt;/a&gt; da Atalaia e Portinho, &lt;a href="http://www.jf-canico.pt/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=89&amp;amp;Itemid=99"&gt;Caniço&lt;/a&gt;, (Madeira). Este topónimo é frequente em Portugal continental, Açores e nos países que falam a língua portuguesa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlaVhqy8JI/AAAAAAAAB-A/F3lUH1vf0cI/s1600-h/DSC07708.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285354963557609618" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlaVhqy8JI/AAAAAAAAB-A/F3lUH1vf0cI/s400/DSC07708.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Pico e Ponta da Atalaia - Caniço - Madeira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Geomonumento do vulcanismo moderno madeirense - Cone vulcânico)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlZ3_XCjxI/AAAAAAAAB94/1IiX-NTUmwI/s1600-h/DSC00517.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285354456131735314" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlZ3_XCjxI/AAAAAAAAB94/1IiX-NTUmwI/s400/DSC00517.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico do Castelo, Pico do Facho e Pico da Atalaia ou da Gandaia&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;Porto Santo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlZfhbYGHI/AAAAAAAAB9w/cysZ6_y_XGc/s1600-h/DSC02875.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285354035779999858" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlZfhbYGHI/AAAAAAAAB9w/cysZ6_y_XGc/s400/DSC02875.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico da Atalaia - Selvagem Grande&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(À esquerda da foto, onde se localiza o &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=6237&amp;amp;fullsize=1"&gt;Farol&lt;/a&gt; - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Fortificações no Arquipélago da Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlY9pXPscI/AAAAAAAAB9o/etPXVS2VyCI/s1600-h/100_0535.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285353453794603458" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlY9pXPscI/AAAAAAAAB9o/etPXVS2VyCI/s400/100_0535.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição do Ilhéu&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Funchal - Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;[…]&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Nestas ilhas atlânticas, o perigo irrompia do mar. A fronteira marítima constituía preocupação dominante. À Madeira e Porto Santo poder-se-ia também a aplicar a bem apropositada afirmação do padre António Cordeiro relativamente às Ilhas Terceiras: «…cada huma das taes Ilhas he huma perpetua, e viva sempre fronteyra, e de guerra sempre viva com Mouros, Cossarios, que com ninguém tem paz, e com as nações inimigas de Portugal, que a elle se não atrevem a vir, e vão, e saltão na Ilha a todo o tempo, e quando menos se cuyda».&lt;/em&gt;[…]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;In, VERÍSSIMO, Nelson (2000). &lt;em&gt;Relações de Poder na Sociedade Madeirense do século XVII&lt;/em&gt;. Funchal: Secretaria Regional do Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais,&lt;em&gt; p. 295&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foram sempre as ilhas do arquipélago madeirense, alvo da cobiça da pirataria que praticava o corso no Atlântico Norte. Desde o início do povoamento, houve necessidade de criar um sistema de vigilância e defesa do território insular. Assim, nasceram as vigias ou estações militares de vigilância e defesa costeira, que também exerciam missões de fiscalização contra o contrabando. Estas, vigiavam o mar, as costas e praias, com a finalidade de darem alarme de corsários ou de quaisquer outros navios inimigos e evitar desembarques e ataques de surpresa às povoações. As Vigias foram "regimentadas" para o Arquipélago da Madeira por D. Sebastião em 1567, sendo depois decretadas para o todo &lt;a href="http://www.arqnet.pt/exercito/1570capitaesmores.html"&gt;nacional&lt;/a&gt; em 1570. Estes regimentos estabeleciam que junto às Vigias, se construíssem pequenas «casas fortes artilhadas e com instalações para armazenagem de pólvora» e torres ou pontos de vigilância (atalaias), «para resistir ao mar e evitar surpresas» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;). Foram as Vigias, inicialmente guarnecidas por uma força armada com base nas milícias, mais tarde, denominadas de ordenanças ou companhias de ordenanças.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlYlt_PX1I/AAAAAAAAB9g/blVirOWzPb0/s1600-h/DSC05530.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285353042719235922" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlYlt_PX1I/AAAAAAAAB9g/blVirOWzPb0/s400/DSC05530.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Vigia do Pico do Facho - &lt;a href="http://www.cm-machico.pt/index.php?pag=arq_noticia109"&gt;Machico&lt;/a&gt; - Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os centros urbanos das duas capitanias da Madeira (Funchal e Machico), foram desde o início, dois polos importantes de comércio e navegação. Os donatários, sabendo do «dano que os mouros causavam no alto mar às embarcações mercantes» e temendo um ataque às prósperas vilas, solicitaram à coroa portuguesa que se construíssem fortificações para defesa dos seus residentes. D. Manuel, «providenciou para que se fizesse uma cerca na vila do Funchal, prometendo que depois desta concluída, se passaria a idêntica fortificação na vila de Machico, porém, considerando os encargos que isso traria, foi reduzindo o seu projecto a um baluarte apenas no Funchal, que seria pago por acréscimo do tributo do açúcar e computado em 1:266$ anuais, grossa quantia nessa época, além de um dia de trabalho obrigatório, de que somente teriam escusa os fidalgos» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlX5S7f-YI/AAAAAAAAB9Y/FMpp1BKNwGo/s1600-h/DSC07390.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5285352279541545346" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVlX5S7f-YI/AAAAAAAAB9Y/FMpp1BKNwGo/s400/DSC07390.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Troço da &lt;a href="http://www.cm-funchal.pt/cmf/Default.aspx?ID=873"&gt;muralha&lt;/a&gt; que cercava a cidade do Funchal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Rua Major Reis Gomes, junto ao Dolce Vita - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os trabalhos de fortificações, começaram somente com a construção do baluarte e torreão, no Funchal, dando-lhe «impulso as novas contribuições lançadas no reinado de D. João III, especialmente a imposição das carnes, modificando-se depois o projecto de defesa em 1572, que manda se faça fortaleza» (actual Fortaleza-&lt;a href="http://www.cm-funchal.pt/cmf/default.aspx?ID=793"&gt;Palácio&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/02/2-22A-109/1316-2-22A-109_a.jpg"&gt;São Lourenço&lt;/a&gt;) «com três baluartes, se derribem as casas que lhe são impedimento, se cortem os balcões da frontaria do calhau, onde se hão-de construir os muros da cidade com cinco portas, duas ao sul para o mar, uma a leste e duas a oeste, correndo as muralhas entre as ribeiras de João Gomes e de São Francisco» (ribeira Grande ou de São João), «a entestarem nos morros da Pena e do Pico dos Frias» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;O saque efectuado pelos corsários franceses ao Funchal em Setembro de 1566, comandados por «Bertrand de Montluc, gentil-homem da casa de Carlos IX e segundo filho do marechal Blaise de Montluc» (&lt;em&gt;A Arquitectura Militar na Madeira nos Séculos XV a XVII, Rui Carita&lt;/em&gt;), após o desembarque feito na Praia Formosa, fez com que se observasse para a «defesa da costa, trabalhando-se nos entrincheiramentos em pontos que dominavam o mar, nas rochas a cavaleiro sôbre as povoações e que se chamavam fortes roqueiros, a cargo das vigias e superintendência dos capitãis-cabos &amp;amp; os portos se empossebillytaram asy &amp;amp; da maneyra que se fez de camara dellobos atee a cidade» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVO2A_7_owI/AAAAAAAAB78/ifd4oZiqKRY/s1600-h/100_0919.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283766916115047170" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVO2A_7_owI/AAAAAAAAB78/ifd4oZiqKRY/s400/100_0919.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Baía do Porto Santo, vista do Pico do Castelo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No período do domínio filipino, modificaram-se os preceitos da defesa segundo o «traçado poligonal» e foram construídos os fortes de São Tiago, &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5577-1A-12A-16.jpg"&gt;São Filipe&lt;/a&gt;, Loures e &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5530-1A-12A-16.jpg"&gt;Penha de França&lt;/a&gt;, e iniciou-se a &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5585-1A-12A-16.jpg"&gt;Fortaleza do Pico&lt;/a&gt; (no &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/03/3-44-4/133-3-44-4.jpg"&gt;Pico&lt;/a&gt; dos Frias), no Funchal. Iniciou-se igualmente, a construção em Machico, do Forte de São Roque e do Castelo do Pico (?), no Porto Santo.&lt;br /&gt;No &lt;a href="http://passosnacalcada.wordpress.com/2008/06/01/o-funchal-em-5-actos-o-sec-xvii/"&gt;Funchal&lt;/a&gt;, no período da Restauração (século XVII), fizeram-se o reduto de Santo António da Alfândega, (actual edifício da &lt;a href="http://www.alram.pt/berilio/berwhis0.antiga_alfandega_madeira"&gt;Assembleia&lt;/a&gt; Legislativa da Madeira), o de Santa &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5579-1A-12A-16.jpg"&gt;Catarina&lt;/a&gt; e a Fortaleza de Nossa Senhora da Conceição do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5580-1A-12A-16.jpg"&gt;Ilhéu&lt;/a&gt; e prologaram-se as muralhas da cidade do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/02/2-22A-109/1301-2-22A-109.jpg"&gt;Funchal&lt;/a&gt; para leste, até a Fortaleza de &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5576-1A-12A-16.jpg"&gt;São Tiago&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Mais tarde e no século XVIII foram construídos os Fortes de, «&lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5577-1A-12A-16.jpg"&gt;São Pedro&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5581-1A-12A-16.jpg"&gt;São José&lt;/a&gt; da Pontinha, no &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/02/2-22A-109/1308-2-22A-109.jpg"&gt;Funcha&lt;/a&gt;l; na costa até &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5583-1A-12A-16.jpg"&gt;Câmara de Lobos&lt;/a&gt;, os do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5548-1A-12A-16.jpg"&gt;Gorgulho&lt;/a&gt;» (Gorgulho e Bateria do Calaça ou Forte do Aloravel), os da &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5582-1A-12A-16.jpg"&gt;Praia Formosa&lt;/a&gt;, (Forte da Ponta da Cruz, Forte da Engenhoca, Forte da Praia, Reducto da Porta da Praia e Forte do Areeiro ou Arieiro), «Nossa Senhora da &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5518-1A-12A-16.jpg"&gt;Vitoria&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5525-1A-12A-16.jpg"&gt;Pastel&lt;/a&gt;», &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5517-1A-12A-16.jpg"&gt;São Sebastião&lt;/a&gt;&amp;nbsp;e Reducto do Canavial em &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5583-1A-12A-16.jpg"&gt;Câmara de Lobos&lt;/a&gt;; (...)&amp;nbsp;«o de São Bento, na &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5584-1A-12A-16.jpg"&gt;Ribeira Brava&lt;/a&gt;; os da Madalena do Mar, Ponta do Sol e Calheta; a Fortaleza de Santo António, no Paul do Mar; o Forte do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5520-1A-12A-16.jpg"&gt;Porto do Moniz&lt;/a&gt;; o do Faial, o da Entroza, na Boaventura, o da Terrachã, em São Vicente, o de São Jorge e o do Arco de São Jorge; o do Porto da Cruz; o reduto do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5494-1A-12A-16.jpg"&gt;Caniçal&lt;/a&gt;; os Fortes de &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5536-1A-12A-16.jpg"&gt;São João Baptista&lt;/a&gt; e Nossa &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5590-1A-12A-16.jpg"&gt;Senhora do Amparo&lt;/a&gt;, em &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5542-1A-12A-16.jpg"&gt;Machico&lt;/a&gt;; os de &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5516-1A-12A-16.jpg"&gt;São Francisco&lt;/a&gt;, São Lazaro e Nossa Senhora da Graça, em &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5574-1A-12A-16.jpg"&gt;Santa Cruz&lt;/a&gt;; o Fortim da foz da Ribeira do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5575-1A-12A-16.jpg"&gt;Porto Novo&lt;/a&gt;; o dos Reis Magos e o da Ribeira do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5575-1A-12A-16.jpg"&gt;Caniço&lt;/a&gt;; e o Forte de &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12-15/1362-1A-12-15.jpg"&gt;São José&lt;/a&gt;, na ilha do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5537-1A-12A-16.jpg"&gt;Porto Santo&lt;/a&gt;» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;No século XIX, foram construídos a &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5579-1A-12A-16.jpg"&gt;Bateria&lt;/a&gt; das Fontes, próximo da &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5578-1A-12A-16.jpg"&gt;Fortaleza&lt;/a&gt; de São Lourenço (junto à foz da ribeira Grande ou de São João), «o reduto do Seixo, em Água de Pena, o Forte do &lt;a href="http://am.exercito.pt/bibliopac/imgweb/01/1A-12A-16/5575-1A-12A-16.jpg"&gt;Porto Novo&lt;/a&gt;, no Caniço, e o reduto do Pico de São João» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Da defesa e da fortificação das ilhas que o tempo esqueceu, a incúria humana e a força da natureza destruiu, em cinco séculos, nem a memória escrita na toponímia local guardou todos os fortes e redutos construídos no arquipélago madeirense.&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVO1mW5TATI/AAAAAAAAB70/uiuusqJSPqU/s1600-h/DSC07709.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283766458421281074" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVO1mW5TATI/AAAAAAAAB70/uiuusqJSPqU/s400/DSC07709.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico e Ponta da Atalaia - Caniço - Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;Reduto do Portinho (Paulo Dias de Almeida, 1817), Reduto dos Reis Magos (António Pedro de Azevedo, 1879), à esquerda da foto.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;(&lt;strong&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;) Pico da Atalaia ou da Gandaia - Desconhecemos a origem da &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/03/blog-post_01.html"&gt;denominação&lt;/a&gt; toponímica de «Gandaia» ao Pico da Atalaia do Porto Santo. Pico este, situado no interior da região setentrional da Ilha, atingindo 492 metros de altitude, junto ao Pico do Facho. Mas, conhecemos a "predisposição natural" do porto-santense em particular, e do madeirense em geral, para o sarcasmo!&lt;br /&gt;«Gandaia», palavra com origem no espanhol (gandaya) e no catalão, (gandalla), segundo o &lt;em&gt;Dicionário de Língua Portuguesa&lt;/em&gt;, 6.ª Edição - Porto Editora, significa: «acto de revolver o lixo para encontrar alguma coisa de valor; ociosidade; vadiagem». «Gandaiar» é «vadiar»! «Gandaeiro», aquele que anda à «gandaia»! Será que as sentinelas da «atalaia» andavam à «gandaia»!? Actualmente, o Pico da Atalaia é mais conhecido por Pico da Gandaia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;CARITA, Rui (1999). &lt;em&gt;A Arquitectura Militar da Madeira nos Séculos XV a XVII&lt;/em&gt;. Universidade da Madeira. Funchal - Lisboa. Volume I.&lt;br /&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;VERÍSSIMO, Nelson (2000). &lt;em&gt;Relações de Poder na Sociedade Madeirense do século XVII.&lt;/em&gt; Secretaria Regional do Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Link: Projecto &lt;a href="http://www.exercito.pt/bibliopac/"&gt;SIDCARTA&lt;/a&gt; (&lt;em&gt;Espólio da Engenharia Militar Portuguesa&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-1913788831559379368?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/1913788831559379368/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=1913788831559379368&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/1913788831559379368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/1913788831559379368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/12/pico-da-atalaia-canio-madeira-atalaia.html' title='ATALAIA (Sítio, Ponta e Pico da)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVla8vVy4BI/AAAAAAAAB-I/PiBtB3zS4zA/s72-c/DSC07724.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-3224636918552900279</id><published>2008-12-25T16:16:00.079Z</published><updated>2010-03-15T22:02:14.779Z</updated><title type='text'>ASSOMADA E ASSOMADOURO (Sítios)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWnDyL9BmI/AAAAAAAACdk/Zw-oaRvrcN4/s1600-h/DSC07783.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297824220124612194" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWnDyL9BmI/AAAAAAAACdk/Zw-oaRvrcN4/s400/DSC07783.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;&lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;t=h&amp;amp;ll=32.752921,-17.221144&amp;amp;spn=0.005251,0.01133&amp;amp;z=17"&gt;Assomadouro&lt;/a&gt; - Lombo da Rocha - Prazeres&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ASSOMADA&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;ASSOMADOURO &lt;/strong&gt;- Segundo o &lt;em&gt;Dicionário de Língua Portuguesa&lt;/em&gt;, 6.ª Edição, da Porto Editora, &lt;em&gt;assomar&lt;/em&gt; é «subir ao cume, aparecer em lugar alto» e &lt;em&gt;assomada&lt;/em&gt; é o «acto ou efeito de assomar, aparição, cumeada, altura, auge». &lt;em&gt;Assomadouro&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Assomadoiro&lt;/em&gt; significa o «lugar próprio para assomar, assomada».&lt;br /&gt;Segundo o opúsculo do Padre Fernando Augusto da Silva, “&lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;”, editado em 1950, pela Junta Geral do Funchal, entende-se por &lt;em&gt;assomada&lt;/em&gt; como a «parte mais elevada duma estrada ou caminho de grande declive».&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assomar&lt;/em&gt;&lt;em&gt;,&lt;/em&gt; é aparecer, descortinar ou avistar. E, &lt;em&gt;assomadouro&lt;/em&gt; é, o lugar donde se descortina largas vistas sobre um amplo horizonte. &lt;em&gt;Assomadouro&lt;/em&gt;, genericamente poderá ser sinónimo miradouro. Na Madeira, o termo (ou verbo) &lt;em&gt;assomar&lt;/em&gt;, praticamente desapareceu do vocabulário do dia a dia dos madeirenses, mas, perpetuou-se na toponímia. &lt;em&gt;Assomada&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Assomadouro &lt;/em&gt;(substantivos), apelidaram lugares e sítios do espaço geográfico madeirense.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Estes topónimos, são usados igualmente nos arquipélagos dos Açores e de Cabo Verde e em Portugal Continental. &lt;em&gt;Assomada&lt;/em&gt;, nos &lt;a href="http://mycodigopostal.com/cp/assomada"&gt;Açores&lt;/a&gt; e &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Assomada"&gt;Cabo Verde&lt;/a&gt;. &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.panoramio.com/photo/10100222"&gt;Assomadouro&lt;/a&gt;&lt;/em&gt; em &lt;a href="http://www.guiadacidade.pt/portugal/index.php?lg=es&amp;amp;G=monumentos.ver&amp;amp;artid=15054&amp;amp;distritoid=04"&gt;Poiares&lt;/a&gt;, Freixo Espada à Cinta, Bragança. &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWmgzGDU-I/AAAAAAAACdc/Dp9-wGwXnLs/s1600-h/DSC03580.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297823619072873442" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWmgzGDU-I/AAAAAAAACdc/Dp9-wGwXnLs/s400/DSC03580.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Assomadouro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Visto da Fajã da Ovelha - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Assomadouro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWmD9_5EjI/AAAAAAAACdU/Sc55tp5EuQ0/s1600-h/DSC07798.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297823123783619122" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWmD9_5EjI/AAAAAAAACdU/Sc55tp5EuQ0/s400/DSC07798.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Fajã da Ovelha&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Vista do Assomadouro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;«Sítio da freguesia dos Prazeres, onde se descortina uma bela paisagem da costa marítima, que se alarga desde o Jardim do Mar até á freguesia da Fajã da Ovelha», &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/a/ass18.html"&gt;descreve&lt;/a&gt; o Padre Fernando Augusto da Silva no seu &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;, editado em 1934. O Assomadouro, localiza-se no Lombo da Rocha, na freguesia dos Prazeres, concelho da Calheta.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWllis9ezI/AAAAAAAACdM/YAcBblRIzZ8/s1600-h/DSC07777.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297822601060383538" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWllis9ezI/AAAAAAAACdM/YAcBblRIzZ8/s400/DSC07777.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Jardim do Mar&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Visto do Assomadouro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Elucida o &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;, do mesmo autor supracitado, «é a freguesia dos &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/p/pra10.htm"&gt;Prazeres&lt;/a&gt; uma das menos conhecidas desta ilha, mas é indubitavelmente uma das mais pitorescas. O Padre Fernando Augusto de Pontes refere-se a esta paroquia nos seguintes têrmos: ‘Ao longe a ondulação das montanhas estampa-se no azul do céo e os carreiros tortuosos dos trilhos e veredas cortam as eminencias em direcções diferentes. Ao perto, a vegetação é tapete que se desdobra por tôda a parte. As estradas são alinhadas de buxo e louros, e o ar bastante puro. Não é para calar a beleza arrebatadora que se goza do viso duma montanha á beira do mar - o Assomadouro. Lá em baixo, fica á esquerda uma povoação cujas habitações se ocultam quasi sob a vegetação que as abafa: é o Jardim do Mar. Á direita há outra freguesia - é o Paul do Mar. E que belo que é o casario em pinha á beira das aguas, no Paul’.»&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWlHuL0tAI/AAAAAAAACdE/EPQDg5lXR-s/s1600-h/DSC07785.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297822088746546178" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWlHuL0tAI/AAAAAAAACdE/EPQDg5lXR-s/s400/DSC07785.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Paul do Mar&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Visto do Assomadouro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Actualmente, para chegar aos Prazeres é simples, mas para encontrar o Assomadouro é um pouco mais complicado! Este localiza-se no &lt;a href="http://www.jardimatlantico.com/por/index.asp"&gt;Hotel&lt;/a&gt; Jardim do Atlântico, no Lombo da Rocha! E para o encontrar é necessário entrar no recinto do Hotel e percorrer os acessos do mesmo. Após descer por uma escadaria, na direcção sul (para o mar), depararmo-nos com miradouro do Assomadouro. Aqui, reconhecemos de imediato a antiga &lt;a href="http://levadas.inmadeira.com/index.php?option=com_xdms&amp;amp;task=viewAttractionDetails&amp;amp;id=384"&gt;vereda&lt;/a&gt; (ou caminho real), que desce para o Paul do Mar. Chama-se "Caminho do (de) Concelho" e no passado era um dos poucos acessos ao litoral que as gentes da freguesia dos Prazeres disponham. Igualmente deste local, inicia-se um dos mais aliciantes e pitorescos percursos da zona oeste da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWkqWlXHUI/AAAAAAAACc8/mnLtdMgJ8p8/s1600-h/DSC07800.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297821584195001666" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWkqWlXHUI/AAAAAAAACc8/mnLtdMgJ8p8/s400/DSC07800.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;"Caminho do (de) Concelho"&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Vereda ou caminho real dos Prazeres - Paul do Mar - Foto do autor))&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por entre socalcos ou poios, o visitante ou o residente poderá desfrutar da paisagem envolvente, natural e humanizada, e ao mesmo tempo, sentir quanto no passado o suor dos habitantes locais regava a calçada de basalto da vereda. Ao palmilhar a mesma, podem ser apreciadas formações geológicas atraentes, desde basaltos acinzentados, escórias de tons ocres, bombas vulcânicas, filões, diques e quedas de água, na companhia de, figueiras do inferno, massarocos, seixeiros, murtas, farrrobos, funcho, malfuradas, sumagres, saxífragas e goivos da rocha. O Assomadouro, no Lombo da Rocha na freguesia dos Prazeres, encontra-se a cerca de 500 metros de altitude.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWkVhMTOCI/AAAAAAAACc0/BGbIXsn8qr4/s1600-h/DSC07812.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297821226265425954" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWkVhMTOCI/AAAAAAAACc0/BGbIXsn8qr4/s400/DSC07812.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Vegetação xerófila do litoral ou Zambujal&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Visto do Assomadouro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Assomada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWjwzOGKCI/AAAAAAAACcs/M_fI1wqe3qM/s1600-h/DSC07697.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297820595449636898" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWjwzOGKCI/AAAAAAAACcs/M_fI1wqe3qM/s400/DSC07697.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Assomada - Caniço&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vários lugares e sítios da Madeira são conhecidos por este topónimo. O mais conhecido, é o sítio da Assomada (na carta militar - &lt;em&gt;Assumada&lt;/em&gt; - equívoco) da freguesia do Caniço, localizada a cerca de 230 metros de altitude (Igreja), que também é paróquia. Esta, desintegrada da Paróquia do Caniço, foi criada em 24 de Novembro de 1960, por Decreto de D. David de Sousa, Bispo do Funchal, «entrando em vigor em 1 de Janeiro de 1961, tendo sido desmembrada da Paróquia do Caniço» (&lt;em&gt;Diocese do Funchal&lt;/em&gt;). Nossa Senhora das Dores é a sua Padroeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWjWNiLfRI/AAAAAAAACck/1SP-WhFyMC0/s1600-h/DSC06420.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297820138656726290" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWjWNiLfRI/AAAAAAAACck/1SP-WhFyMC0/s400/DSC06420.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Litoral norte da Madeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Arco de São Jorge - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Arco de São Jorge, o lugar ou sítio da Assomada, donde se descortina largas vistas sobre o litoral norte da Madeira. Nas serras da freguesia de São Jorge, quem percorre a vereda do Pico Ruivo, Pico do Canário, Pico Redondo e Voltas, a caminho da Ribeira Funda, a cerca de 1180 metros de altitude, passa pelo Pico dos Assomadouros ou Assomadouros (Carta Militar - &lt;em&gt;Assumadouros&lt;/em&gt; - equívoco), que faz jus ao seu topónimo.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWjAZGlyPI/AAAAAAAACcc/aL60LUexXDw/s1600-h/DSC06401.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297819763805112562" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWjAZGlyPI/AAAAAAAACcc/aL60LUexXDw/s400/DSC06401.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Vale da Boaventura&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Daqui, observa-se grande parte do vale da pitoresca freguesia da Boaventura e também parte da vertente norte madeirense, até a freguesia do Porto do Moniz. Também nesta freguesia existe um sítio ou lugar da Assomada (&lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWh_BoxCnI/AAAAAAAACcU/Bc8_3-rWnUQ/s1600-h/DSC06322.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5297818640814508658" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWh_BoxCnI/AAAAAAAACcU/Bc8_3-rWnUQ/s400/DSC06322.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Vertente norte da Madeira &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Visto da Ribeira da Janela - Porto do Moniz - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;PIO, Manuel Ferreira (1974). &lt;em&gt;O Concelho de Santana: Esboço Histórico&lt;/em&gt;. Editorial Eco do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;. Edição da Junta Geral do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (2003). &lt;em&gt;Madeira, a Descoberta da Ilha de Carro e a Pé&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (2004). &lt;em&gt;Levadas e Veredas da Madeira&lt;/em&gt;. 4.ª Edição. Francisco Ribeiro e Filhos Lda. Funchal.&lt;br /&gt;ROQUETE, J.-I. e FONSECA, José da (1873). &lt;em&gt;Diccionario dos Synonymos, Poético e de Epithetos da Lingua Portugueza&lt;/em&gt;. Em Casa de Va. J.-P. Aillaud, Guillard e Ca, Livreiros de Suas Magestades o Imperador do Brasil e El-Rei de Portugal. 47, Rua Saint-André des Arts, Pariz. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-3224636918552900279?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/3224636918552900279/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=3224636918552900279&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3224636918552900279'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3224636918552900279'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/12/blog-post_5288.html' title='ASSOMADA E ASSOMADOURO (Sítios)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYWnDyL9BmI/AAAAAAAACdk/Zw-oaRvrcN4/s72-c/DSC07783.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-8953365539149761213</id><published>2008-12-25T16:15:00.064Z</published><updated>2010-03-15T22:00:46.681Z</updated><title type='text'>ASSOBIADOURO (Pico do)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Scai-E3bF4I/AAAAAAAAChM/8UQKU-2RoNM/s1600-h/DSC08395.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316115597499242370" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Scai-E3bF4I/AAAAAAAAChM/8UQKU-2RoNM/s400/DSC08395.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Pico do(s) Assobiadouro(s)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ASSOBIADOURO&lt;/strong&gt; - Segundo o &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Assobiadouro&lt;/em&gt; é uma «elevação montanhosa no Paul da Serra, junto da qual nascem algumas fontes, que alimentam os caudais das levadas do Rabaçal». Acrescenta o mesmo autor no Elucidário Madeirense, que é aqui que «têm origem as fontes do Rabaçal». Igualmente neste local, nasce Ribeira do Seixal, sendo também uma das origens da Ribeira da Janela, das «mais extensas e caudalosas da ilha». O &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;t=h&amp;amp;ll=32.774827,-17.109747&amp;amp;spn=0.021001,0.045319&amp;amp;z=15"&gt;Pico&lt;/a&gt; do Assobiadouro (Carta Militar - Pico dos Assobiadouros) pertence à Freguesia do Seixal, concelho do Porto do Moniz.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaitbejmUI/AAAAAAAAChE/bEzm_aG0Zrc/s1600-h/DSC08384.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316115311511181634" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaitbejmUI/AAAAAAAAChE/bEzm_aG0Zrc/s400/DSC08384.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Pico do(s) Assobiadouro(s) e Pico Ruivo do Paul&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Desconhecemos a origem da denominação toponímica do Pico do Assobiadouro (assobia+douro) ou dos Assobiadouros. Mas, conhecemos a sua &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=JXhi3Lq90uw"&gt;localização geográfica&lt;/a&gt; no grande planalto da Madeira, denominado de Paul da Serra. Este situa-se a norte do mesmo, a cerca de 1475 metros de altitude, e é condiscípulo próximo do Pico Ruivo do Paul (com 1640m de altitude - Carta Militar), duas das elevações das mais proeminentes daquela pitoresca planura. Estes são obstáculos naturais aos ventos alíseos, predominantes do quadrante norte. Quando os mesmos se fazem acompanhar de fortes tempestades, sopram de tal “forma e feitio” que “assobiam” junto ao Pico do(s) Assobiadouro(s), num silvar imutável e contínuo, que mais parece um assobio. Não sabemos se este “fenómeno atmosférico”, consequência da geomorfologia local, terá substantivado este lugar pelos viandantes ou caminhantes que ali passavam nas suas proximidades ou o frequentavam. Recordamos que ali próximo, passa o caminho, que em tempos remotos ligava o sul ao norte da Madeira, mais propriamente à Freguesia do Seixal, antes das modernas construções rodoviárias, iniciadas nos séculos XIX e XX, nesta ilha atlântica. Neste sentido, seria mais lógico chamar-lhe de "Pico do(s) Assobiador(es)". Assobiadouro(s), será corruptela de assobiador(es)? Ou o local de onde se assobiava! Desconhecemos!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaiTRG4a1I/AAAAAAAACg8/Cmy7A8JMOXc/s1600-h/DSC08404.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316114862050929490" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaiTRG4a1I/AAAAAAAACg8/Cmy7A8JMOXc/s400/DSC08404.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Junto ao Pico do(s) Assobiadouro(s), inicia-se o concelho do Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Estrada do Fanal - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Paul da Serra, pela sua natureza geomorfológica aliada à altitude, é um território inóspito. As desvantajosas condições climatéricas, relacionadas com sucessivos vendavais, antigamente, muitas pessoas encontraram a morte durante o Inverno, quando surpreendidas pelo frio e pelo granizo ou desorientadas pelo espesso nevoeiro. Estas circunstâncias, levou à construção da casa de abrigo «nos Estanquinhos do Paul, guardada por um homem com família» (&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;), para agasalhar cuidadosamente os viajantes, obra mandada executar pelo o «Governador Civil do Funchal, José Silvestre Ribeiro, com a coadjuvação das Câmaras Municipais de S. Vicente, Calheta e Ponta do Sol solicitadas por ofício de 6 de Fevereiro de 1852, por serem os seus concelhos os que mais aproveitariam com um abrigo naquela serra, passagem quase obrigatória, ao tempo, para os povos do Norte e do Sul da ilha» (Ilhas de Zargo). Nesta mesma casa, «um sino que tocava em dias de nevoeiro ou de tempestade para guiar os caminhantes perdidos no planalto do Paul, onde todas as povoações dos concelhos circunvizinhos comunicavam com este mesmo planalto por trilhos de pastores e caminhos de mau piso» (&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Scah2D-jz-I/AAAAAAAACg0/HO5sAGiji0c/s1600-h/DSC08362.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316114360310157282" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Scah2D-jz-I/AAAAAAAACg0/HO5sAGiji0c/s400/DSC08362.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Nevoeiro no Planalto do Paul da Serra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O anterior citado Governador, igualmente, mandou «construir duas vedações de pedra solta, dum metro de alto por dois de largo […] dispostas perpendicularmente entre si, ligando a beira do Paul sobranceira à Ponta do Sol, ao Assobiadouro (Seixal) e dos Estanquinhos ao Arco da Calheta» (&lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;). Neste contexto, seria o Pico do(s) Assobiadouro(s) um ponto de referência? O “assobio alíseo” orientaria os viandantes ou caminhantes na direcção do Seixal ou vice-versa? Não sabemos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaWe0t4UmI/AAAAAAAACf8/YyDbK8b9pvU/s1600-h/DSC08387.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316101866448769634" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaWe0t4UmI/AAAAAAAACf8/YyDbK8b9pvU/s400/DSC08387.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 265px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico do(s) Assobiadouro(s)&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O planalto do Paul da Serra, encontra-se situado a cerca de 1400 metros de altitude acima do nível do Mar. Mede no sentido Leste/Oeste, cerca de 5,5Km de comprimento, sendo a sua maior largura de um pouco mais de 3Km. Nele, entroncam-se os concelhos da Ribeira Brava, Ponta do Sol, Calheta e São Vicente. As Urzes (Erica scoparia) e as Uveiras (Vaccinium padifolium) são dos poucos arbustos de vegetação de altitude, que acompanham o resto da vegetação constituída na sua maioria pela Feiteira (Pteridum aquilinum), Feno (Agrostis castellana) e o Alecrim da Serra (Thymus caespititius), muito abundante neste local. Existe alguns núcleos de floresta exótica, introduzida nos séculos XIX e XX. Actualmente procedeu-se a uma reflorestação mais abrangente, de forma a captar água dos nevoeiros e estimular a chamada precipitação oculta ou horizontal. O Paul da Serra é a maior zona de infiltração de precipitação e poderá ser considerado o maior reservatório natural de água doce da Madeira. Daqui, se abastece a cidade capital (o Funchal), através do grande "Canal do Norte" e outras origens.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaUkJZ1dTI/AAAAAAAACfk/mTTKViEz58Q/s1600-h/DSC08380.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316099758877930802" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/ScaUkJZ1dTI/AAAAAAAACfk/mTTKViEz58Q/s400/DSC08380.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Planalto do Paul da Serra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVOxpsE4S7I/AAAAAAAAB7c/fDipSdd0fxg/s1600-h/DSC07708.JPG"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JARDIM, Roberto e FRANCISCO, David (2000). &lt;em&gt;Flora Endémica da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Múchia Publicações. Funchal.&lt;br /&gt;NEVES, Henrique Costa e VALENTE, Ana Virgínia (1992).&lt;em&gt; Conheça o Parque Natural da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional da Economia - Parque Natural da Madeira. Funchal.&lt;br /&gt;PEREIRA, Eduardo C. N. (1989). &lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;. 4.ª Edição. Câmara Municipal do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-8953365539149761213?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/8953365539149761213/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=8953365539149761213&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/8953365539149761213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/8953365539149761213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/12/blog-post_7881.html' title='ASSOBIADOURO (Pico do)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/Scai-E3bF4I/AAAAAAAAChM/8UQKU-2RoNM/s72-c/DSC08395.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-6885358988776026163</id><published>2008-12-25T16:10:00.063Z</published><updated>2010-03-15T21:58:46.475Z</updated><title type='text'>ARREBENTÃO (Sítios, lugares e caminhos do)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pw1nrcLI/AAAAAAAACfM/x6vJZ2kqVWk/s1600-h/DSC08320.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300219730465616050" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pw1nrcLI/AAAAAAAACfM/x6vJZ2kqVWk/s400/DSC08320.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Caminho do Arrebentão - Machico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARREBENTÃO &lt;/strong&gt;- Segundo o Padre Fernando Augusto da Silva, no seu opúsculo “&lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;”, editado em 1950, pela Junta Geral do Funchal, &lt;em&gt;arrebentão&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;rebentão&lt;/em&gt;, é um «trecho de estrada muito declivosa e de extenuante subida». Por outro lado, o &lt;em&gt;Dicionário de Língua Portuguesa&lt;/em&gt;, 6.ª Edição, da Porto Editora, define &lt;em&gt;rebentão&lt;/em&gt; no sentido figurativo como uma «ladeira muito íngreme». O vocábulo &lt;em&gt;arrebentão&lt;/em&gt; no mesmo dicionário tem uma descrição diferente. Segundo este, &lt;em&gt;arrebentão&lt;/em&gt; é o mesmo que rebentação, e significa «o quebrar das ondas, aparecimento de botões ou gomos nas plantas», que efectivamente nada tem a ver com o «trecho de estrada muito declivosa e de extenuante subida», que &lt;em&gt;arrebentava&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;rebentava&lt;/em&gt; com os caminhantes pelas subidas e descidas das veredas, das estradas e dos caminhos, que ainda hoje serpenteiam a intrincada orografia madeirense.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pinnLX2I/AAAAAAAACfE/QMWsjDcC5a4/s1600-h/DSC08315.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300219486187249506" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pinnLX2I/AAAAAAAACfE/QMWsjDcC5a4/s400/DSC08315.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Arrebentão - Machico&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Madeira, o vocábulo &lt;em&gt;arrebentão&lt;/em&gt; entrou em desuso, mas continuou na toponímia. Por este topónimo foram denominados sítios, lugares e caminhos, onde têm todos um "denominador comum" - um determinado trajecto - com uma descida ou subida acentuada e extenuante. Assim, são conhecidos pelo topónimo de &lt;em&gt;arrebentão&lt;/em&gt;, esses mesmos sítios, lugares e caminhos das freguesias, de Nossa Senhora do Monte, de Machico, da Ponta do Sol, e de um lugar nas Achadas da Cruz.&lt;br /&gt;Desconhecemos se o mesmo topónimo &lt;a href="http://oqueenosso.blogspot.com/2008/12/caminho-no-arrebento.html"&gt;nos&lt;/a&gt; &lt;a href="http://pg.azores.gov.pt/drac/cca/enciclopedia/ver.aspx?id=4585"&gt;Açores&lt;/a&gt; e em &lt;a href="http://mycodigopostal.com/cp/arrebentao"&gt;Portugal&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.cm-terrasdebouro.pt/04turismo/religioso/principal.asp?numn2=401"&gt;continental&lt;/a&gt;, terá a mesma acepção, que na Madeira. Tudo "indica" que sim!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pSIGLM5I/AAAAAAAACe8/7AoRH2myl7M/s1600-h/DSC07623.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300219202849420178" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pSIGLM5I/AAAAAAAACe8/7AoRH2myl7M/s400/DSC07623.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Caminho do Arrebentão - Nossa Senhora do Monte&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Levada das Cales - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4os6-GP0I/AAAAAAAACes/46bZIm7vCRI/s1600-h/DSC07661.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300218563670720322" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4os6-GP0I/AAAAAAAACes/46bZIm7vCRI/s400/DSC07661.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Arrebentão - Nossa Senhora do Monte&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4okv9eYHI/AAAAAAAACek/kxAW-409CP8/s1600-h/DSC08428.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300218423276363890" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4okv9eYHI/AAAAAAAACek/kxAW-409CP8/s400/DSC08428.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Arrebentão - Ponta do Sol&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Junto ao Paul da Serra - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4oaczlsXI/AAAAAAAACec/dAyMc4d4H78/s1600-h/DSC01168.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300218246335934834" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4oaczlsXI/AAAAAAAACec/dAyMc4d4H78/s400/DSC01168.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Serras, Ponta do Pargo e Achadas da Cruz&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4m4UJ0TMI/AAAAAAAACeU/Xfn5LDrvOOc/s1600-h/DSC06272.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300216560386067650" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4m4UJ0TMI/AAAAAAAACeU/Xfn5LDrvOOc/s400/DSC06272.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Santo António da Serra - Ribeira de Machico&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/strong&gt;COSTA, J. Almeida e MELO, A. Sampaio (1990). &lt;em&gt;Dicionário da Língua Portuguesa&lt;/em&gt;. Dicionários “Editora”. 6.ª Edição. Porto Editora Lda. Porto.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934).&lt;em&gt; Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;. Edição da Junta Geral do Funchal. Funchal. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-6885358988776026163?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/6885358988776026163/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=6885358988776026163&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/6885358988776026163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/6885358988776026163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/12/blog-post_7680.html' title='ARREBENTÃO (Sítios, lugares e caminhos do)'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SY4pw1nrcLI/AAAAAAAACfM/x6vJZ2kqVWk/s72-c/DSC08320.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-2889123122741659853</id><published>2008-08-30T16:03:00.000+01:00</published><updated>2010-09-01T21:56:47.098+01:00</updated><title type='text'>AREEIRO (Sítio do), CHÃO DO AREEIRO E PICO DO AREEIRO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlxDPd31wI/AAAAAAAABSQ/o4u1GQzffZk/s1600-h/DSC02154.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240343941927655170" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlxDPd31wI/AAAAAAAABSQ/o4u1GQzffZk/s400/DSC02154.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Pico do Areeiro&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;AREEIRO &lt;/strong&gt;- O termo &lt;em&gt;areeiro&lt;/em&gt; no vocabulário popular madeirense, significa lugar ou local onde existe um depósito de &lt;em&gt;areão&lt;/em&gt; ou uma área de terreno &lt;em&gt;areento&lt;/em&gt;, conforme define o Padre Fernando Augusto da Silva, no seu opúsculo “&lt;em&gt;Vocabulário Madeirense&lt;/em&gt;”, editado em 1950 pela Junta Geral do Funchal com prefácio do Cónego F. C. de Meneses Vaz. Assim, um &lt;em&gt;areeiro&lt;/em&gt; na Madeira é um aglomerado ou depósito de piroclastos, provenientes de erupções vulcânicas explosivas. Estes materiais piroclásticos, por vezes, encontram-se alterados e argilificados pela acção dos agentes erosivos (chuva, granizo, neve, etc.) e são de granulometria variável. Os locais ou lugares de concentração destes piroclastos, são denominados pelos madeirenses com o topónimo de &lt;em&gt;areeiro&lt;/em&gt;. São exemplos: o &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.721534,-16.913388&amp;amp;spn=0.01047,0.022659&amp;amp;t=h&amp;amp;z=16"&gt;Chão&lt;/a&gt; do Areeiro, o &lt;a href="http://www.madeiraarchipelago.com/photo/displayimage.php?pid=3958&amp;amp;fullsize=1"&gt;Pico do Areeiro&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.643802,-16.954265&amp;amp;spn=0.01048,0.022659&amp;amp;t=h&amp;amp;z=16"&gt;sítio&lt;/a&gt; do Areeiro, na freguesia de São Martinho no Funchal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlwvhO5pvI/AAAAAAAABSI/1GqzbxRt_7s/s1600-h/100_6773.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240343603099313906" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlwvhO5pvI/AAAAAAAABSI/1GqzbxRt_7s/s400/100_6773.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Pico do Cedro, Pico do Cidrão, Pico Grande e Paul da Serra&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Vistos do Pico do Areeiro - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Chão do Areeiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlv6x6hrjI/AAAAAAAABSA/pZNdzDluCKc/s1600-h/DSC03721.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240342697044192818" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlv6x6hrjI/AAAAAAAABSA/pZNdzDluCKc/s400/DSC03721.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Chão do Areeiro e Chão dos Balcões&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Vistos do Pico do Areeiro - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pequeno planalto localizado a sudeste do Pico do Areeiro na área geográfica do Parque Ecológico do Funchal entre as altitudes de 1598 e 1594 metros (Carta Militar). Confronta pelo sul com o Chão dos Balcões (Chão da Lagoa ou das Lagoas), a Oeste com o Pico dos Melros, a Leste (Achada Grande) e a Norte, com a Estrada Regional n.º 202 (ER 202). A sua designação toponímica deve-se à sua localização junto ao Pico do Areeiro. Neste mesmo planalto existe casas de apoio do Parque Ecológico e o Posto Meteorológico do Areeiro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlvNUMzZPI/AAAAAAAABR4/Fp-8dcNfGdo/s1600-h/DSC06551.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240341915973674226" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlvNUMzZPI/AAAAAAAABR4/Fp-8dcNfGdo/s400/DSC06551.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Chão do Areeiro e Poço da Neve&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Pico dos Melros atrás do Poço da Neve - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As suas pequenas encostas são circundadas por vegetação de altitude, onde predomina a urze molar ou betouro (Erica arborea), a urze das vassouras (Erica scoparia) a uveira da serra (Vaccinium padifolium), o loureiro (Laurus azorica), o perado (Ilex perado) e a sorveira ou tramazeira (Sorbus maderensis). Esta última da família das rosáceas, é uma pequena árvore de folha caduca e flores brancas, que produzem cachos de frutos vermelhos. Está classificada como um endemismo madeirense muito raro. O seu efectivo, não atinge uma centena de indivíduos. Este núcleo de vegetação de altitude constitui «um dos melhores de toda a Ilha da Madeira», segundo Raimundo Quintal (2004, &lt;em&gt;Levadas e Veredas da Madeira&lt;/em&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLluW0YKvJI/AAAAAAAABRw/6CEF9eZUiHY/s1600-h/DSC03618.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240340979718470802" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLluW0YKvJI/AAAAAAAABRw/6CEF9eZUiHY/s400/DSC03618.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Sorveira ou Tramazeira&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;(Sorbus maderensis - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Muito próximo deste planalto, nascem as levadas do Barreiro e do Blandy. A primeira nasce escoltada por um núcleo de urzes, na sua maioria do género Erica scoparia, muito perto do Poço da Neve. A segunda, nasce a auferir água da Fonte de João Cala, junto ao Posto de Transformação (de cabine alta ou torre), contíguo à Estrada Regional n.º 202 (ER 202), encontrando-se localizado à direita de quem sobe para o Pico do Areeiro.&lt;br /&gt;Junto ao Chão do Areeiro e na direcção do Pico dos Melros, iniciam-se uma série de percursos por levadas e veredas, para o Parque Ecológico do Funchal e para as serras de Santo António (Levada da Negra, Montado do Paredão, Alegria, Pomar do Miradouro, Curral Velho, Barreira, etc.).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLltboqJDkI/AAAAAAAABRo/lKKMdCu-wxg/s1600-h/DSC06206.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240339962960350786" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLltboqJDkI/AAAAAAAABRo/lKKMdCu-wxg/s400/DSC06206.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Levada do Blandy&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(À esquerda, o Chão do Areeiro e ao fundo o Pico do Areeiro - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Pico do Areeiro &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlsl63tXTI/AAAAAAAABRg/DL8CXIDJwAo/s1600-h/DSC05377.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240339040136158514" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlsl63tXTI/AAAAAAAABRg/DL8CXIDJwAo/s400/DSC05377.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pico do &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.735595,-16.928194&amp;amp;spn=0.010469,0.022659&amp;amp;t=h&amp;amp;z=16"&gt;Areeiro&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;(Visto da Achada do Teixeira - Santana - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Localizado no Maciço Montanhoso Central da Ilha da Madeira, o Pico do Areeiro com 1818 metros de altitude, distingue-se ao longe pelas suas escarpas avermelhadas e arroxeadas, formadas por &lt;em&gt;areeões&lt;/em&gt; (piroclastos), amparadas por filões e diques basálticos, guarnecidas por bombas vulcânicas e pelas escoadas cíclicas da actividade vulcânica, que fez nascer do Mar há cerca de 5 milhões de anos a maior ilha do Arquipélago da Madeira. Igualmente, o seu vértice &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/g/geo1.htm"&gt;geodésico&lt;/a&gt; colocado no o seu ponto mais alto e as antenas repetidoras de telecomunicações, junto ao Miradouro do Juncal, não o confundem no horizonte com outro imponente pico do sistema montanhoso madeirense. Rodeado por barrancos e vales profundos, o Pico do Areeiro é condiscípulo dos picos mais altos da ilha. Este é o terceiro pico mais alto, depois do Pico das Torres, com a altitude de 1851 metros, e do Pico Ruivo, com a altitude de 1862 metros.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os concelhos do Funchal, de Câmara de Lobos e de Santana, entroncam-se geograficamente neste monumento natural.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlrftxSK4I/AAAAAAAABRY/OKjLoqFEgTA/s1600-h/DSC02142.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240337834028706690" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlrftxSK4I/AAAAAAAABRY/OKjLoqFEgTA/s400/DSC02142.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Fajã da Nogueira&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Vista do Miradouro do Juncal - Pico do Areeiro - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do Pico do Areeiro, descortina-se horizontes de largas vistas para a vertente norte da Madeira, envoltos em vales verdejantes de Laurissilva (Achada do Teixeira, Santana, Fajã da Nogueira, Ribeiro Frio, São Roque do Faial, Faial e Porto da Cruz). A nordeste, figura por vezes no mar a Ilha do Porto Santo. Para sudeste, os olhos percorrem o planalto de Santo António da Serra (Santo da Serra) e sentem a sinuosa Ponta de São Lourenço, logo seguindo-lhe as Ilhas Desertas. Estas, fazem-nos movimentar para sul à descoberta do Funchal, mas apenas vemos o Chão dos Balcões (Chão da Lagoa ou das Lagoas) e as Serras de Santo António, com os seus picos mais relevantes: o Pico Escalvado e o Pico do Cedro.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlpzUDhifI/AAAAAAAABRQ/KvqVi4LfnUs/s1600-h/DSC02146.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240335971700017650" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlpzUDhifI/AAAAAAAABRQ/KvqVi4LfnUs/s400/DSC02146.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Pedra Rija, Pico do Gato e&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;Pico das Torres &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Vistos do Pico do Areeiro - foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Todo este cenário natural complementa-se para Oeste, com as vistas sobre os picos: do Cidrão e o Grande, e o planalto do Paul da Serra despido de vegetação. A pouca distância, um olhar percorre a vereda que palmilha a cordilheira central, entre &lt;em&gt;areeões&lt;/em&gt;, diques e filões. Os mais atentos, descobrem o Pico Ruivo associado ao Pico das Torres e ao Pico do Gato, que unem os vales profundos para norte, o vale da Fajã da Nogueira, e para o sul, o vale do Curral das Freiras. Neste, as casas, os palheiros e os socalcos (poios) cultivados, identificam a persistência dos madeirenses no amanho dos séculos na conquista do relevo da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlnnphFWeI/AAAAAAAABRI/Qsr1FL6km3Q/s1600-h/DSC06536.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240333572279458274" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlnnphFWeI/AAAAAAAABRI/Qsr1FL6km3Q/s400/DSC06536.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;"Oásis num deserto de montanha"&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Cedros-da-madeira - &lt;em&gt;Juniperus cedrus ssp. maderensis&lt;/em&gt;, Massarocos - &lt;em&gt;Echium candicans&lt;/em&gt; e Estreleiras - &lt;em&gt;Argyranthemum pinnatifidum -&lt;/em&gt; foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ali tão perto, esta persistência mantêm-se viva e presente, pela conduta de cidadania da &lt;a href="http://bisbis.blogspot.com/2008/03/desdobrvel-osis-num-deserto-de-montanha.html"&gt;Associação&lt;/a&gt; dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal, que transformaram as encostas do Areeiro, consideradas um «deserto de montanha», consequência do &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/04/blog-post_6348.html"&gt;pastoreio&lt;/a&gt; desordenado de ovelhas e de cabras, aliado a um &lt;a href="http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2007/06/clima-do-arquiplago-da-madeira.html"&gt;clima&lt;/a&gt; inóspito, com grandes amplitudes térmicas, geadas, &lt;a href="http://montanhamadeira.blogspot.com/2009/03/fotos-cidrao-invernal.html"&gt;neve e granizo&lt;/a&gt;, ventos fortes e variações da humidade do ar e do solo no Inverno e no Verão. Esta associação, composta por gentes persistentes e liderada pela persistência e vontade de servir, conseguiram devolver ao terreno &lt;em&gt;areento&lt;/em&gt;, a vegetação que naquele local existia há 500 anos, antes da ocupação humana, nesta parte do Atlântico Norte. E neste local, crescem os piornos (Teline maderensis), as andríalas (Andryala glandulosa ssp. varia), os massarocos (Echium candicans), as estreleiras (Argyranthemum pinnatifidum), na companhia de loureiros (Laurus novocanariensis) e cedros-da-madeira (Juniperus cedrus ssp. maderensis). A esta reflorestação, que conta com o apoio da &lt;a href="http://www.gulbenkian.pt/index.php?section=21&amp;amp;artId=277"&gt;Fundação&lt;/a&gt; Calouste Gulbenkian, juntou-se-lhes as armérias-da-madeira (Armeria maderensis), as leitugas (Tolpis macrohiza), os plantagos-da-madeira (Plantago maderensis) e os goivos-da-serra (Erysimum bicolor), transportadas pelo vento na mudança das estações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlla5iYGBI/AAAAAAAABRA/SeN9nW6uCrg/s1600-h/DSC04701.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240331154218293266" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlla5iYGBI/AAAAAAAABRA/SeN9nW6uCrg/s400/DSC04701.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Vegetação de Altitude&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Miradouro do Ninho da &lt;a href="http://www.madeirabirds.com/buzzard"&gt;Manta&lt;/a&gt; - foto do autor) &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Pico do Areeiro é também conhecido pela habitual presença da distinta Freira da Madeira (&lt;a href="http://www.madeirabirds.com/zinospetrel"&gt;Pterodroma&lt;/a&gt; madeira), ave marinha e membro efectivo da família Procellariidae que ocupa e nidifica nesta área geográfica. Esta zona, está classificada como ZEC (Zona Especial de Conservação) e Zona Importante para as &lt;a href="http://www.madeirabirds.com/madeira_birds"&gt;Aves&lt;/a&gt; (IBA). A Freira da Madeira é endémica da Madeira e está classificada como «criticamente ameaçada». É alvo de um "Plano de Acção" por parte da Comissão Europeia, com a colaboração com a Birdlife International, com um financiamento comunitário do Programa LIFE. Até ao início dos anos 70 do século XX, era considerada extinta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlkoCFCJbI/AAAAAAAABQ4/Dct4Du3JJ5A/s1600-h/100_6778.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240330280337810866" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlkoCFCJbI/AAAAAAAABQ4/Dct4Du3JJ5A/s400/100_6778.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Vereda do Pico do Areeiro - Pico Ruivo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Vista do Pico do Areeiro - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;De regresso, por pouco não nos esquecíamos de visitar o Poço da Neve, «mandado construir em 1813 por um italiano que fabricava sorvetes». Este edifício modelar, único no património cultural madeirense edificado, é propriedade da &lt;a href="http://www.cm-funchal.pt/cmf/Default.aspx?ID=2847"&gt;Câmara&lt;/a&gt; Municipal do Funchal desde 1936, inserido no Parque Ecológico do Funchal. Está localizado a 1600 metros de altitude à direita de quem desce para o sítio do Poiso pela Estrada Regional n.º 202 (ER 202). Este reservatório, «com a aparência de igloo dos esquimós», foi escavado no solo, «para manter as temperaturas baixas e impedir a fusão do gelo proveniente da neve e do granizo que caíam durante o Inverno, donde era retirado, nas estações subsequentes, para fabrico de sorvetes e utilização em hotéis e hospitais». Tem forma redonda, com um diâmetro de 7,5 metros e uma altura de 8 metros, construído por pedras talhadas (cabeças) de basalto e de cobertura hemisférica também construída por lascas (lajes) de basalto presas por argamassa de cal. Pode armazenar 265 metros cúbicos de gelo. Monumento vivo madeirense, o Poço da Neve é classificado como de valor cultural (local) da Região Autónoma da Madeira, desde 30 de Julho de 1998. Em &lt;a href="http://alveite.wordpress.com/2008/04/27/641/"&gt;Portugal&lt;/a&gt; continental e na Europa, existem poços da neve em tudo semelhantes na sua função ao do Areeiro.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLljuISoncI/AAAAAAAABQw/bxQTYNaijQo/s1600-h/DSC06555.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240329285573057986" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLljuISoncI/AAAAAAAABQw/bxQTYNaijQo/s400/DSC06555.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Poço da Neve - Parque Ecológico do Funchal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Ao fundo, a cidade do Funchal - foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entretanto, os alísios vão carregando as brumas vindas de nordeste e de norte, deixando os visitantes na ignorância geográfica e no desnorte da imaginação à procura a sudoeste: da Ribeira Brava, da Ponta do Sol e da Calheta. No horizonte, não encontram o Porto do Moniz e a ilha fica mais pequena num mar de nuvens.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLljFVvUuZI/AAAAAAAABQo/npKdyiQJj30/s1600-h/100_6774.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240328584808413586" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLljFVvUuZI/AAAAAAAABQo/npKdyiQJj30/s400/100_6774.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;(A sudoeste)&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sítio do Areeiro&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Sítio povoado da freguesia de São Martinho, Funchal. Confronta com o mar junto à Praia Formosa.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlhnOlrelI/AAAAAAAABQg/THIAIk-JIj0/s1600-h/PICT0111.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5240326967981210194" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlhnOlrelI/AAAAAAAABQg/THIAIk-JIj0/s400/PICT0111.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Praia Formosa&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Sítio do Areeiro - São Martinho - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Nota do autor:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Actualmente (Agosto de 2010), parte do conteúdo deste artigo feito no mês de Agosto de 2008, em consequência dos famigerados incêndios que ocorreram na Madeira, é surreal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ASSOCIAÇÃO dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. &lt;a href="http://bisbis.blogspot.com/2008/03/desdobrvel-osis-num-deserto-de-montanha.html"&gt;Desdobrável&lt;/a&gt; - &lt;em&gt;Oásis num deserto de montanha&lt;/em&gt;. Funchal.&lt;br /&gt;JARDIM, Roberto e FRANCISCO, David (2000). &lt;em&gt;Flora Endémica da Madeira&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Múchia Publicações. Funchal.&lt;br /&gt;FRANQUINHO, L. O. e COSTA, A. (1998). &lt;em&gt;Madeira - Plantas e Flores&lt;/em&gt;. 16.ª Edição. Francisco Ribeiro e Filhos. Funchal.&lt;br /&gt;GOMES, Celso de Sousa Figueiredo e SILVA, João Baptista Pereira (1997). &lt;em&gt;Pedra Natural do Arquipélago da Madeira, Importância Social, Cultural e Económica. &lt;/em&gt;Madeira Rochas - Divulgações Científicas e Culturais. Câmara de Lobos.&lt;br /&gt;NEVES, Henrique Costa e VALENTE, Ana Virgínia (1992). &lt;em&gt;Conheça o Parque Natural da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional da Economia - Parque Natural da Madeira. Funchal.&lt;br /&gt;OLIVEIRA, Paulo (1999). &lt;em&gt;A Conservação e Gestão das Aves do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional de Agricultura, Florestas e Pescas - Serviço do Parque Natural. Funchal.&lt;br /&gt;PEREIRA, Eduardo C. N. (1989). &lt;em&gt;Ilhas de Zargo&lt;/em&gt;. 4.ª Edição. Câmara Municipal do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1950). &lt;em&gt;Vocabulário Madeirense.&lt;/em&gt; Edição da Junta Geral do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (1994). &lt;em&gt;Veredas e Levadas da Madeira&lt;/em&gt;. Secretaria Regional e Cultura. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (2003). &lt;em&gt;Madeira, a Descoberta da Ilha de Carro e a P&lt;/em&gt;é. 1.ª Edição. Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (2004). &lt;em&gt;Levadas e Veredas da Madeira&lt;/em&gt;. 4ª Edição. Francisco Ribeiro e Filhos Lda. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-2889123122741659853?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/2889123122741659853/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=2889123122741659853&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2889123122741659853'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/2889123122741659853'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/08/pico-do-areeiro-areeiro-o-termo-areeiro.html' title='AREEIRO (Sítio do), CHÃO DO AREEIRO E PICO DO AREEIRO'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SLlxDPd31wI/AAAAAAAABSQ/o4u1GQzffZk/s72-c/DSC02154.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-3151158379593722642</id><published>2008-05-23T21:47:00.074+01:00</published><updated>2010-03-15T21:54:19.971Z</updated><title type='text'>ARCO DA CALHETA, ARCO DE SÃO JORGE E ARCO PEQUENO</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyxgZZoSEI/AAAAAAAACeM/Z6VYbmYrMq8/s1600-h/DSC06419.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299806031640545346" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyxgZZoSEI/AAAAAAAACeM/Z6VYbmYrMq8/s400/DSC06419.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Arco de São Jorge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Visto de Este para Oeste - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ARCO &lt;/strong&gt;- A configuração montanhosa em semicírculo ou em arco define este topónimo. Poderemos assim afirmar que, o relevo que envolve as freguesias do Arco da &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.713608,-17.149916&amp;amp;spn=0.020943,0.045319&amp;amp;t=h&amp;amp;z=15"&gt;Calheta&lt;/a&gt; e do Arco de &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.827078,-16.952634&amp;amp;spn=0.010458,0.022659&amp;amp;t=h&amp;amp;z=16"&gt;São Jorge&lt;/a&gt;, tem a forma de &lt;em&gt;arco&lt;/em&gt;, o que aclara como património o nome que lhe foi dado pelos primitivos povoadores da Madeira.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyxPdD3ioI/AAAAAAAACeE/b8cg3IYpe_A/s1600-h/arco_calheta_w.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299805740565236354" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyxPdD3ioI/AAAAAAAACeE/b8cg3IYpe_A/s400/arco_calheta_w.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Arco da Calheta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Visto de Este para Oeste - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Freguesia do Arco da Calheta&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyw8zsNJBI/AAAAAAAACd8/Wa49-ueijmE/s1600-h/DSC02320.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299805420222489618" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyw8zsNJBI/AAAAAAAACd8/Wa49-ueijmE/s400/DSC02320.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 300px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Arco da Calheta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Visto de Oeste para Leste - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Segundo o &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;, a freguesia do Arco da Calheta, confina pelo Norte com o planalto do Paul da Serra e pelo Sul com o Oceano Atlântico, sendo limitada, a Leste, pelas freguesias dos Canhas e da Madalena, e a Oeste pela freguesia da Calheta. Pertence ao concelho desta última freguesia. Divide-se nos sítios povoados da Achada (de Santo Antão), Amoreiras, Bagaceira, Cales e Chada, Corujeira, Cova do Arco, Fajã (de Baixo), Fajã do Mar, Florenças, Fonte Bugia, Fonte do Til, Ladeira e Lamaceiros, Ledo, Lombada, Massapez, Palheiros, Paredes, Pinheiro, Pomar Velho, Pombal, Fazenda Grande. Tem esta freguesia como orago São Braz, ficando a respectiva Igreja Paroquial no sítio das Amoreiras. Além deste, templo, tem as capelas de Nossa Senhora do Loreto, no sítio da Lombada, a de Nossa Senhora, da Nazaré, no sítio das Paredes, a do Sagrado Coração de Jesus, no sítio da Fonte do Til, a de Nossa Senhora da Conceição, no sítio das Amoreiras, e a de Nossa Senhora da Vida, no sítio da Fajã do Mar. Esta freguesia é irrigada pela Levada Nova, com origem na Central Hidroeléctrica da Calheta, para além de outros pequenos aquedutos alimentados por mananciais de menor importância. A Ribeira chamada das Meninas, que é o seu principal curso de água, vai lançar-se na Ribeira da (do) Atouguia ou da Serra de Água. Tem os pequenos portos da Fajã do Mar e da Fajã da Areia com exíguas praias de calhau pedregoso. São lugares pitorescos e pontos de largas vistas o Rochão, o Pico da Bandeira e o Pico do Arco, este último com 846 metros de altitude (Carta Militar).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYywoegC9QI/AAAAAAAACd0/RaiCmMR03WA/s1600-h/pico_arco.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299805070936962306" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYywoegC9QI/AAAAAAAACd0/RaiCmMR03WA/s400/pico_arco.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Pico do Arco da Calheta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os terrenos, que anteriormente formavam esta freguesia, pertenciam à paróquia da Calheta, antes da sua criação. A denominação de Arco da Calheta, que lhe foi dada em virtude da configuração semicircular do seu relevo montanhoso, é anterior a 1572, em que foi criada a paróquia, por alvará régio de 18 de Julho desse ano. Estabeleceu-se a sua sede na capela de São Braz, instituída no último quartel do século XV e que foi notavelmente acrescentada por meados do século XVII. O templo actual foi edificado, aproximadamente um século mais tarde, tendo sido solenemente benzido a 1 de Janeiro de 1755. Ali foi criado um curato no ano de 1676.&lt;br /&gt;Um dos mais antigos povoadores desta freguesia foi João Fernandes de Andrade, conhecido pelo nome de João Fernandes do Arco, fidalgo galego, que aqui possuía vastos terrenos, fundando a Capela de Nossa Senhora da Consolação, de que fez sede de uma instituição vincular e onde teve sepultura, havendo falecido no ano de 1527. Descendente de João Fernandes do Arco, e talvez nascido nesta freguesia, foi António de Abreu, que se notabilizou no Oriente como guerreiro e navegador, afirmando alguns autores que descobriu as Molucas e que porventura teria chegado às costas da Austrália, segundo o &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/a/arc6.html"&gt;&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYywGkrjn7I/AAAAAAAACds/OVOL4Fg9478/s1600-h/arco__calheta_w1.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5299804488480300978" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYywGkrjn7I/AAAAAAAACds/OVOL4Fg9478/s400/arco__calheta_w1.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Arco da Calheta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No início do mês de Março de 2006, vinte e quatro habitantes da Fajã (de Baixo), foram obrigados a abandonar as suas casas, devido à iminência de um desmoronamento de uma escarpa sobranceira ao local. O alerta tinha sido lançado quando foi detectada uma fenda nos terrenos do sítio do Massapez, no final do mês de Fevereiro do mesmo ano. Esta fenda geológica, com alguns metros de comprimento, evidenciava tendência para aumentar a cada dia e ameaçava fazer ruir uma escarpa com dezenas de metros de altura, onde existem terrenos com plantação de bananeiras e moradias. Ficou este fenómeno geológico conhecido como a “Fenda do Masssapez”. O talude foi estabilizado por empresas especializadas, através de um revestimento de betão projectado nas formações brechóides, após a execução de uma escavação de um volume de 30 000 metros cúbicos de material rochoso, com altura máxima de 50 metros e uma extensão de 150 metros, (&lt;em&gt;dados da Grupo &lt;/em&gt;&lt;a href="http://www.cenor.pt/projectos/projectos_detail.aspx?empID=5&amp;amp;projID=181&amp;amp;list=SEARCH"&gt;&lt;em&gt;CENOR&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDc12N68ROI/AAAAAAAABIg/Ch9PnlFJU8c/s1600-h/local_parapente.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203687100015985890" src="http://2.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDc12N68ROI/AAAAAAAABIg/Ch9PnlFJU8c/s400/local_parapente.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;(Local de lançamento de Parapente - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Arco da Calheta é muito procurado para a prática de &lt;a href="http://www.voolivremadeira.com/index.php?option=com_content&amp;amp;task=view&amp;amp;id=5&amp;amp;Itemid=6"&gt;Parapente&lt;/a&gt;, onde a partir de uma “rampa natural”, num poio ou socalco, junto ao Pico da Bandeira, na Achada de Santo Antão (por cima do miradouro dos Moledos), lançam-se os parapentistas nas correntes ascendentes, vindas do Mar.&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Freguesia do Arco de São Jorge&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcyv968RNI/AAAAAAAABIY/9SOy1YH9VGE/s1600-h/DSC06411.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203683694106920146" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcyv968RNI/AAAAAAAABIY/9SOy1YH9VGE/s400/DSC06411.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Arco de São Jorge&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;(Visto de Este para Oeste - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Encaixada entre as freguesias de São Jorge e Boaventura, que a limitam pelos lados de Leste e Oeste, tem como pontos confinantes ao Norte, o Oceano Atlântico, e ao Sul, as serras das mesmas, já mencionadas freguesias. Pertence ao Concelho de Santana. Abrange na sua limitada área, os sítios povoados da Igreja, Casais, Lagoa, Poços, Quebrada e Arco Pequeno. Incorporados nestes, encontram-se outros pequenos lugares chamados Emoitadinhas, Cascalho, Hortas, Sumagre, Enseada, Lombo das Casas etc. São tidos como sítios aprazíveis e de onde se deslumbram largas vistas, o miradouro da Beira da Quinta ou das Cabanas, o Pico do Arco, a Assomada, a Roda da Quebrada, a Fonte do Bispo, o Pico etc. Possui uma praia de pedregosos seixos, que lhe serve de porto e que é geralmente de acesso bastante difícil. Próximo da costa marítima existem uns pequenos e insignificantes ilhéus, que alguns denominam Ilhéus da Pontinha. Tem como orago esta freguesia e paróquia, o patriarca São José, ficando no sítio da Igreja a respectiva Igreja Paroquial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcyAt68RLI/AAAAAAAABIM/fUei1xbeNYE/s1600-h/DSC06421.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203682882358101170" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcyAt68RLI/AAAAAAAABIM/fUei1xbeNYE/s400/DSC06421.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Pico do Arco de São Jorge&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(À esquerda - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esta freguesia é a mais fértil de toda a costa setentrional da Madeira, e goza de um clima muito suave e temperado, devido especialmente aos altos montes que a circundam e a abrigam dos ventos que sopram do interior da ilha. Todo o território que actualmente constitui esta freguesia pertenceu á paróquia de São Jorge, até o ano de 1676, em que então dela se desmembrou. Formava uma pequena povoação, que as montanhas elevadas e o Oceano que a limita pelo Norte, inteiramente a isolavam das freguesias confinantes de São Jorge e da Boaventura. No sítio, que hoje se chama dos Casais, existiu uma pequena capela da invocação de Nossa Senhora da Piedade, que teve seus capelães privativos e que ministravam serviços religiosos aos habitantes deste lugar. Por alvará régio de 28 de Dezembro de 1676, foi ali criada uma freguesia autónoma, ficando com sede a referida capela. Sessenta e tantos anos mais tarde procedeu-se à edificação duma nova igreja, tendo sido solenemente benzida no dia 19 de Março de 1744.&lt;br /&gt;O sítio da Quebrada desta freguesia, formou-se em virtude de um movimento de vertente de grande extensão (derrocada ou quebrada), de terrenos dos sítios adjacentes, ocorrido em 1689, dando-se a circunstância de várias casas de habitação serem arrastadas a distâncias relativamente grandes sem ficarem arruinadas, segundo o &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/a/arc9.html"&gt;&lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcwyt68RKI/AAAAAAAABIE/nazu7ikWkjM/s1600-h/DSC06423.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203681542328304802" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcwyt68RKI/AAAAAAAABIE/nazu7ikWkjM/s400/DSC06423.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Sítio da Quebrada&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(À direita - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Arco de São Jorge, segundo alguns especialistas, é o que resta de «uma antiga caldeira vulcânica parcialmente destruída pela erosão marinha». Porém, na opinião de outros, tal não se afigura, classificando estes a forma morfológica de «arco» como consequência da actividade vulcânica e da erosão natural, onde se constitui algumas formações sedimentares em depósitos de vertente. A elevação mais alta desta freguesia é o Pico do Arco de São Jorge, com cerca de 825 metros de altitude (Carta Militar).&lt;br /&gt;Nasceu nesta freguesia, o celebre trovador popular Manuel Gonçalves, o “Feiticeiro do Norte”, que percorria toda a ilha a cantar as suas ingénuas composições poéticas, tanto do agrado das multidões, que enlevadas o escutavam avidamente e lhe compravam as dezenas de folhetos, em que reuniu e fez imprimir as suas inúmeras.&lt;br /&gt;Ainda nesta freguesia, encontra-se uma das maiores colecções de roseiras em Portugal e talvez na Europa, o Roseiral da Quinta do Arco, na Quinta do mesmo nome.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcvxd68RJI/AAAAAAAABH8/ZYL6xUUjvg0/s1600-h/DSC06417.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203680421341840530" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcvxd68RJI/AAAAAAAABH8/ZYL6xUUjvg0/s400/DSC06417.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.quintadoarco.com/Default.aspx"&gt;&lt;strong&gt;Quinta do Arco&lt;/strong&gt; &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(No centro - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Arco Pequeno &lt;/strong&gt;- Sítio povoado da freguesia anterior referida, (Arco de São Jorge).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcu4d68RII/AAAAAAAABH0/kWupRUdInu4/s1600-h/DSC06415.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203679442089297026" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SDcu4d68RII/AAAAAAAABH0/kWupRUdInu4/s400/DSC06415.JPG" style="cursor: hand; display: block; margin: 0px auto 10px; text-align: center;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt; Arco de São Jorge - Ponta Delgada - Porto do Moniz&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Um olhar sobre o litoral Norte da Ilha da Madeira - Foto do autor)&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PIO, Manuel Ferreira (1974). &lt;em&gt;O Concelho de Santana: Esboço Histórico&lt;/em&gt;. Editorial Eco do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (2003). &lt;em&gt;Madeira, a Descoberta da Ilha de Carro e a Pé&lt;/em&gt;. 1.ª Edição. Associação dos Amigos do Parque Ecológico do Funchal. Funchal.&lt;br /&gt;QUINTAL, Raimundo (2004). &lt;em&gt;Levadas e Veredas da Madeira&lt;/em&gt;. 4ª Edição.&amp;nbsp;Francisco Ribeiro e Filhos Lda. Funchal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5147681168763901645-3151158379593722642?l=madeira-gentes-lugares.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/feeds/3151158379593722642/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5147681168763901645&amp;postID=3151158379593722642&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3151158379593722642'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5147681168763901645/posts/default/3151158379593722642'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://madeira-gentes-lugares.blogspot.com/2008/05/arco-da-calheta-arco-de-so-jorge-e-arco.html' title='ARCO DA CALHETA, ARCO DE SÃO JORGE E ARCO PEQUENO'/><author><name>José Lemos Silva</name><uri>http://www.blogger.com/profile/03230312561147871989</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SYyxgZZoSEI/AAAAAAAACeM/Z6VYbmYrMq8/s72-c/DSC06419.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5147681168763901645.post-5603856221733118786</id><published>2008-05-23T21:09:00.052+01:00</published><updated>2010-03-15T21:52:33.452Z</updated><title type='text'>ALEGRIA (Sítio da)</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFnD8hgTXI/AAAAAAAAB6Y/S5gLbi1tx1I/s1600-h/DSC07577a.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283117155366227314" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFnD8hgTXI/AAAAAAAAB6Y/S5gLbi1tx1I/s400/DSC07577a.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 296px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Capela de Nossa Senhora da Alegria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;ALEGRIA (Sítio da) &lt;/strong&gt;- A Quinta e &lt;a href="http://www.mariafreitas.net/documents/37.html"&gt;Capela&lt;/a&gt; de Nossa Senhora da Alegria, baptizou com o topónimo &lt;em&gt;Alegria&lt;/em&gt; o &lt;a href="http://maps.google.com/?ie=UTF8&amp;amp;ll=32.678396,-16.920136&amp;amp;spn=0.005238,0.01133&amp;amp;t=h&amp;amp;z=17"&gt;sítio&lt;/a&gt; povoado, pertencente à Freguesia de São Roque do Funchal.&lt;br /&gt;A Capela de Nossa Senhora da Alegria (a 523 metros de altitude), da Quinta deste nome, foi fundada em 1609 por Francisco de Abreu, «a qual se incorporou na casa &lt;a href="http://www.geocities.com/TheTropics/paradise/4273/dicionario/torre_bela_1_visconde.html"&gt;Torre Bela&lt;/a&gt;», segundo o &lt;a href="http://www.ceha-madeira.net/elucidario/i/ins4.htm"&gt;&lt;em&gt;Elucidário&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; Madeirense&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;A Freguesia de São Roque do Funchal, anualmente no mês de Agosto, presta veneração a Nossa Senhora da Alegria, celebrando-se uma festa e romaria tipicamente madeirense.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFmwCJXIFI/AAAAAAAAB6Q/PEXKUxViQK8/s1600-h/DSC07584.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283116813278191698" src="http://3.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFmwCJXIFI/AAAAAAAAB6Q/PEXKUxViQK8/s400/DSC07584.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 273px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Capela de Nossa Senhora da Alegria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;(&lt;a href="http://www.geocities.com/TheTropics/paradise/4273/dicionario/brasao_armas_condes_torre_bela.html"&gt;Brasão de Armas&lt;/a&gt; - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;Sítio da Alegria&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFmHG01KJI/AAAAAAAAB6I/jvd0EYehPA4/s1600-h/DSC07592.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283116110159620242" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFmHG01KJI/AAAAAAAAB6I/jvd0EYehPA4/s400/DSC07592.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Quinta e Capela de Nossa Senhora da Alegria&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;(Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Localizado a norte do centro da Freguesia de São Roque do Funchal, no denominado Lombo da Alegria, onde se prolonga por terrenos florestais pertencentes ao Montado do mesmo nome, faz estrema com o cognominado “tampão verde” (zona florestal protegida, que circunda o Concelho do Funchal). Os terrenos deste sítio são regados pela Levada da Serra.&lt;br /&gt;Neste mesmo sítio, e próximo da Quinta de Nossa Senhora da Alegria, encontra-se uma importante infra-estrutura de abastecimento de água potável à cidade do Funchal - a Estação de Tratamento de Água da Alegria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFl0ag0EWI/AAAAAAAAB6A/NpT5oyytl04/s1600-h/DSC07604.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283115789026857314" src="http://1.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFl0ag0EWI/AAAAAAAAB6A/NpT5oyytl04/s400/DSC07604.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;strong&gt;Quinta e Capela de Nossa Senhora da Alegria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Vista da Freguesia de Nossa Senhora do Monte - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A ETA da Alegria, faz parte do complexo “Sistema Adutor e de Tratamento dos Tornos”, que recebe águas da vertente norte da Madeira, que percorrem em canais (levadas) e túneis (furados), desde o Lombo do Urzal (Freguesia da Boa Ventura), passando pela Ribeira de São Jorge e Fajã da Nogueira, terminam na vertente sul, no sítio dos Tornos (Freguesia do Monte), e prosseguem pelo "túnel de adução" à ETA da Alegria, no Sítio da Alegria.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Ribeira de Santa Luzia ou da Fundoa, como é conhecida localmente, recebe os excedentes de água deste sistema adutor, aumentando o seu caudal, fazendo recordar aos funchalenses que chove muito mais a norte da Ilha.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFlbncWJYI/AAAAAAAAB54/JYDFcIkPMQE/s1600-h/DSC07605.JPG"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5283115363001050498" src="http://4.bp.blogspot.com/_4XfefrRMbMg/SVFlbncWJYI/AAAAAAAAB54/JYDFcIkPMQE/s400/DSC07605.JPG" style="cursor: hand; display: block; height: 267px; margin: 0px auto 10px; text-align: center; width: 400px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;Sítio da Alegria&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Visto da Freguesia do Monte - Foto do autor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Nota do Autor:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A recuperação e &lt;a href="http://www.mariafreitas.net/documents/37.html"&gt;restauração&lt;/a&gt;, da Capela de Nossa Senhora da Alegria, constitui um verdadeiro exemplo da valorização do património histórico-cultural construído madeirense. Estão de parabéns os seus proprietários!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;Bibliografia:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;SERVIÇO Cartográfico do Exército (1974). &lt;em&gt;Carta Militar&lt;/em&gt;. Serie P 821. Edição 1 - S. C. E. P. (Trabalhos de Campo de 1965). Lisboa.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da e MENESES, Carlos Azevedo de, (1984). &lt;em&gt;Elucidário Madeirense&lt;/em&gt;. Fac-símile da edição de 1946. Secretaria Regional de Turismo e Cultura - Direcção Regional dos Assuntos Culturais. Funchal.&lt;br /&gt;SILVA, Padre Fernando Augusto da (1934). &lt;em&gt;Dicionário Corográfico do Arquipélago da Madeira&lt;/em&gt;. Edição do Autor. Funchal.&lt;br /&gt;Link: Câmara de Lobos - &lt;a href="http://www.geocities.com/TheTropics/paradise/4273/dicionario/torre_bela_1_visconde.html"&gt;&lt;em&gt;Dicionário Corográfico&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.goo
